POLITÍCA NACIONAL
Eleições 2026: veja os números das candidaturas oficializadas
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As eleições gerais de 2026 têm 20.506 pedidos de registro de candidaturas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até esta segunda-feira (17). Os registros são para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Em relação a 2022, são cerca de 8,7 mil pedidos de registro a menos.
A maior parte dos pedidos é para deputado estadual, com 11.090 registros, seguida por deputado federal, com 7.627. Para os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, são 195 candidaturas; para o Senado, 314; e para a Presidência da República, 13. A relação entre candidatos e vagas mostra maior concorrência para deputado distrital, com 17,5 candidatos por cadeira, seguido por deputado federal, com 14,87 candidatos por vaga.
Os números incluem candidatos a vice-presidente e vice-governador e os suplentes dos candidatos ao Senado. Os registros ainda podem ser alterados durante a campanha, conforme a análise dos pedidos pela Justiça Eleitoral e eventuais desistências.
Senadores e deputados
O Senado tem 314 pedidos de registro para as 54 vagas que serão disputadas neste ano, o equivalente a 5,83 candidatos por cadeira. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, em uma renovação de dois terços das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor terá dois votos para o Senado.
Para a Câmara dos Deputados, são 7.627 pedidos de registro para as 513 vagas, uma média de 14,87 candidatos por cadeira. O PL tem 534 registros, seguido pelo Novo, com 505; pelo PDT, com 470; e pelo Republicanos, com 464.
Na disputa pelas assembleias legislativas, são 11.090 registros para 1.035 vagas, com média de 10,71 candidatos por cadeira. No Distrito Federal, 420 candidatos disputam 24 vagas da Câmara Legislativa, o que corresponde a 17,5 candidatos por vaga, a maior concorrência proporcional em 2026.
Presidente da República
Foram registrados 13 pedidos de candidatura para a Presidência da República, um a mais que em 2022, quando houve 12 candidaturas.
Entre os candidatos estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), que buscam a reeleição. É a única chapa formada por candidatos de partidos diferentes. Também foram registradas as chapas do senador Flávio Bolsonaro (PL), com Alfredo Gaspar (PL) como vice; do escritor Augusto Cury, com Júlio Delgado (Avante); de Samara, com Raquel Brício (UP); de Renan Santos, com Coronel Medina (Missão); do veterinário Wilson Grassi, com Suêd Haidar (Democrata); de Romeu Zema, com Eduardo Girão (Novo); de Rui Costa Pimenta, com Antônio Carlos (PCO); de Ronaldo Caiado, com Gilberto Kassab (PSD); de Clariana Barão, com Fabiana Torquato (DC); de Hertz Dias, com Vanessa Portugal (PSTU); de Edmilson Costa, com Cleusa Santos (PCB); e de Pablo Marçal (que está inelegível), com Leonardo Avalanche (PRTB).
Governadores
Para os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, foram registrados 195 candidatos, número 12,5% menor que o de 2022, quando havia 223 candidaturas. Piauí tem o maior número de registros, com 12 candidatos, seguido por Minas Gerais, com 11, e pelo Distrito Federal, com 10.
Entre os partidos, o PCO tem o maior número de candidaturas aos governos estaduais, com 18 registros, seguido pela UP, com 17. Dos 27 atuais governadores, nove buscam a reeleição para o mesmo cargo.
Perfil dos candidatos
A faixa etária com maior concentração é a de 40 a 49 anos, com 31,78% dos registros (6.517), seguida pela de 50 a 59 anos, com 28,04% (5.749). Juntas, essas duas faixas reúnem 59,82% dos registros (12.266).
Os homens representam 65% dos registros (13.366) e as mulheres, 35% (7.140). Na declaração de cor ou raça, 48,68% se identificaram como brancos (9.982), 36,24% como pardos (7.431) e 13,63% como pretos (2.795). Indígenas representam 0,93% (191) e amarelos, 0,52% (107).
Os dados de perfil são baseados nas informações declaradas ao TSE e podem ser atualizados durante o processo de registro das candidaturas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Audiência pública discute soluções para equilibrar relação entre planos de saúde e profissionais da rede privada
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta segunda-feira (17), audiência pública para debater os desafios da saúde suplementar no DF e propor diretrizes para a elaboração de um projeto de lei voltado a regulamentar os contratos entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, como médicos, clínicas e hospitais. O debate foi proposto e presidido pelo deputado Thiago Manzoni (PL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Durante a reunião, profissionais da saúde e especialistas apontaram um grave desequilíbrio na relação contratual e a falta de amparo jurídico específico para proteger quem atua na ponta do atendimento.
A presidente do PL Saúde e advogada especialista em direito médico, Cristiane Gomes da Costa, explicou que a saúde suplementar, criada para dar suporte ao sistema público, é regulada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apenas em suas resoluções gerais, sem que a autarquia intervenha diretamente nas relações jurídicas civis entre as operadoras e as clínicas. Segundo ela, por conta dessa omissão os contratos de prestação de serviços acabam regidos de forma genérica pelo Código Civil. A falta de uma legislação específica gera insegurança jurídica para os profissionais e descredenciamentos abruptos que prejudicam o tratamento de pacientes, muitos dos quais acabam migrando de volta para uma rede pública de saúde já sobrecarregada.
Outro entrave debatido ao longo da tarde foi a assimetria financeira enfrentada pelos médicos e estabelecimentos privados. Cristiane Gomes da Costa ressaltou que enquanto as operadoras reajustam as mensalidades dos usuários em índices de 10% a 12% ao ano, os repasses de reajuste aos profissionais de saúde costumam ficar travados em apenas 2%. Além disso, segundo ela, enquanto uma consulta médica particular no Distrito Federal varia de R$ 300 a R$ 700, os planos de saúde chegam a repassar valores irrisórios, entre R$ 60 e R$ 90, por atendimento. Para Cristiane, esse cenário de baixa remuneração tem feito com que médicos limitem a quantidade de consultas por convênio ou suspendam totalmente o atendimento de certas operadoras.

O médico cardiologista e gestor do Instituto de Longevidade e Saúde, Ricardo Alvarenga, destacou que a operação das clínicas privadas no DF lida com uma rotina predatória imposta pelas seguradoras. Segundo ele, os repasses financeiros das operadoras aos prestadores de serviços costumam demorar entre 90 e 120 dias, comprometendo o fluxo de caixa das empresas que precisam honrar custos imediatos de funcionamento. A situação seria agravada pelas chamadas “glosas”, que consistem na recusa de pagamento por procedimentos já inteiramente executados. Essas negativas de pagamento ocorrem de forma unilateral e, muitas vezes, as clínicas só tomam conhecimento da glosa quatro meses após a realização do atendimento ao paciente. Para Alvarenga, esse desequilíbrio estrutural tem provocado sérias crises financeiras, a exemplo do Hospital Santa Marta, que entrou em processo de recuperação judicial.
Em busca de uma solução para a crise no setor, o deputado Thiago Manzoni reuniu propostas apresentadas na audiência que servirão de diretrizes para a elaboração de projeto de lei buscando restabelecer a igualdade de forças entre as partes. Entre as medidas defendidas está o estabelecimento de um prazo máximo de 30 dias para que as operadoras efetuem o pagamento dos serviços prestados pelos profissionais. O futuro projeto de lei também pretende regulamentar as glosas, exigindo uma justificativa técnica por parte dos planos e garantindo às clínicas o direito de contestação prévia antes de qualquer retenção financeira. Para mitigar os atrasos, os recebíveis deverão passar a contar com incidência de juros, multa e correção monetária. Haverá ainda a previsão de sanções severas para a inadimplência reiterada das operadoras, trazendo reciprocidade às regras de mercado, sob o argumento de que os usuários perdem o direito ao plano caso fiquem sem pagar por 60 dias.
As propostas reunidas na audiência buscam garantir a autonomia dos honorários médicos, blindando a negociação direta de valores e impedindo a atuação abusiva de intermediários em contratos de adesão que atualmente são considerados desfavoráveis para os prestadores. A íntegra da audiência pública pode ser acessada por meio do canal da TV Câmara Distrital no YouTube.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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