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Comissão de Agropecuária analisa 143 processos de regularização fundiária

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A primeira reunião ordinária da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária (CADFARF), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT ) analisou 143 processos de regularização fundiária, nesta terça-feira (1º).

Presidida pelo deputado Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, objetivo da Comissão é otimizar o processo de tramitação e dar segurança jurídica às famílias que buscam o título definitivo de suas terras.

“Foram apreciados e aprovados mais de 140 processos, desses 129 pertencem às glebas de Alta Floresta e de Nova Canaã do Norte. São pessoas que estão ali há 30, 40 anos e aguardando por esse momento de receber seus títulos definitivos para dar mais dignidade às famílias, para poder buscar uma linha de crédito e até poder deixar um documento para o filho, o herdeiro. Isso é uma escritura. A mesma coisa, a pessoa, quando mora em sua casa, o maior orgulho é ter o documento da sua casa e poder deixar para os seus familiares”, disse Nininho.

O deputado reafirmou o compromisso da Comissão de dar celeridade ao trabalho. Tanto que, segundo ele, os processos que chegam do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) são apreciados imediatamente.

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Nininho também destacou a importância do documento para fomentar a agricultura familiar no estado, ao proporcionar, dentre outros benefícios, acesso a linhas de crédito.

“Sem dúvida, esse título vai fazer com que essas pessoas se motivem a buscar linhas de crédito das mais diversas maneiras, pois com o documento em mãos, até a iniciativa privada financia. Isso faz com que melhore a produção de alimento do pequeno produtor em nosso estado”, esclareceu Nininho.

Incra MT – Um dos relatores, o presidente em exercício da ALMT, deputado Júlio Campos (União), aproveitou para cobrar do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar celeridade e investimentos à Superintendência Regional de Mato Grosso, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso (Incra).

“Lamentavelmente, o prédio do Incra em Cuiabá está interditado, as pessoas praticamente não podem ter acesso porque está desabando. Os móveis, computadores e equipamentos são muito antigos, os servidores desestimulados e está na hora de renovar, fazer novos concursos para o projeto de reforma agrária. O estado e a própria Assembleia têm colaborado com convênios, cedendo veículos e pessoal para que acelere a documentação dos nossos assentamentos. São milhares de famílias que clamam por isso. Eu peço ao ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, deputado Paulo Teixeira, que olhe com carinho para o problemas fundiários de Mato Grosso”, reivindicou Júlio Campos.

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Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil

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Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.

A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.

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Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.

Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.

A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.

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Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.

A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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