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POLITÍCA NACIONAL

Como funciona a eleição para deputado distrital

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Para entender como funciona a eleição dos parlamentares, é necessário saber que o Brasil adota o sistema proporcional para eleger deputados federais e distritais e, no caso dos estados e municípios, deputados estaduais e vereadores. Por sua vez, eleições dos cargos do Executivo — presidente, governador e prefeito — além de senadores, adotam o sistema majoritário.

As características de cada um desses sistemas eleitorais, assim como os cálculos feitos para a distribuição dos cargos, serão explicados a seguir.

Sistema proporcional

Na eleição para deputados distritais, a distribuição das vagas pelo sistema proporcional leva em consideração tanto a votação individual dos candidatos quanto o desempenho dos partidos ou federações.

O primeiro passo é calcular o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa — no caso do DF, 24 cadeiras de deputados distritais. Esse cálculo indica quantos votos serão necessários, em média, para conquistar uma vaga na Câmara Legislativa.

Em seguida, é calculado o quociente partidário, que define o número de vagas a que cada partido terá direito. Esse cálculo é feito ao dividir a quantidade de votos válidos para determinado partido ou federação pelo quociente eleitoral.

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Quociente Partidário = Número de votos válidos para determinado partido ou federação/Quociente Eleitoral

Quociente Eleitoral = Número de votos válidos para determinado cargo/Número de vagas a preencher para determinado cargo

Somente depois dessa distribuição são identificados os candidatos que ocuparão as vagas conquistadas por cada partido ou federação. Em regra, são eleitos os mais votados nominalmente que tenham alcançado, no mínimo, 10% do quociente eleitoral, conforme previsto na legislação.

Esse sistema explica por que um candidato com votação expressiva pode não ser eleito, enquanto outro, com menos votos, conquista uma cadeira. Isso ocorre porque o resultado depende não apenas da votação individual, mas também da performance do partido ou federação ao qual o candidato pertence.

O eleitor também pode optar pelo voto de legenda, registrando apenas o número do partido, sem escolher um candidato específico. Esses votos são considerados no cálculo que define quantas vagas cada partido ou federação terá direito.

Entenda em 3 passos como um deputado distrital é eleito:

1. O eleitor vota em um candidato ou na legenda.
2. Os votos definem quantas cadeiras cada partido ou federação terá.
3. Os candidatos mais votados de cada partido ocupam essas cadeiras, desde que cumpram os requisitos da legislação.

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Diferenças em relação às eleições para governador e senador

As eleições para governador, senador e prefeito adotam o sistema majoritário, portanto, seguem regras diferentes das adotadas para deputado distrital.

No caso do governador, é eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos – ou seja, mais da metade do total de votos válidos, excluindo brancos e nulos. Se nenhum candidato alcançar esse resultado no primeiro turno, os dois mais votados disputam um segundo turno.

Já para senador, também é utilizado o sistema majoritário, mas vence simplesmente o candidato mais votado, sem a realização de segundo turno.

Assim, enquanto nas eleições para governador e senador o resultado é definido exclusivamente pela votação de cada candidato, na eleição para deputado distrital a distribuição das vagas depende tanto da votação individual quanto do desempenho dos partidos ou federações.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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A democracia no DF: Capital Federal tem 2,2 milhões de eleitores

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Para a população de Brasília, o direito ao voto não surgiu com a criação da cidade, em 1960. Durante quase 30 anos, os prefeitos e governadores da capital foram nomeados pelo presidente da República. Também não havia deputados ou senadores representando o Distrito Federal: as questões legislativas eram tratadas por comissões do Congresso Nacional.

No contexto de redemocratização do país, a mobilização pelo voto brasiliense deu frutos em 1986, quando aconteceu a primeira eleição para representantes do DF. Naquele ano, os moradores da capital puderam eleger senadores e deputados federais, que tiveram participação decisiva na Assembleia Constituinte. Assim, a autonomia política do DF foi garantida na Constituição Federal de 1988.

Pouco depois, em 1990, houve a primeira eleição para governador e para os 24 deputados distritais que formaram a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Naquele ano, Brasília tinha 1,6 milhão de habitantes e 893 mil eleitores. Hoje, somos quase 3 milhões de habitantes e mais de 2,2 milhões de eleitores. Em relação às últimas eleições, em 2022, o eleitorado brasiliense cresceu 2,3%, totalizando 2.253.132 pessoas aptas para votar em 2026.

Faixa etária e gênero

O eleitorado reflete as mudanças no perfil da população. Neste ano, houve um aumento de 24% no número eleitores com idade igual ou superior a 60 anos, em comparação a 2022. Os idosos passaram de 370 mil para quase 460 mil eleitores. Desse total, 55,7% está na faixa de 60 a 69 anos, ou seja, ainda votam de forma obrigatória. Os dados da composição do eleitorado são do Tribunal Superior Eleitoral.

Por outro lado, diversas faixas etárias mais jovens apresentaram queda. O número de eleitores entre 16 e 17 anos, por exemplo, caiu 38,7%, saindo de 31 mil pessoas em 2022 para 19 mil em 2026.

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Ao considerar idade e gênero, o segmento mais numeroso no DF é o das mulheres com idade entre 45 e 49 anos, com mais de 134 mil eleitoras. No total, as mulheres representam 54% dos eleitores e os homens 46%.

Em relação à escolaridade, o nível de instrução mais frequente é o ensino médio completo (30,7%), seguido por ensino superior completo (23,3%).

Eleitores com deficiência

Houve um aumento de 55,4% no número de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida no DF, saindo de cerca de 16 mil pessoas em 2022 para 24,8 mil em 2026. Esse eleitorado inclui pessoas com limitações permanentes ou temporárias, que precisam de seções eleitorais adaptadas.

Já o quesito cor/raça está gradativamente sendo declarado pelos eleitores. Em 2026, essa informação consta no cadastro de 17%. Entre os que declararam a informação, 49,2% são pardos; 38% brancos; 11,7% pretos; 0,9% amarelos; e 0,2% indígenas.

A declaração de cor/raça começou a ser coletada pela Justiça Eleitoral em novembro de 2022, assim como informações sobre identidade de gênero e pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais, entre outros dados.

Zonas eleitorais

Há 21 zonas eleitorais no Distrito Federal. Essa é a forma como os eleitores são divididos no território, para facilitar o gerenciamento das eleições. No DF, a zona eleitoral com a maior quantidade de eleitores é a de Águas Claras, com mais de 169 mil eleitores aptos para votar em 2026. No entanto, a abrangência das zonas eleitorais não se restringe aos limites das regiões administrativas. A zona eleitoral de Águas Claras inclui, por exemplo, eleitores de Taguatinga Sul e de Taguatinga Centro.

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Em segundo lugar, está a zona eleitoral de Ceilândia Norte e Brazlândia, com quase 154 mil eleitores aptos. Em terceiro, vem a zona eleitoral de Samambaia, com mais de 141 mil eleitores.

Pílulas históricas
O primeiro governador eleito do DF foi Joaquim Roriz, ao lado da vice-governadora Márcia Kubitschek. Já no Legislativo, o deputado distrital Salviano Guimarães foi o primeiro presidente da CLDF.

Saiba mais sobre a história do Poder Legislativo do DF: História e Memória — Legislativo do DF

O eleitorado na Capital Federal

Total de eleitores aptos para votar em 2026: 2.253.132 / Crescimento de 2,3% em relação às últimas eleições, em 2022
Gênero: 54% mulheres e 46% homens
Idade e gênero: mulheres de 45 a 49 anos são o segmento mais numeroso, são 134.245 eleitoras
Idosos: o eleitorado idoso aumentou 24% em relação a 2022 / Em 2026, há cerca de 460 mil eleitores com idade a partir de 60 anos. Desse total, 55,7% está na faixa de 60 a 69 anos, ou seja, ainda votam de forma obrigatória
Eleitores com deficiência: aumento de 55,4% no número de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, em relação a 2022 / Total em 2026: 24.832 eleitores
Ensino médio completo: é o nível de escolaridade mais frequente (30,7%), seguido por superior completo (23,3%)
Cor/Raça*: 49,2% parda/ 38% branca / preta: 11,7% / amarela: 0,9% / indígena: 0,2% / *A informação sobre raça/cor foi declarada por 17% do eleitorado
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (Dados consultados em julho de 2026)

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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