POLITÍCA NACIONAL
Deputados se dizem preocupados com impactos da suspensão da Voepass para o país
POLITÍCA NACIONAL
Parlamentares da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações do acidente com o avião da Voepass, ocorrido em agosto do ano passado, estão apreensivos com os impactos da suspensão dos voos da companhia para o país e para os passageiros. Os voos foram suspensos em março pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) porque a Voepass não cumpriu requisitos de segurança.
O assunto foi discutido nesta quarta-feira (7) em audiência com representantes da Anac, a pedido do deputado Pedro Aihara (PRD-MG). Ele se mostrou preocupado com um possível aumento do preço das passagens e da redução no número de voos pelo fato de uma empresa ter saído do mercado.
“Existe hoje alguma política setorial para evitar esse tipo de situação?”, perguntou Aihara. “Ainda que a gente tenha a atuação natural do mercado, a gente está sujeito a situações como essas. Por mais que existam outras companhias, a gente tem menos aeronaves.”
Por sua vez, o relator do colegiado, deputado Padovani (União-PR), questionou se as demais empresas suprirão a demanda por transporte aéreo, sobretudo para cidades menores. Já o coordenador do grupo, deputado Bruno Ganem (Pode-SP), quis saber se existe relação entre a saúde financeira das empresas aéreas, altamente endividadas, e uma maior fragilidade da segurança da aviação.
“Será que o modelo utilizado é o mais eficiente para o cidadão?”, questionou. “Será que a concorrência não poderia ser direcionada de outras maneiras? Hoje a gente vê dois voos de duas companhias partindo quase no mesmo horário e ambos vazios”, ponderou ainda Ganem. “Seria possível pensar no mercado aéreo de forma que um trecho fique com uma determinada empresa, em uma determinada circunstância de colocar uma linha regional no pacote?”
Segurança
Na audiência, o diretor-presidente substituto da Anac, Roberto Honorato, e o superintendente de Padrões Operacionais da agência, Bruno Del Bel, explicaram que a regulação brasileira preza pela liberdade de oferta, e as empresas podem operar como entenderem melhor. Eles também reconheceram as dificuldades do mercado aéreo nacional, mas ressaltaram a importância da segurança aérea, que deve estar de acordo com recomendações que valem para o mundo todo.
“O dia a dia da operação aérea não pode demandar de atuação externa para que ocorra de maneira satisfatória. A empresa deve ter procedimentos. É esperado que ela identifique e preveja falhas e as solucione”, explicou Honorato.
Bruno Del Bel acrescentou que a Anac dispensa uma atenção maior para as empresas em dificuldades financeiras, sempre focando na segurança. “A empresa pode não ter saúde financeira, mas pode conseguir fazer operações seguras. Avianca e Itapemirim tiveram problemas sérios, mas foram até o último voo cumprindo todos os requisitos de segurança.”
Competitividade
Os representantes da Anac disseram ainda que o custo das passagens é resolvido com maior competitividade, e a agência tem atuado para criar condições mais favoráveis para atrair investidores para o setor. “A gente busca transparência, previsibilidade para o investidor, eventualmente o investidor externo, buscamos tornar o ambiente equilibrado”, declarou Honorato.
Ele reclamou, por outro lado, do alto índice de judicialização no transporte aéreo brasileiro, que concentra 95% das ações de passageiros contra empresas no mundo. “Esse aspecto impacta no custo Brasil e afasta investidores.”
Voepass
No caso específico da Voepass, o diretor Roberto Honorato lembrou que, depois do acidente, em agosto do ano passado, a Anac demandou que a empresa reduzisse rotas e disponibilizasse aeronaves substitutas, entre outras medidas.
Até outubro, estava tudo certo, mas em março deste ano a agência de aviação verificou que as exigências não foram cumpridas em sua totalidade. As operações, disse ainda, poderão ser retomadas assim que as exigências forem cumpridas.
No que diz respeito aos passageiros da Voepass, muitos foram atendidos pela Latam, que era quem comercializava os voos da Voepass.
O acidente com o avião da Voepass aconteceu em Vinhedo (SP) e matou 62 pessoas.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Dia do Professor e fim da escala 6 x 1 são temas na sessão da CLDF
A passagem do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, e a aprovação do fim da escala de trabalho 6 x 1 no Congresso Nacional foram temas abordados na sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quinta-feira (15).
O deputado Chico Vigilante (PT) parabenizou os professores pela passagem do dia da categoria, “tão maltratada no Distrito Federal e que trabalham em salas de aula insalubres”. “Tem escolas que mais parecem uma cadeia e a gente tem que mudar esta realidade”, disse, acrescentando que tem destinado recursos, por meio de emendas parlamentares, para a melhoria dessas salas de aula, “colocando blindex nas janelas e portas, ar-condicionado, para dar um mínimo de conforto a estes profissionais”.
O deputado Max Maciel (PSOL) saudou os mestres e professores e lembrou que vem de família de educadores. O parlamentar reforçou o compromisso de valorizar a educação e o reconhecimento da profissão. Maciel chamou a atenção para a diminuição do número de pessoas que escolhem a profissão de professor nos últimos anos.
Fim da escala 6 x 1
Chico Vigilante também destacou a importância da aprovação do fim da escala 6 x 1 pelo Congresso Nacional, na noite de quarta-feira (14), estabelecendo uma jornada de 40 horas semanais em escala 5 x 2. “Desde a Constituinte de 1988, quando a jornada de trabalho era de 48 horas e foi reduzida para 44 horas, que não se via algo tão importante. Vigilante criticou a proposta de pagamento por hora trabalhada. Para ele, neste modelo, o trabalhador “não vai ter décimo terceiro salário, férias e nem direito a atestado médico, é o pior dos mundos e destroça completamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”.
Max Maciel concordou com o colega e elogiou também a aprovação do fim da escala 6 x 1, que considerou um grande avanço para a sociedade.

Momento lúdico
A sessão também contou com um momento lúdico, quando crianças, na faixa dos quatro anos de idade, ocuparam as cadeiras destinadas aos deputados no Plenário e se manifestaram na tribuna. Convidados por Vigilante, que presidia a sessão, um grupo de crianças que visitavam a CLDF pôde sentir como é ser parlamentar por alguns minutos. Gustavo, de quatro anos, foi o primeiro a ocupar a tribuna e apresentou uma proposta para que ele e os coleguinhas possam brincar juntos todos os dias. Em seguida, outras crianças, como o Pedro, a Alice, a Rafaela, entre outros, se divertiram ao falar no microfone principal do plenário da Câmara Legislativa.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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