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Portfólio vai auxiliar deputados a destinarem recursos à saúde

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A Consultoria Institucional de Acompanhamento Financeiro e Orçamentário (CIAFO), órgão técnico dentro da estrutura administrativa da Secretaria Parlamentar da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o governo do estado estudam formas à aplicação das emendas impositivas destinadas à saúde, com objetivo de zerar as filas cirúrgicas em Mato Grosso. 

Para isso, uma reunião foi realizada nesta terça-feira (9) entre todos os assessores parlamentares e representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Casa Civil e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para definir a estratégia para a destinação de R$ 3,6 milhões para as cirurgias eletivas em Mato Grosso. Esse recurso tem origem nos 50% das emendas impositivas (R$ 12 milhões) destinadas do orçamento do Estado para a saúde. 

Durante a reunião, ficou definido que a Secretaria de Estado de Saúde (SES), juntamente com a Casa Civil e a Secretaria de Fazenda (Sefaz), vão elaborar um portfólio para auxiliar os deputados estaduais para a destinação das emendas impositivas (dentro dos 30%) para os municípios mato-grossenses. Segundo o secretário da SES, Gilberto de Figueiredo, as emendas serão destinadas a reduzir as filas de cirurgias de alta e média complexidade em todo o Estado.

De acordo com consultora da CIAFO, Janaíana Polla Reinheimer, o entendimento entre a Assembleia Legislativa e o governo do estado busca definir um alinhamento das demandas sobre emendas impositivas destinadas à saúde pública. Hoje, segundo Polla, é destinado 1% da receita corrente liquida (R$ 12 milhões) à saúde. “Isso nos mostrou a necessidade de aprimorar as técnicas para que os recursos cheguem aos municípios (pacientes) de uma forma mais padronizada”, explicou Janaina Polla.

O secretário adjunto da SES, Juliano Melo, em sua apresentação sobre os procedimentos realizados pelo governo do estado, desde o início de janeiro de 2023 até o mês de abril deste ano, disse que os procedimentos liberados chegam a 177.672 serviços ao custo de R$ 25,626 milhões. No caixa do governo, o orçamento proposto para a fila zero na cirurgia é de 257,5 milhões.

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“Os procedimentos de pagamento não seguem a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores são diferenciados, com base nos valores de mercado para se tornarem mais atraentes. Ele tem uma tabela que lista os procedimentos e os valores que o estado paga. Tanto para internação, quanto para consultas e exames”, disse Melo.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto de Figueiredo, afirmou que o governo do estado vai elaborar um portfólio para auxiliar os deputados estaduais na destinação de emendas impositivas para os municípios mato-grossenses. As emendas segundo ele, são aquelas destinadas a reduzir as cirurgias de alta e média complexidade em todo o Estado.

No orçamento do estado de 2024, para zerar as filas de cirurgias, o governo vem trabalhando com uma receita de pouco mais de R$ 200 milhões. Mas com a emendas destinados à saúde, os deputados vão injetar um montante de R$ 88,6 milhões. 

“Esse volume de recursos é adicional, que vai estimular mais os municípios a zerar as filas de cirurgia. É preciso ter uma necessidade do gestor municipal que queira executar e zerar as filas de procedimentos cirúrgicos”, explicou Figueiredo.

Hoje, segundo ele, 50% das emendas impositivas são destinadas à saúde pública. Desse total, 30% são para cirurgia eletiva. “Com mais recursos, o governo passa a ter mais força para atuar, estimulando os municípios a zerar a fila de cirurgias. Agora, a dinâmica é de como executar, porque há encaminhamento e recursos antecipados para realizarem cirurgias eletivas”, disse o secretário.

O secretário aproveitou a reunião com os assessores parlamentares para orientá-los à elaboração das emendas impositivas (execução de serviços) com destinação dos 50% delas à saúde.  Segundo Figueiredo, o estado já reduziu a fila de cirurgias em mais de 50%.

 “Mas para isso tem que ter um cardápio de procedimentos aprovados em resolução, decretos e portarias pelo governo do estado. Há regras que precisam ser cumpridas. Os pacientes precisam estar regulados, não pode pegar alguém e levar para dentro do hospital e fazer a cirurgia. Por isso, é importante a demanda elaborada pelos municípios”, explicou o secretário.

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O secretário prometeu que em 30 dias entrega um portfólio com as demandas de cada município à realização das cirurgias. “É um cardápio sugestivo aos deputados para dar mais resolutividade na área da saúde pública como, por exemplo, em que região precisa mais de investimentos. Esse portfólio é para facilitar a destinação das emendas pelos deputados aos municípios e, com isso, serem mais precisos na indicação dos recursos à saúde”, afirmou Figueiredo.

O presidente reeleito para presidência da Comissão de Fiscalização (em 2024), deputado Carlos Avallone (PSDB), afirmou que as sugestões do secretário da SES são fundamentais para os deputados destinarem os 30% de recursos das emendas à saúde para zerar a fila de cirurgias eletivas em Mato Grosso.

“É um fato novo. Os 24 deputados vão destinar cerca de 88,6 milhões de reais para ajudar a zerar as filas de operações. Mas para isso é preciso saber da competência e da capacidade de cada unidade hospitalar e municípios para realizarem as cirurgias eletivas. Isso será decisivo para que o deputado não mande mais dinheiro para quem não pode executar e menos para que tem condições de realizar as cirurgias”, disse Avallone.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi de o governo fazer uma avaliação mensal ou bimestral e, com isso, saber se é preciso ou não executar reajuste dos repasses aos municípios responsáveis pelas cirurgias eletivas. “A Comissão vai estar à disposição dos 24 deputados para dá-los as respostas sobre esses ajustes e, a partir disso, fazer os encaminhamentos precisos das emendas”, disse Avallone. 

Também participaram da reunião os deputados Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos (PSD), a secretária adjunta da SES, Kelluby Oliveira, o secretário adjunto da Sefaz, Ricardo Capistrano e o secretário adjunto de Relações Políticas da Casa Civil, Cláudio Campos. 


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Cartilha da ALMT orienta agentes públicos sobre condutas vedadas nas Eleições 2026

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Com a proximidade das Eleições 2026, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reforça a orientação aos agentes públicos sobre os limites de atuação durante o período eleitoral. Para contribuir com a prevenção de condutas que possam caracterizar irregularidades, a Procuradoria-Geral da ALMT lançou a Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos – Eleições 2026, material que reúne, em 63 páginas, a legislação aplicável, interpretações dos tribunais eleitorais e exemplos de casos concretos.

A publicação foi elaborada pela Procuradoria-Geral, sob o comando do procurador-geral Ricardo Riva, e supervisionada pela equipe de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da Secretaria de Comunicação Social da ALMT. A cartilha tem como objetivo orientar servidores, gestores e demais agentes públicos da Assembleia sobre o que pode e o que não pode ser feito durante o ano eleitoral, especialmente no período que antecede a votação e durante a campanha.

De acordo com o subprocurador Judicial e Extrajudicial da ALMT, Gustavo Roberto Carminatti Coelho, a publicação já se tornou uma tradição da Procuradoria e representa uma importante ferramenta de prevenção.

“A cartilha é uma tradição da Procuradoria. Desenvolvemos esse material para orientar primeiramente os servidores da Casa sobre como se portar e quais condutas podem e não podem ser feitas durante o período eleitoral”, explicou.

Segundo ele, o trabalho de orientação não começou com o lançamento da publicação. Desde o início do ano, a Procuradoria já vinha realizando reuniões e emitindo pareceres para esclarecer dúvidas relacionadas ao período eleitoral.

Subprocurador Judicial e Extrajudicial da ALMT, Gustavo Roberto Carminatti Coelho.

Subprocurador Judicial e Extrajudicial da ALMT, Gustavo Roberto Carminatti Coelho.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Mais especialmente, a cartilha é voltada para esse período de agora, em que a campanha efetivamente começa até a eleição. Passamos por todo o capítulo de condutas vedadas da Lei nº 9.504/97 e procuramos destrinchar não só o texto legal, mas também o entendimento dos tribunais a respeito de cada dispositivo”, afirmou o procurador.

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“Procuramos trazer casos concretos de todo o Brasil sobre os quais a Justiça Eleitoral decidiu, com as restrições, permissões, exceções e limitações de cada item, para que tenhamos conhecimento aqui dentro da Casa”, acrescentou.

A publicação aborda desde as condutas que não constituem propaganda antecipada e os limites aplicáveis aos pré-candidatos até as diferentes proibições para o pleito eleitoral.

Entre os temas estão o uso ou cessão de bens públicos; a utilização de materiais ou serviços públicos; a cessão de servidores; a distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social; os pronunciamentos em rádio e televisão; a contratação de shows artísticos com recursos públicos em inaugurações e a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.

A cartilha também apresenta orientações sobre condutas vedadas ao longo de todo o ano eleitoral e em períodos específicos, como os três meses que antecedem a eleição, os 180 dias anteriores ao pleito e as fases relacionadas ao encerramento do mandato.

Carminatti Coelho destaca que a existência de candidatos à reeleição entre os parlamentares exige atenção especial no ambiente legislativo. A legislação permite que deputados concorram à reeleição enquanto permanecem no exercício do mandato, mas estabelece limites para impedir que a estrutura pública seja utilizada em benefício de determinada candidatura.

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“A Assembleia não pode parar, mas temos que tomar o cuidado de não usar a estrutura da Casa para beneficiar uma campanha”, alertou.

Nesse contexto, a cartilha orienta sobre situações envolvendo bens móveis, materiais, serviços e servidores públicos. “É preciso ter realmente cuidado ao fazer os trabalhos normais e deixar para fora daqui, no comitê, aquele momento mais acalorado da campanha, da bandeira e do adesivo”, afirmou.

Uma das situações que pode gerar dúvidas entre servidores é o uso de camisetas ou outros elementos que identifiquem candidatos dentro da Assembleia.

Segundo o subprocurador, a legislação eleitoral estabelece tratamento específico para as casas legislativas e, na ausência de uma norma interna que proíba determinada conduta, algumas manifestações podem ser permitidas, desde que não transformem o ambiente de trabalho em espaço de campanha.

A mesma lógica pode ser aplicada a veículos adesivados, observadas as normas internas da instituição. O subprocurador ressaltou que existe uma distinção entre o Poder Legislativo e órgãos de fiscalização, como Ministério Público e Tribunal de Contas, justamente porque parlamentares podem ser candidatos e permanecer no exercício do mandato.

Além da cartilha, a Procuradoria-Geral mantém um trabalho permanente de orientação aos setores da Assembleia. Segundo Carminatti Coelho, reuniões já foram realizadas com as secretarias e gabinetes, e a equipe permanece à disposição para esclarecer situações específicas.

“É de suma importância a orientação dos agentes públicos e políticos de quais as ações proibidas e que configuram as chamadas condutas vedadas, previstas especificamente nos artigos 73, 74, 75 e 77 da Lei 9.504/97, a Lei Eleitoral”, diz trecho da cartilha.

Clique aqui para visualizar a cartilha.

Fonte: ALMT – MT

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