CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

CST discute a inclusão dos jovens privados de liberdade no trabalho social

Publicado em

POLÍTICA


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Câmara Setorial Temática (CST) criada para discutir e propor políticas intersetoriais para o sistema prisional e a rede de proteção a pessoas em situação de restrição e privação de liberdade, incluindo os adolescentes, esteve reunida na manhã desta segunda-feira (21) para debater o projeto Reviver, trilhando a liberdade com dignidade. 

A apresentação foi feita pelo professor Juliano Alves da Silva, que é servidor da Secretaria de Segurança Pública em Cáceres. Segundo ele, tanto o estado de Mato Grosso quanto o Brasil precisam avançar em pesquisas e leituras e, com isso, trabalhar de uma forma mais unificada para melhorar as condições sociais das pessoas privadas de liberdade. 

“Hoje, não há políticas públicas que melhorem a vida do encarcerado para que eles não retornem à prisão. Em Cáceres há 750 quilômetros de fronteira seca. Isso é um problema à segurança. Não podem ficar enxugando gelo. É preciso criar projeto de alcance social para que as ações sejam propositivas à recuperação dos reeducandos”, disse Alves da Silva.

Leia Também:  VI Jornada da Saúde em Cuiabá discute desafios e soluções para a saúde pública

Durante a sua exposição, ele detalhou como está sendo executado o projeto Reviver em Cáceres.  Entre as medidas adotadas no município, em execução há quatro anos, está o Natal de Luz. “Hoje, há mais de 100 vagas à disposição dos recuperandos. Desse total, 42 reeducandos já estão trabalhando diretamente com a sociedade”, explicou Alves da Silva.

No trabalho extra-muro (fora do presídio), realizado pelos reeducandos, por meio de parcerias com as escolas públicas, foi possível, segundo ele, uma aproximação da sociedade. “Nesse interim, 28 instituições receberam serviços dos recuperandos. Esse trabalho trouxe economia às unidades públicas”, disse Alves da Silva. 

O presidente da CST, Raul Angel Carlos Oliveira, disse que os trabalhos de ressocialização dos jovens vêm sendo feitos em vários municípios de Mato Grosso. Segundo ele, a câmara tem como foco dar a palavra e o espaço a todas as ações que já são realidades em cidades como Cáceres. 

“A CST quer coletar essas informações e essas ações, e a partir disso elaborar um relatório ao deputado Sebastião Rezende e transformá-lo em Política de Estado. No momento estamos no processo de passar a palavra à ação. Isso já vem acontecendo. As ideias já saíram do papel. Em Cáceres, por exemplo, os ressocializados são os monitores dos jovens que buscam se qualificar em uma profissão”, explicou Raul Angel.

Leia Também:  CST do Sistema Prisional ouve depoimentos de parentes de reeducandos

A CST foi instalada em agosto de 2021 e tem duração prevista para realização dos trabalhos de 180 dias. Ela foi criada a pedido do deputado Sebastião Rezende (PSC), mas é presidida pelo economista Raul Angel Carlos Oliveira. Já o relator da câmara é o procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva.  

Fonte: ALMT

Propaganda

POLÍTICA

CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

Publicados

em

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Leia Também:  CST da Juventude discute propostas apresentadas em conferência estadual

Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

Leia Também:  CST do Sistema Prisional ouve depoimentos de parentes de reeducandos

A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA