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Glacier Express: como é viajar no luxuoso “trem lento” dos Alpes Suíços
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À primeira vista, o título que o Glacier Express usa para se promover pode até ser contraintuitivo. Afinal, esse famoso passeio pelas montanhas da Suíça faz questão de se proclamar o “trem expresso mais lento do mundo”. E, em um continente com trens que viajam a centenas de quilômetros por hora, realmente chama atenção uma viagem de apenas 291 km levar longas oito horas para ser concluída.
Mas é justamente o motivo da “lentidão” que torna essa jornada tão atrativa: a viagem entre Zermatt e St. Moritz (ou Davos, se você fizer uma troca pelo caminho) demora porque os trilhos percorrem caminhos tortuosos pelos Alpes Suíços – com todas as paisagens deslumbrantes que isso implica.
Ao todo, são quase 300 pontes e 91 túneis para ir de terminal ao outro, em uma daquelas experiências nas quais a própria viagem em si já é o grande atrativo da aventura.
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Como é a viagem no Glacier Express?
Todos os vagões de passageiros contam com janelões panorâmicos que se estendem até parte do teto, para garantir que ninguém perca qualquer detalhe da paisagem. Além das várias curvas, túneis e pontes do trajeto, outro destaque são as subidas e descidas pelas montanhas ao longo da viagem: Chur , a estação mais “baixa”, fica 585 metros acima do nível do mar; já o ponto mais elevado do trajeto é Oberalppass , a 2.033 metros de altitude.
O trem oferece refeição com pratos e ingredientes tipicamente suíços, mas, para quem quer a experiência completa, o recomendado é investir na Excellence Class – trata-se do vagão premium do Glacier Express, em que a gastronomia é o grande destaque, com seis pratos acompanhados de champagne e vinho sendo servidos ao longo do trajeto. Esse vagão também inclui concierge, um guia de viagem e um bar exclusivo para aproveitar as oito horas com o máximo de conforto.
Entre maio e outubro, as saídas são em três horários: às 7h52, 8h52 e 9h52 partindo de Zermatt ; e às 7h02, 8h51 e 9h42 saindo de St. Moritz . O horário de inverno, entre dezembro e maio, tem duas partidas diárias: às 7h52 e 8h52 em Zermatt; e às 8h51 e 9h42 em St. Moritz . Confira aqui a tabela horária atualizada .
Atenção: entre as duas épocas, há um período em que o trem não opera. Em 2024, isso ocorrerá entre 13 de outubro e 6 de dezembro.
O trajeto tradicional do Glacier Express é entre as cidades de Zermatt e St. Moritz , lares de concorridas estações de esqui, mas há a opção de terminar o trajeto em Davos , cidade mais famosa por sediar o Fórum Econômico Mundial. Nesse caso, é preciso trocar de trem em Filistur , a antepenúltima estação. O trem também para nas estações de Brig, Andermatt, Chur, Tiefencastel e Samedan.
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Quanto custa?
O trajeto completo entre os terminais clássicos, St. Moritz e Zermatt , sai por 159 francos suíços (cerca de R$ 1.020*) na segunda classe e 272 francos suíços (cerca de R$ 1.745*) na primeira. O valor é um pouco menos salgado para quem faz o trajeto entre Davos e Zermatt , e se reduz gradativamente quanto menor a distância percorrida.
Para quem quer ter a experiência mais famosa do Glacier Express, a Excellence Class custa 470 francos suíços (cerca de R$ 3.010*) e exige reserva prévia. Nessa categoria, é preciso pagar mesmo tendo um Eurail Pass .
Uma tabela completa de valores e o link para reservas podem ser encontrados aqui .
*CHF$ 1 = R$ 6,44; consulte a cotação do dia
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Fonte: Turismo
Turismo
No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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