POLÍTICA
Promotor de Justiça fala sobre segurança pessoal e corporativa na Comissão de Segurança da ALMT
POLÍTICA
A terceira reunião ordinária da Comissão de Segurança Pública e comunitária da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizada nesta terça-feira (10) foram analisados e votados 17 projetos de leis. O promotor de justiça, Mauro Zaque, foi convidado pela Comissão para falar sobre o seu livro “Como não se tornar uma vítima: Um guia de segurança pessoal e corporativa”.
“Eu penso que é uma obra que pode agregar muito para a Assembleia, tanto na proteção dos gabinetes, quanto para os servidores, na proteção de quem frequenta esses gabinetes, como no dia a dia do próprio deputado. Eu acho que isso é muito importante porque são procedimentos imediatos, segurança se trabalha com prevenção. Prevenção é construída com procedimentos de segurança. E isso aqui para esse ambiente é fundamental”, disse Zaque.
O promotor destacou alguns trechos da obra como por exemplo, a atenção em certas ocasiões no dia a dia na questão digital.
“A melhor maneira seria a pessoa aprender a desenvolver o seu sistema de atenção e, no livro, eu trabalho muito isso, como desenvolver um sistema de atenção, e ao mesmo tempo é um sistema utilizado pelo FBI hoje, de forma que quando o golpe começar a aparecer, seja um golpe digital, seja uma ação violenta comum, se o seu sistema de atenção está funcionando, você já vai ligar um alerta e aí você vai ter como reagir, ou seja, atuar antes que o golpe aconteça, tanto numa esfera como em outra”, apontou ele.
O presidente da Comissão, deputado Elizeu Nascimento (PL) disse que a Assembleia Legislativa recebe várias pessoas sem serem identificadas, e esse foi um dos motivos que convidou o autor do livro para falar sobre a obra.
“O promotor Mauro Zaque tem vasta experiência em segurança pública e sua apresentação foi muito boa e interessante. A explanação foca em trechos essenciais e que complementam até minha experiência como policial militar. Devido a importância do livro, a comissão vai propor a Mesa Diretora a divulgação da obra no Poder Legislativo como medida de precaução para os servidores, no dia a dia”, comentou Nascimento.
Para o deputado Júlio Campos (União), a obra explica pontos importantes na preocupação de segurança do Poder Legislativo, principalmente, com a entrada de visitantes no prédio, onde segundo o parlamentar, não tem fiscalização adequada.
“As entradas aqui são livres, sem qualquer tipo de abordagem ou identificação. Aqui entram milhares de pessoas diariamente e estamos vulneráveis a tudo. Para mim foi primordial essas explicações que o promotor fez para a comissão”, disse Campos.
O deputado Wilson Santos (PSD) sugeriu que a Assembleia adquirisse alguns exemplares para ficar nos gabinetes e secretarias e algumas repartições públicas.
“Nós sabemos do impacto que essa palestra faria para a comissão. Sugiro que esse livro seja adquirido pela Assembleia para ser distribuído em ambientes coletivos como escolas, creches e quem sabe até o promotor Mauro Zaque fazer uma edição mais resumida dos principais pontos, ou então, uma espécie de uma cartilha para que a Assembleia, com a devida autorização, possa fazer a impressão direta das principais informações”, disse Santos.
Ao final da reunião, Mauro Zaque explicou como surgiu o projeto da obra, lançada em fevereiro deste ano, depois de anos de estudo e pesquisas.
“Esse projeto, na verdade, nasceu de uma necessidade que todos nós enfrentamos hoje em dia, que é a situação da segurança pública, o que traz uma instabilidade, uma insegurança a todo cidadão. O livro visa justamente amenizar essa situação, trabalhando questões de segurança pessoal. A primeira parte trabalha as questões de segurança orgânica, de como a gente protege o escritório, de como a gente protege um gabinete, e a segunda parte, as questões de segurança pessoal”, finalizou Zaque.
Além da palestra de Zaque foram analisados e votados os seguintes projetos:
PL 65/2021. Autor: Valdir Barranco. Assegura o direito aos portadores de deficiência auditiva ou de afonia, à capacidade plena e independente de acionamento dos canais de emergência no âmbito do Estado de Mato Brosso. Apresentado substitutivo integral nº 0. Apresentado emenda nº 01. Recebeu apensamento: PLs nº 340/2021, 464/2021, 909/2021, 752/2022, 854/2022, 906/2022, 105/2023, 135/2023, 353/2023, 375/2023, 397/2023, 508/2023, 622/2023, 776/2023, 784/2023, 1019/2023, 1111/2023, 1362/2023, 383/2023, 2314/2023, 186/2024, 555/2024, 851/2024, 118/2024, 198/2024, 434/2024, 452/2024, 1629/2024, 247/2024, 1305/2024, 1845/2024, 1885/2024, 1307/2024, 1917/2024, 1877/2024, 762/2024. Proposta 01: “estabelece a política estadual para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência, os deficientes auditivos, surdo cegueira e surdo ou com mobilidade reduzida no âmbito do Estado de Mato Grosso”. Relatoria: deputado Elizeu nascimento voto: favorável à aprovação.
PL 396/2025. Valdir Barranco. Dispõe sobre a implementação de pontos de encontro para facilitar a localização de pessoas no âmbito do Estado de Mato Grosso, na forma que especifica. Apresentado substitutivo integral nº 01 nova proposta: acrescenta redação a lei n° 11.601, de 09 de dezembro de 2021, que “dispõe sobre a política estadual de busca de pessoas desaparecidas”. Relatoria: Elizeu Nascimento. Favorável à aprovação do PL nº 396/2025, nos termos do substitutivo integral nº 01, restando rejeitado o texto original.
PL 757/2025. Wilson Santos. Institui o índice de avaliação da qualidade do atendimento nas delegacias especializadas em atendimento à mulher e demais delegacias competentes para o recebimento de denúncias de violência contra a mulher, no âmbito do estado de mato grosso, e dá outras providências. Relatoria: Elizeu Nascimento. Favorável à aprovação.
PL 573/2025. Sebastião Rezende. Dispõe sobre a atuação conjunta e integrada dos conselhos tutelares com a polícia civil e Polícia Militar no Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Beto Dois a Um. Favorável à aprovação.
PL 733/2025. Janaina Riva. Institui a semana estadual de conscientização sobre deepfakes e combate à pornografia não consensual por meio virtual no Estado de Mato Grosso. Favorável à aprovação.
PL 739/2025. Elizeu Nascimento. Dispõe sobre a proibição da emissão de licença, alvará ou autorização para eventos e shows que façam apologia ao crime organizado, ao tráfico e uso de drogas, ou à sexualização inadequada de crianças e adolescentes, no âmbito do Estado de Mato Grosso. Favorável.
PL 452/2025. Valdir Barranco. Institui protocolo de ação imediata para localização de pessoas com transtorno do espectro autista (tea), especialmente crianças, em caso de desaparecimento no Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Apensamento: PL nº 460/2025 e 472/2025. Favorável à aprovação, restando rejeitado os PLs 460/2025 e 472/2025, que foram apensados.
PL 656/2025. Thiago Silva. Institui o documento de identidade funcional em formato digital para policiais militares, policiais civis e demais agentes de segurança pública do Estado de Mato Grosso. Substitutivo integral nº 01. Apensamento: PL nº 666/2024. Favorável à aprovação do PL nº 656/2025, nos termos do substitutivo integral nº 01, restando rejeitado o texto original e o PL nº 666/2024, que foi apensado.
PL 696/2025. Gilberto Cattani. Dispõe sobre o acesso de agentes públicos de segurança aos clubes de tiro para treinamentos periódicos no Estado de Mato Grosso, e dá outras providências. Favorável à aprovação do PL nº 452/2025, restando rejeitado os PLs 460/2025 e 472/2025.
PL 1855/2023. Wilson Santos. Estabelece o protocolo de segurança aquática e prevenção a afogamentos em todo o Estado de Mato Grosso. Apensamento: PL nº 265/2024, 494/2024 e 332/2025. Favorável.
PL 1953/2024. Valdir Barranco. Institui o programa de incentivo à instalação de iluminação pública inteligente no Estado de Mato Grosso, com o objetivo de promover a segurança em áreas urbanas e rurais por meio de sistemas tecnológicos avançados. Favorável.
PL 695/2025. Gilberto Cattani. Dispõe sobre a obrigatoriedade de registro detalhado de informações relativas a armas de fogo em ocorrências criminais no Estado de Mato Grosso, para fins estatísticos e de formulação de políticas públicas de segurança, e dá outras providências. Favorável.
PL 2063/2023. Thiago Silva. Ementa original. Dispõe sobre a estimativa e a divulgação do índice de desenvolvimento sustentável agregado para a economia de Mato Grosso. Apresentado substitutivo integral nº 01. A nova proposta dispõe sobre a estimativa e a divulgação do índice de desenvolvimento sustentável agregado para a economia de Mato Grosso. Favorável à aprovação nos termos do substitutivo integral nº 01, restando rejeitado o texto original.
PL 1551/2024. Paulo Araújo. Dispõe sobre a notificação eletrônica de vítimas sob medida protetiva acerca da aproximação do agressor e dá outras providências. Apensamento: PL nº 737/2025 da relatoria Wilson Santos. Favorável à aprovação do PL nº 1551/2024, restando rejeitado o PL 737/2025, que foi apensado.
PL 743/2025. Valdir Barranco. Dispõe sobre a comunicação por parte dos hospitais, clínicas, postos de saúde e unidades escolares da ocorrência ou indícios de prática de violência virtual ou dos chamados desafios promovidos via internet que coloquem em risco a vida, a integridade física e/ou psicológica de crianças e adolescentes, com parecer favorável da Comissão.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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