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Pesquisa aponta que o déficit habitacional brasileiro está em 5,9 milhões de unidades

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Os últimos dados apurados pela Fundação João Pinheiro (FJP) indicam que o déficit habitacional brasileiro é de 5,9 milhões – número 4,8% inferior ao divulgado em 2022, que foi de 6,2 milhões. Os números foram antecipados aos deputados integrantes da Comissão de Desenvolvimento Urbano pelo coordenador-geral na Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Hugo Leandro Gonçalves.

A FJP é um órgão de pesquisa do governo de Minas Gerais especializado em estatísticas sociais, econômicas e habitacionais.

A comissão debateu, na quarta-feira (28), o projeto de lei (PL) 1195/23, que institui um censo de déficit e inadequação habitacional no Brasil de dez em dez anos. A inadequação habitacional — que inclui moradias em condições precárias — atinge atualmente 25% das famílias brasileiras.

Hugo Gonçalves também destacou que 61% das famílias gastam mais de 30% da renda mensal com aluguel, o que caracteriza comprometimento excessivo.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA), relator do PL 1195/23, disse que o déficit habitacional gira em torno de 6 milhões de unidades há alguns anos e apontou a necessidade de saber os motivos dessa situação.

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Segundo ele, uma das ideias da proposta é priorizar o repasse de recursos federais para os municípios que desenharem políticas públicas baseadas no censo habitacional. “Muitas vezes, é melhor o governo investir na correção da inadequação, melhorar a casa em que o cidadão já mora do que construir uma nova habitação”. Ele destacou que, geralmente, essa casa é próxima do local onde o morador trabalha.

O gerente de Planejamento do Censo, Bruno Perez,  entende que não há necessidade de um censo separado para o déficit habitacional. Ele acredita ser melhor aprimorar o questionário do censo demográfico.

Segundo Perez, o censo atual e a pesquisa anual por amostragem já trazem dados detalhados sobre número de cômodos e de banheiros e material das paredes das casas. Mas explicou que podem ser avaliados tanto a exposição dos moradores a riscos ambientais e quanto o tempo gasto para ir de casa para o trabalho.

Ele esclareceu ainda que, para o Censo de 2022, houve a orientação de reduzir o questionário. Por isso, foi retirada a questão sobre o valor do aluguel, o que dificultou a apuração do déficit. A ideia é voltar com a pergunta em 2030.

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Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

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A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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Fonte: Câmara dos Deputados

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