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Bombinhas (SC): praias de sobra e um pouco de agito
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Bombinhas se espalha ao longo de uma península onde enfileiram-se algumas das mais bonitas paisagens litorâneas de Santa Catarina. Embora tenha uma extensão territorial de apenas 34 km², o município abriga uma das maiores concentrações de praias do Estado, com um total de 39 espalhadas ao longo de sua costa recortada.
Localizada a 35 km de Balneário Camboriú , a 74 km de Florianópolis e a 48 km de Navegantes , onde está o aeroporto mais próximo, a cidade também pode ser acessada pela BR-101 e em seguida pela SC-412, que passa por Porto Belo e continua até o destino. Bombinhas fica especialmente engarrafada de janeiro até o Carnaval, então se puder ir depois dos festejos é melhor, ainda mais porque o tempo costuma ser bom até maio. Para quem não tem carro, o aeroporto de Florianópolis conta com empresas de transporte que oferecem viagens diretas para a cidade.

As praias de Bombas e Bombinhas , no centro da península, são as mais populares, atraindo visitantes o ano todo. Bombas é conhecida pelas boas ondas, enquanto Bombinhas, com seu mar sereno, tem a orla tomada de lojas e restaurantes. Naquele núcleo urbano já surgem duas preciosidades logo na sequência: a praia da Lagoinha e a vizinha Sepultura, que são perfeitas para mergulho com snorkel.
A Praia do Retiro dos Padres , também conhecida como dos Ingleses, é um refúgio menos frequentado, mesmo na alta temporada, e ali tem um camping muito tradicional. Quatro Ilhas é famosa pelas boas condições para o surfe, mas não é recomendada para crianças – o cenário é lindíssimo! À direita fica Mariscal , com seus quatro quilômetros de extensão, oferece áreas tranquilas mais à direita e outros pontos de mar agitado atraindo surfistas.

Mais afastada, a Tainha é um encanto. Pequena (menos de 100 metros), de tombo e cercada por costões, fica escondida entre morros. Ela é vizinha da tranquilíssima Porto da Vó, na ponta da península e ainda pouco conhecida.
Morrinhos é ideal para quem gosta de longas caminhadas, com sua extensa faixa de areia, enquanto Zimbros , ao lado, atrai famílias e visitantes com suas águas tranquilas.
Quem busca aventura pode seguir até a Praia Vermelha , que, com seus 600 metros e mar agitado, é acessada por uma trilha de 30 minutos. No caminho, há ainda a Praia Triste , deserta e com uma cachoeira escondida no canto esquerdo.
+ Leia aqui um guia completo sobre Bombinhas
Mais atrativos
Bombinhas oferece uma variedade de pontos de encontro animados para aproveitar o verão. O Bora Bora Beach Club , à beira-mar na praia da Conceição , é famoso por suas festas com DJs internacionais que garantem entretenimento dia e noite na temporada.
Para quem prefere um ambiente cercado pela natureza, o Mentawai Bar , em Mariscal, é uma ótima opção. O espaço conta com dois palcos — um ao ar livre e outro interno — e três bares que servem um amplo menu de drinques. Se o objetivo é socializar bastante, o Summer Beer reúne o fervo no centrinho. À noite, é comum ver pessoas caminhando pelas áreas próximas ao shopping e ao longo do calçadão da praia de Bombas, que conta com uma ciclovia. Hospedagens e dicas de restaurantes você encontra neste link.
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Outras opções de lazer fora das praias são os passeios ecológicos da cidade, como o Morro do Macaco e o Mirante 360º.
Passeios por Bombinhas também podem incluir o Instituto Boi Mamão , que promove eventos e exposições para preservar a cultura local e o meio ambiente, focando na pesca artesanal, maricultura e tradições caiçaras. Já o Museu Comunitário Engenho do Sertão é outro ponto de interesse, com exposições que abordam a vida no campo, técnicas agrícolas tradicionais e o cotidiano dos moradores.

Taxa obrigatória
Desde 2014, é cobrada uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) na entrada do município durante a alta temporada, de novembro a abril. Os valores atualizados estão disponíveis no portal da prefeitura .
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Fonte: Turismo
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Caminhos da Serra do Mar: conheça a trilha de longo curso desenhada à sombra do pico Dedo de Deus
Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus.
Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.
A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.
A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.
A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.
Caminho do Ouro (Atalho do Proença)
Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.
Travessia Cobiçado–Ventania
Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.
Trilha Uricanal
Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.
Morro do Açu
Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.
Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino
Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.
O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.
Como chegar e o que fazer
A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.
Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:
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Observação de fauna e flora
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Observação de aves (birdwatching)
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Mirantes e contemplação nos picos
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Banhos de cachoeira e poços naturais
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Visitas a grutas e museus históricos
Trilhas de longo curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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