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POLITÍCA NACIONAL

Governo deve enviar projeto para combater racismo nos estádios de futebol

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POLITÍCA NACIONAL

O ministro do Esporte, André Fufuca, declarou nesta quarta-feira (21), na Câmara dos Deputados, que o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto alterando a Lei Geral do Esporte para combater o racismo nos estádios de futebol. Clubes e federações que não implementarem medidas contra essa prática deixarão de receber recursos do ministério.

“Aqueles que não fizerem o combate rigoroso a essa prática, que eu considero nefasta, não receberão recursos do Ministério do Esporte”, disse Fufuca durante audiência pública na Comissão do Esporte, onde apresentou as prioridades da Pasta para este ano.

As denúncias de racismo por parte das torcidas cresceram nos últimos anos no Brasil. Fufuca disse aos deputados que o Ministério do Esporte tem atuado junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para combater a violência nos estádios brasileiros.

O ministro também anunciou que até junho será encaminhada ao Congresso a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa, que ocorrerá no Brasil em 2027, abordando questões como vistos, permissões de trabalho e isenções fiscais. A Copa reunirá 32 seleções no país.

Apostas esportivas
Fufuca tratou de outros pontos com os integrantes da comissão. Um deles foi o combate à manipulação de apostas esportivas (bets). Ele anunciou que o ministério firmou acordos de cooperação com cinco entidades internacionais especializadas em monitoramento e integridade no setor de apostas esportivas.

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“Queremos que quem estiver apostando no Brasil saiba que está apostando em algo correto”, disse Fufuca. O ministério deve ainda desenvolver campanhas nacionais de prevenção à manipulação das apostas esportivas.

A medida foi elogiada pela presidente da Comissão do Esporte, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), uma das solicitantes da audiência pública. Ela ressaltou a necessidade de evitar impactos financeiros negativos nas famílias mais vulneráveis.

“A comissão já tem pensado em solução para que essas apostas não impeçam que famílias muito vulneráveis continuem a sobreviver, porque o dinheiro está indo para as apostas e as pessoas estão passando cada vez mais fome”, disse Carneiro.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Apresentação das políticas públicas do Ministério do Esporte. Dep. Laura Carneiro (PSD-RJ)
Laura Carneiro manifestou preocupação com apostas esportivas

Parcerias
O deputado André Figueiredo (PDT-CE), um dos solicitantes do debate, sugeriu ao ministro parcerias entre as Forças Armadas e o Ministério do Esporte para permitir o uso das instalações esportivas militares nos finais de semana. “A gente pode ocupar espaços excepcionais para aqueles que não têm espaço adequado para isso”, disse.

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Os integrantes da comissão trataram de diversos outros pontos com o ministro. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) pediu que as empresas e clubes que executam projetos esportivos pela Lei de Incentivo ao Esporte sejam certificadas.

O deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ) criticou a governança do futebol e pediu mudanças estruturais, incluindo uma lei geral do futebol. O ministro concordou e disse que também pretende enviar um projeto de lei nesse sentido. “O futebol tem que ser tratado de forma diferenciada”, afirmou.

Mudança
O deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) criticou a publicação de uma portaria ministerial que dobrou o valor dos projetos de parceria do ministério com as Organizações da Sociedade Civil (OSC).

Segundo o deputado, o novo valor (R$ 200 mil) inviabiliza investimentos de menor porte, inclusive por meio de emendas parlamentares, no esporte amador, lazer e inclusão social. “Vamos ter que brigar para sustar essa portaria”, disse Ribeiro. Após a crítica, o ministro André Fufuca anunciou que vai revogar parte da portaria e retomar o valor anterior (R$ 100 mil), pelo menos para este ano.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova cadastramento presencial prioritário no CadÚnico para famílias de baixa renda

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família aprovou proposa que garante às famílias de baixa renda o cadastramento presencial prioritário para o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Conforme o texto, o atendimento pessoal em unidades públicas de assistência social deverá ser assegurado como um direito, mesmo que a inscrição por meio eletrônico continue sendo uma opção.

A versão aprovada foi o substitutivo da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), para o Projeto de Lei 2058/22, do ex-deputado Geninho Zuliani. A justificativa para a proposta é que a digitalização total do cadastro pode excluir pessoas com pouco acesso à internet, telefones celulares de baixa performance ou baixo nível de instrução.

A relatora defendeu a importância da estrutura física de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). “Propomos estabelecer, como um direito a ser garantido, o acesso ao atendimento pessoal, para fins de inscrição ou atualização de informações no Cadastro Único”, afirmou.

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A deputada também observou que o contato direto com as equipes de referência permite identificar vulnerabilidades que vão além dos dados básicos informados no sistema eletrônico.

Simplificação
O substitutivo simplificou o texto original, que obrigava as famílias a atualizar suas informações todos os anos. A proposta inicial também estabelecia um prazo de dez dias úteis para o governo compartilhar dados eletrônicos do cadastro após solicitação.

No texto aprovado, essas regras foram descartadas. A relatora explicou que a atualização anual obrigatória seria excessiva e desnecessária, já que o sistema federal já realiza o cruzamento automático de informações com outras bases de dados, como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), para manter os registros fidedignos.

Meire Serafim também considerou que o prazo de dez dias para compartilhamento de dados era vago e poderia colocar em risco o sigilo das informações privadas das famílias.

O projeto altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742/93).

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado a seguir pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela Presidência da Republica.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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