POLÍTICA
CST da Causa Animal ouve ONG’s, protetores e representantes do poder público
POLÍTICA
A Câmara Setorial Temática (CST) em Defesa da Causa Animal, criada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ouviu, nesta segunda-feira (10), representantes de associações, de Organizações Não Governamentais (ONG’s) e do Poder Executivo municipal e estadual, bem como protetores que atuam de forma independente.
Presidente da Associação Mato-grossense Voz Animal (AVA), Maria das Dores Gonçalves da Silva expôs as dificuldades que enfrenta diariamente e contou que, em 20 anos de existência, a entidade nunca recebeu nenhum tipo de suporte do poder público e sobrevive apenas de doações.
“Desde o início nós buscamos o Poder Executivo, tanto do estado quanto do município, mas nunca conseguimos ajuda. A única empresa privada que nos ajudava de forma fixa suspendeu essa ajuda e agora não sabemos como vamos manter o abrigo […] Mato Grosso e Cuiabá são uma vergonha diante do país. Se não fosse a sociedade civil, os animais estariam em completo abandono”, disse.
Ivone Galindo, presidente da Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (OPA-MT), atua na causa animal há cerca de 30 anos. Em sua fala durante a reunião, ela afirmou que o assunto envolve também as áreas de saúde e meio ambiente e sugeriu algumas medidas a serem tomadas pelo poder público, como a implementação de um programa contínuo de castração animal, aquisição de “castramóveis” para realização de campanhas em bairros, ações de vacinação, destinação de ajuda de custo para manutenção de entidades protetoras e criação de um abrigo e/ou hospital público para os animais.
“Hoje a OPA tem mais de 200 animais. O custo de manutenção passa de R$ 15 mil por mês, sendo que mais da metade eu tiro do meu próprio bolso. O descaso do poder público é muito grande”, relatou.
Protetores que atuam de forma individual, como Aldinéia Guimarães e Mariliz Santana, também contaram os desafios que precisam superar diariamente para defender os direitos dos animais, entre eles, a falta de conscientização das pessoas e de punição àqueles que praticam maus-tratos.
“Em muitos locais, como em cidades do interior, a gente vê que há uma cultura de maus- tratos a animais e isso precisa ser trabalhado. Maus-tratos a animais hoje não é visto como crime grave e há até mesmo dificuldade para registrarmos um boletim de ocorrência. Há muitas situações que não estão claras na legislação e, por não haver essa clareza, nada é feito”, frisou Mariliz.
À frente da Diretoria de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Cuiabá há quatro meses, Andréa Janaína de Mello destacou que, neste período, cerca de mil animais de rua foram castrados. Informou ainda que há, na Secretaria Municipal de Educação, um projeto denominado “Protetor Mirim”, para conscientização nas escolas.
Animais Silvestres – O abandono e maus-tratos a animais silvestres também foram temas tratados durante a reunião. Éder Toledo, coordenador de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), ressaltou que os animais silvestres são de responsabilidade do Estado e que o setor atende, em média, 600 animais por ano.
O gestor destacou ainda que o Governo do Estado irá construir o primeiro hospital veterinário estadual para animais silvestres, que irá funcionar no novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS). A assinatura do contrato com a empresa responsável pela obra foi anunciada no mês passado, pelo governo.
OAB – A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-MT, Carla Fahima, afirmou que há diversas leis municipais e estaduais que tratam do assunto, mas, segundo ela, muitas não são cumpridas.
CST – O presidente da Câmara Setorial, Emanoel Flores, afirmou que, entre outras ações, a CST deverá elaborar uma cartilha para ser distribuída nas escolas, com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre a importância de cuidar dos animais. A realização de uma audiência pública e de visitas a ONG’s e entidades que atuam na causa animais também constam na lista de atividades previstas.
Telefones – O telefone da Diretoria de Bem-Estar Animal de Cuiabá para registro de denúncias e cadastro de ONG’s, associações e cuidadores é 99207-4318. Segundo Andréa Mello, o serviço de resgate atualmente está suspenso.
O telefone da Coordenadoria de Fauna da Sema é 3613-7291.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
ALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou, por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), do lançamento do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres” e da assinatura do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, realizados nesta sexta-feira (17), em Cuiabá. A iniciativa do Governo do Estado reúne medidas estratégicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção e ao enfrentamento da violência de gênero e dos feminicídios em Mato Grosso.
A participação da ALMT reforça o compromisso institucional do Parlamento com a pauta dos direitos das mulheres, por meio da atuação da Procuradoria Especial da Mulher, que desenvolve ações de acolhimento e orientação, articulação de políticas públicas e incentivo à implantação de Procuradorias nos municípios.
O programa tem como diretriz a integração entre os poderes e instituições, fortalecendo o trabalho em rede e ampliando a efetividade das políticas de enfrentamento à violência de gênero.
A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, disse que a iniciativa reúne demandas históricas da rede de enfrentamento e amplia a estrutura de proteção em diferentes regiões do Estado.
“O programa contempla avanços importantes construídos a partir de pleitos históricos da rede de enfrentamento. Entre eles estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, além da abertura de novas Salas Lilás, que são espaços de atendimento humanizado e reservado para mulheres em situação de violência e outros serviços de atendimento”, afirmou.
Foto: MAYKE TOSCANO/Secom-MT
Ela também ressaltou ações voltadas à autonomia econômica das beneficiárias, com iniciativas de inserção no mercado de trabalho.
“Há um conjunto de medidas voltadas à autonomia financeira das mulheres em situação de violência, com oportunidades por meio de programas como o Empregos MT e ações direcionadas à inserção de jovens no mercado de trabalho, o que contribui para o rompimento do ciclo da violência”, pontuou.
Francielle destacou ainda o papel da Assembleia Legislativa no âmbito do pacto firmado entre os poderes.
“A participação da ALMT se dá pelo compromisso de fortalecimento e ampliação das Procuradorias da Mulher nos municípios. Trata-se de uma contribuição direta do Parlamento dentro do programa, com o objetivo de garantir mais acesso a orientação, acolhimento e encaminhamento”, completou.
Para a consultora da Comissão de Orçamento e Fiscalização e da Procuradoria da Mulher da ALMT, Rosângela Saldanha Pereira, a iniciativa consolida o caráter estruturante da política pública.
A atuação do Parlamento na fiscalização e no acompanhamento das políticas públicas, especialmente no processo orçamentário, também foi destacada por Rosângela. Segundo ela, a consolidação do Orçamento Mulher é fundamental para dar visibilidade às ações voltadas ao público feminino. “Sem orçamento, não há política pública”, afirmou.
Entre as medidas anunciadas pelo Governo do Estado estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande no primeiro semestre de 2026, a criação de novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso e a instalação de núcleos especializados em diferentes regiões do Estado.
O pacote inclui ainda a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o fortalecimento de estruturas nas forças de segurança, a criação de um portal estadual com informações integradas sobre violência de gênero e a oferta de teleatendimento psicológico às vítimas.
O deputado estadual Carlos Avallone, que acompanhou o lançamento, destacou a importância da atuação conjunta entre instituições e do engajamento da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. Segundo ele, o enfrentamento ao problema exige ações contínuas e articuladas, com participação do poder público e mudança de cultura, especialmente por meio da educação.
A participação da ALMT no evento reforça sua atuação no fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero. Por meio da PEM, a Casa segue contribuindo na articulação de ações e na ampliação da rede de proteção às mulheres em MT.
Fonte: ALMT – MT
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