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As cordas ocupam 4º episódio do “Palco pra 2”

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O professor Habel Dy Anjos, que levou a viola de cocho para ser fonte de estudo na UFMT, é um dos convidados do 4º episódio

Foto: ANGELO VARELA

A viola de cocho estará em pé de igualdade com os instrumentos clássicos da música no próximo episódio do programa “Palco pra 2”, que vai ao ar no sábado (15), às 12h30 e às 18h30, na TV Assembleia. Habel Dy Anjos e UFMT com a Corda Toda dividem o palco do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros para levar ao público versões da música clássica aos sons da viola popular mato-grossense em parcerias com violoncelo e violinos.

A parceria do músico Habel Dy Anjos com o violinista Oliver Yatsugafu não é recente. Professores do Departamento de Artes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), os violinistas possuem o que Habel Dy Anjos chama de cumplicidade musical, o que só engrandeceu ainda mais o 4º episódio da 2ª temporada do “Palco pra 2”.

De Beethoven à música popular brasileira, o programa traz uma viagem musical ao som de cordas com a participação de um total de seis músicos. “Não é mais palco pra dois, mas para seis. Um trabalho que ficou muito bonito, com momentos de cordas maravilhosos, unindo a sonoridade do violoncelo com a da viola de cocho”, explica Dy Anjos, que neste episódio se apresenta com a violoncelista Bárbara Sol.

A coordenadora do projeto “UFMT com a Corda Toda”, Rúbia Naspolini Yatsugafu, explica que foi pensado um repertório diferente, que levasse música de concerto para  aqueles que não conhecem, assim como possibilitar que um baião fosse tocado por violinos. “A iniciativa é muito interessante. Além de trazer essa experiência para o público, os músicos também tiveram uma vivência diferenciada, se sentiram valorizados”. O grupo foi representado pelo professor Oliver Yatsugafu, pelo Benjamin Freitas, pelo músico Ayzan Abreu, que está no início do curso de Música e por Carlos Soares, que está perto de se formar bacharel em Música. 

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Projeto Palco pra 2 está em sua segunda temporada com a proposta de reunir músicos locais no palco do Zulmira Canavarros

Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

O músico, professor e pesquisador, Habel Dy Anjos trouxe a viola de cocho para dentro da universidade assim que chegou ao Departamento de Artes da UFMT, em 1989, com o projeto “Viola de Cocho Novas Perspectivas”. “Trouxemos os cururueiros para dentro da UFMT, fomos aprender com eles, ver todo o potencial desse instrumento que ainda era pouco conhecido. O campo de estudo está na comunidade e eu senti a necessidade de levar essas pessoas para a universidade”, relembra o professor que há cerca de um mês se aposentou.

O projeto “UFMT com a Corda Toda” é desenvolvido pelo Departamento de Artes da Universidade Federal de Mato Grosso, desde 2016, e possui aulas semanais para crianças, jovens e adultos de violino, viola, violoncelo, violão e flauta doce. A experiência reúne diferentes grupos e possui atualmente cerca de 200 alunos e busca não apenas formar músicos, mas também disseminar a obra dos grandes compositores.

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Palco pra 2 – O projeto da Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está em sua segunda temporada e tem como objetivo reunir no mesmo ambiente duas iniciativas musicais, sejam artistas solos ou em grupos, e trazer novas interpretações ao público.

Para o secretário-adjunto de Comunicação, Everaldo Jota, é um orgulho para a Casa colocar em um mesmo palco artistas como Marcela Mangabeira e Fabrício Carvalho, Vera Capilé e Estella Ceregatti ou ainda Macaco Bong e Miolo D’América, proporcionando experiências únicas e disponibilizando tanto pela TV Assembleia quanto pelos canais on-line da ALMT.

“A Secom, por meio de seus canais de comunicação e projetos culturais, busca garantir aos artistas locais um espaço que não seja apenas para divulgação de seus trabalhos, mas que também seja palco de novas criações, encontros e, principalmente, oportunidades para os artistas e para os públicos”.

Além da exibição nos canais 30.1 e 30.2 da TV Assembleia, o programa também fica disponível no canal do YouTube TV Assembleia MT e no Facebook da ALMT. Os episódios da primeira temporada podem ser conferidos na internet e registraram os encontros de Micos Brown e Érika Ribeiro; Vera Capilé e Estella Ceregatti; Tchá por Dios e Malaguenã; João Reis e Ana Rafaela; Heitor Mattos e Bia Trindade; Viviane Cantarella e Queila Trindade; João Abrantes e Holanda; Pacha Ana e Karola Nunes; e Macaco Bong e Miolo D’América.

Na atual temporada serão apresentados por Marcela Mangabeira e Fabrício Carvalho; Desheróis e Mariana Borealis; Caju e Cris Chaves; Abel dos Anjos e UFMT em Cordas; Flor Ribeirinha e Desert Punk; Thales Lopes e Billy Espíndola; Imitáveis e Juliane Grisolia; Strauss e Roberto Lucialdo; Sidnei Duarte e Wellington Berê; Pescuma e Rodrigo Mendes; Luiza Lamar e P. Brother; Tom Lamounier e Natália Terra; Caio Mattoso e Luth Peixoto; e Som de Fita e Azul.

Palco pra 2 é uma iniciativa da Secom da ALMT com execução da produtora Monkey Filmes.

Fonte: ALMT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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