CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Deputado Valdir Barranco propõe 2025 como ‘Ano Estadual de luta pelo Feminicídio Zero’

Publicado em

POLÍTICA

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou o Projeto de Lei nº 292/2025, durante a realização da última sessão no dia 6, que propõe instituir o ano de 2025 como o Ano Estadual de Luta e Enfrentamento pelo Feminicídio Zero em Mato Grosso. A proposta busca mobilizar o Estado para a erradicação da violência contra a mulher, por meio de políticas públicas, campanhas educativas e fortalecimento da rede de proteção.

“Não podemos mais aceitar que as mulheres de Mato Grosso sejam vítimas diárias de violência e feminicídio. É inaceitável que tantas vidas sejam brutalmente interrompidas enquanto o Estado falha em garantir proteção efetiva. Chega de promessas vazias, precisamos de ação concreta e imediata”, afirma Barranco.

De acordo com o texto do PL, as ações do ano de combate ao feminicídio terão como foco fomentar políticas de prevenção, ampliar a rede de proteção às mulheres e fortalecer canais de denúncia, como o Ligue 180. Além disso, está prevista a criação de campanhas permanentes de conscientização e a distribuição de materiais informativos em locais públicos e privados.

Leia Também:  Comissão de Constituição, Justiça e Redação analisa todos os textos que tramitam na ALMT

Os dados estatísticos mostram a gravidade do problema. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, os casos de feminicídio aumentaram 8% entre 2023 e 2024. A cada 6 horas, uma mulher é assassinada no Brasil. Em Mato Grosso, foram concedidas mais de 43 mil medidas protetivas em 2024, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. O cenário reforça a necessidade de medidas concretas para reverter essa realidade.

“A meta é ousada, mas necessária: feminicídio zero. E para isso, precisamos enfrentar a omissão do poder público, que historicamente tem falhado em proteger as mulheres. O descaso custa vidas! Precisamos romper com a cultura da impunidade e garantir que nenhuma agressão fique sem resposta”, destaca o deputado.

A ONU alerta que a violência contra a mulher continua sendo uma das principais causas de morte feminina no mundo. Em 2025, a Conferência Mundial das Mulheres completa 30 anos, reafirmando a necessidade de eliminar todas as formas de violência de gênero. No Brasil, o Ministério das Mulheres reforça esse compromisso com a campanha permanente “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”.

Leia Também:  Comissão de Direito do Consumidor aprova projetoque garante diária de 24 horas na hospedagem

“Precisamos sair do discurso e agir! Não podemos mais aceitar que a cada seis horas uma mulher seja morta e a sociedade siga tratando isso como algo normal. Onde está a indignação? Onde estão as políticas eficazes? Que este ano seja um marco de mobilização real contra a violência de gênero em Mato Grosso e em todo o Brasil”, conclui Barranco.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Vencedores destacam a força do rádio e estimulam novas inscrições

Publicados

em

Os trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegam diariamente aos ouvidos de muitos mato-grossenses pelas ondas do rádio. As notícias alcançam cidadãos apegados ao aparelho antigo e também aqueles mais conectados, que acompanham suas emissoras preferidas pela internet. Todos podem conferir boas reportagens em áudio sobre o que se passa no Legislativo estadual, como demonstraram os vencedores da categoria Radiojornalismo na primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.

Os profissionais responsáveis pelas três matérias premiadas garantem que vale a pena apresentar bons trabalhos para concorrer ao prêmio, cuja segunda edição foi lançada recentemente. A nova edição traz o tema: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, mantém as categorias da edição anterior e amplia a premiação em dinheiro para R$ 300 mil. As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026.

Primeira colocada na categoria Radiojornalismo na edição pioneira, a jornalista Verônica Rakel, da Rádio Vila Real, venceu com a reportagem “Audiência Pública: A Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O material nasceu da observação das audiências públicas promovidas pelo Parlamento estadual e buscou mostrar como a participação popular contribui para a construção de políticas públicas e decisões que impactam diretamente a sociedade.

Para ela, receber o reconhecimento representou um marco em sua trajetória profissional. “Ter o meu trabalho escolhido entre tantos outros no estado me trouxe a certeza de que estou no caminho certo e fazendo o que mais amo, que é comunicar através das ondas do rádio. E, por ser a primeira edição, teve um sentimento ainda maior de emoção e alegria”, afirmou.

Leia Também:  Audiência pública discute saúde indígena em Mato Grosso

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

O segundo lugar ficou com o jornalista Vinícius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural – Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. O trabalho destacou ações desenvolvidas em apoio à comunidade quilombola Mata Cavalo e a atuação conjunta de instituições públicas na promoção da cidadania.

“Sou do rádio desde muito cedo e ter sido agraciado com um prêmio em que outros grandes comunicadores também produziram materiais com muito profissionalismo reforça o entendimento de que o rádio permanece vivo e presente, mais que qualquer outro veículo, no dia a dia do cidadão”, destacou.

Segundo ele, a pauta surgiu da intenção de dar visibilidade à cultura quilombola e mostrar como as ações do poder público chegam às comunidades.

O terceiro lugar, por sua vez, foi conquistado pelos jornalistas Simone Guedes e Eduardo Cardoso, da Rádio Bom Jesus FM, com a reportagem “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”. A produção acompanhou os debates promovidos pela Casa sobre a atualização das divisas municipais em Mato Grosso e os impactos da medida para moradores de regiões de fronteira.

Leia Também:  Comissão de Infraestrutura analisa 13 projetos em reunião de instalação

“Gostei do olhar da Assembleia para essa pauta e da preocupação com quem está na base, especialmente as comunidades rurais que convivem diariamente com essas dificuldades”, relatou Simone.

A reportagem buscou mostrar como a revisão dos limites territoriais pode contribuir para ampliar o acesso a serviços públicos e garantir maior segurança jurídica para milhares de cidadãos.

Os três profissionais de comunicação são unânimes ao afirmar que a experiência foi positiva e que vale a pena participar da nova edição do prêmio, o que todos pretendem fazer. “Já estou selecionando algumas produções e pensando em qual delas pode representar meu trabalho nesta nova edição”, revelou Vinícius.

Verônica também confirmou que pretende concorrer novamente. “Hoje tenho a grata satisfação de estar aqui incentivando que mais profissionais se inscrevam”, declarou. Simone garantiu que quer brigar pelo prêmio novamente. “Com toda certeza vou participar da segunda edição. Agora vou buscar o primeiro lugar”, brincou.

Criado para reconhecer produções jornalísticas que aproximam a sociedade do Poder Legislativo, o Prêmio ALMT de Jornalismo recebeu, em sua primeira edição, 293 trabalhos produzidos por profissionais de 19 municípios mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de valorização da comunicação regional.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA