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Santa Catarina: 8 passeios em Garopaba
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A 75 quilômetros de Florianópolis, Garopaba é um destino curinga. Em tese, não tem tempo ruim já que o mar é sempre gelado. No verão as praias lotam, no inverno surge o espetáculo das baleias francas e em qualquer época do ano há trilhas para curtir a natureza, que é pródiga naquele pedaço ao sul da capital. Reduto de gaúchos, o destino tem vida o ano inteiro. Confira oito dicas para conhecer Garopaba.
Praia da Ferrugem

A Ferrugem é o destino certo para surfistas e o ponto preferido dos jovens nessa região do litoral catarinense – em especial na época de Carnaval. Também dá para se programar para acompanhar campeonatos de surfe sediados no local. A orla é coberta por vegetação, então a praia também é um ótimo ponto para aproveitar a sombra e fazer um piquenique em família.
Morro do Índio

O maior sítio arqueológico de Garopaba guarda conchas e registros dos povos originários, marcas de mais de 5 mil anos atrás. Também há inscrições nas rochas que indicam pontos em que populações originárias produziam utensílios de trabalho com pedras.
O Morro do Índio fica na parte sul da praia da Ferrugem, na divisa com a praia da Barra e pode ser acessado a pé – a recomendação é não sair do caminho já demarcado para não danificar o sítio arqueológico.
Mercado do Produtor
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Seja para quem vai passar férias mais longas em Garopaba e quer conhecer pontos para comprar produtos locais ou para quem está em busca de um lugar para um lanche, o Mercado do Produtor é uma boa opção. Produtos artesanais e locais, como pães, cogumelos, massas caseiras, queijos e geleias são comercializados às sextas e sábados, das 8h às 13h, e às quintas, das 17h às 21h. Há uma praça de alimentação com área interna e externa no local. Fica ao lado da rodoviária.
Praia do Siriú

No norte da praia do Siriú, a lagoa que dá nome ao local corre paralela ao mar, criando uma opção a mais para aproveitar a praia. As grandes dunas também permitem praticar sandboard e outros esportes na areia. No costão há um mirante de onde se avista baleias francas no inverno.
Centro Histórico de Garopaba
A arquitetura do centro da cidade praiana é marcada por construções da época da imigração açoriana. A Igreja São Joaquim guarda parte da história da ocupação portuguesa no litoral catarinense, e foi inspirada pela Igreja de Nossa Senhora da Graça em Olinda. Não deixe de conhecer o café Casa do Padre, que fica em uma casa muito agradável colada na igreja. Esteja lá no fim de tarde para a aproveitar a vista e o astral.
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Baleias francas no litoral

Nos séculos 18 e 19, Garopaba era sede para uma armação baleeira, estrutura construída para produzir e distribuir o óleo das baleias caçadas na costa. O abate dos animais seguiu até a década de 1970. Hoje, o foco é na preservação das baleias, que só podem ser vistas de longe, de julho a novembro. Nas cidades de Garopaba, Imbituba e Laguna, passeios guiados são oferecidos para avistar as baleias. Saiba mais sobre os avistamentos .
Praia de Garopaba

Também chamada de Praia Central, é a que tem mais estrutura na região. É bom reservar um dia inteiro para bater perna, aproveitar o mar, a areia, comer peixe feito e passear pelas lojas do comércio local.
Trilha da Pedra Branca
O ecoturismo é mais um atrativo de Garopaba. Ao final desta trilha de cerca de 2km de subida em meio a vegetação nativa da Mata Atlântica, o visitante pode vislumbrar uma paisagem panorâmica do litoral. A trilha passa por uma cachoeira. Considere cerca de uma hora para chegar até o topo porque a subida é íngreme, evite dias de muito calor, leve água e protetor solar.
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Fonte: Turismo
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Caminhos da Serra do Mar: conheça a trilha de longo curso desenhada à sombra do pico Dedo de Deus
Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus.
Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.
A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.
A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.
A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.
Caminho do Ouro (Atalho do Proença)
Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.
Travessia Cobiçado–Ventania
Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.
Trilha Uricanal
Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.
Morro do Açu
Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.
Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino
Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.
O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.
Como chegar e o que fazer
A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.
Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:
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Observação de fauna e flora
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Observação de aves (birdwatching)
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Mirantes e contemplação nos picos
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Banhos de cachoeira e poços naturais
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Visitas a grutas e museus históricos
Trilhas de longo curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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