POLITÍCA NACIONAL
Ministro do Desenvolvimento Social diz que o Brasil está voltando a ser um país de classe média
POLITÍCA NACIONAL
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou na Câmara dos Deputados que o Brasil está voltando a ser um país de classe média. Segundo o ministro, 51,1% dos domicílios do país hoje são considerados de classe média graças às políticas de combate à fome e transferência de renda.
Wellington Dias compareceu à Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara nesta quarta-feira (11) para apresentar um balanço de ações do ministério até o momento, e também os planos e projetos da pasta. O ministério é responsável pelos 48 programas assistenciais do Governo Federal, entre eles o Bolsa-Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
De acordo com Wellington Dias, nos dois primeiros anos do atual governo, a renda do trabalho cresceu, em média, 7,1%. Nas camadas mais pobres o aumento dos ganhos teria sido ainda maior.
“A renda dos 50% mais pobres cresceu 10,4%; quando a gente pega a renda dos 5% mais pobres, ela cresceu 38%. É esse o país que a gente tem que construir: um país que a gente tem orgulho de ser o maior produtor de alimento, sim, mas sem fome, um país que a gente tem orgulho de estar entre as 10 maiores economias do mundo, sim, mais com mais igualdade”, ressaltou o ministro.
Queda da pobreza
Desde 2023, quando assumiu o ministério, Wellington Dias relatou que também houve queda expressiva da extrema pobreza e da pobreza. Segundo disse, o atual governo encontrou o país com cerca de 10% da população vivendo em situação de extrema pobreza. Hoje o índice estaria em 5,2%. Já a pobreza teria caído de mais ou menos 39% para 23,4% nesses dois anos.
Além dos programas de transferência direta de renda, como o Bolsa Família, Wellington Dias atribui esses progressos à maior oferta de financiamentos por parte do governo. O ministro ressaltou, por exemplo, que o Programa Acredita concede empréstimos que vão de R$ 21 mil até R$ 1,2 milhão de reais para quem quer empreender.
No meio rural, os financiamentos para pequenos produtores partem de 35 mil e podem chegar a 400 mil reais. Nesse caso, os juros são de 0,5% ao ano, segundo disse Wellington Dias. E, caso o agricultor pague as prestações em dia, tem direito a descontos de até 40%.
Como resultado dessas políticas, o ministro do Desenvolvimento Social afirmou que, apenas ano passado, foram criadas 4 milhões de novas micro e pequenas empresas.
“É a primeira vez que nós temos mais empreendedor do que emprego, o Brasil cresce mais aqui, e eu posso dizer que isso é bom. Quando a gente olha aqui, 70% das vagas de emprego são nos micro e pequenos negócios”, afirmou.
Além disso, em 2023 e 2024, segundo Wellington Dias, 16 milhões e meio de pessoas inscritas no Cadastro Único da Assistência Social foram contratadas com carteira assinada.
O ministro relatou que esse número corresponde a 91% das vagas preenchidas no período. “Então, não podemos aceitar, porque não bate com o mundo real, que essas pessoas não querem trabalhar; querem trabalhar, mas querem emprego decente”, disse.
O objetivo do governo brasileiro agora, de acordo com Wellington Dias, é retirar novamente o Brasil do mapa da fome, feito alcançado pela primeira vez em 2014. Para isso, ele explicou que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura exige que o país fique pelo menos três anos consecutivos com menos de 2,5% da população subnutrida.
Em 2023, o Brasil conseguiu atingir o patamar de 2,8% da população em insegurança alimentar. Em 2024, chegou a 2,4%, e o ministro disse acreditar que este vai completar o triênio dentro dos critérios da ONU. Com isso, seria possível atingir o objetivo de deixar o mapa da fome no ano que vem.
A vinda do ministro Wellington Dias à Câmara foi proposta pelo deputado Ruy Carneiro (Pode-PB) e pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Os dois parlamentares pediram ao ministro ações para fortalecer o sistema de assistência direta à população em situação de vulnerabilidade, principalmente os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e os Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Deputado diz que negacionismo reduziu cobertura vacinal no país; ouça a entrevista
Em entrevista à Rádio Câmara nesta quarta-feira (29), o deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) disse que o negacionismo é o principal desafio a ser enfrentado na luta pela imunização dos brasileiros.
O deputado, que coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Vacina, afirmou que o medo reduziu a cobertura vacinal no Brasil, aumentando o risco de retorno de doenças erradicadas. Essa hesitação em tomar as vacinas, segundo ele, é impulsionada pela desinformação e pelas fake news.
Malafaia disse que hoje o problema não é a falta do insumo. Ele defendeu a reformulação da logística, para que as vacinas cheguem até a casa dos brasileiros — em vez de o paciente procurar o posto de saúde. Isso poderia ser feito, segundo o deputado, por meio do programa Saúde da Família.
Semana mundial da imunização
A última semana de abril marca todos os anos a Semana Mundial da Imunização. A campanha é um esforço da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde para reforçar a importância da vacinação e proteger pessoas de todas as idades contra doenças evitáveis.
Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
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