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Prof. Sidney Farina

Evolução Intelectual e Evolução Moral

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PROF. FARINA

Existem dois tipos de evolução: a intelectual e a moral. Elas vão se desenvolvendo com o nosso dia a dia, que se compara às nossas idas às aulas. Cada dia é uma ida à escola. A EVOLUÇÃO INTELECTUAL diz respeito ao aprender. Aprender é simples, é apenas com o olhar e a convivência. Nós aprendemos um idioma do 0 aos 3 anos sem fazer nenhum curso. Só olhando e convivendo. A EVOLUÇÃO MORAL é diferente, pois está ligada a ensinamentos e, na convivência com as pessoas, somos ensinados com atos, e atos podem gerar decepções, muitas vezes mau interpretadas, e o desejo de sucesso é muito bom, mas muito perigoso, porque quando não o conseguimos, nos frustramos, nos revoltamos e ficamos expostos a muitos pensamentos e comportamentos ruins, que podem destruir o pouco que já sabemos. São esses os entraves da evolução moral. O maior entrave é a nossa maneira de reagir com os “NÃOS”. Segundo o estadista britânico Winston Churchill, “o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.” Não há registro oficial de que a frase seja dele, mas que tem a cara dele tem, e ela é verdadeira. Tudo que a humanidade descobriu foi tentando, errando e tentando, até acertar. Quando a frustração é usada como combustível para novas tentativas, e com entusiasmo, a conquista é certa. O erro casual é o nosso maior mestre. É o erro bem aproveitado que mostra o que precisa ser corrigido, o ajuste necessário para o acerto. Não que devamos procurar errar para aprender. Não é assim. À medida que erramos na tentativa entusiasmada de acertar, aprendemos e quanto mais aprendemos menos erramos, é nesse ponto que conhecimento se transforma em habilidade. Conhecimento é saber como funciona; habilidade é saber fazer. Conhecimento é competência e habilidade é saber usar o conhecimento. Grande parte de nós sabemos como é o certo, então temos conhecimento, mas nem sempre fazemos bem feito, falta-nos habilidade.

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O Desafio de dar uma Aula Encantadora

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Você já deve ter visto uma apresentação de um mágico. Já percebeu como isso encanta e prende? O que explica esse encanto e esse interesse? Basicamente, é o desafio de entender como ele faz o truque. A mente humana, raramente aceita algo para ela inexplicável. Entendo que esse é o segredo que pode contribuir para uma aula encantadora. Normalmente, começamos explicando o assunto, sem antes despertar o interesse. Como no exemplo do número do mágico, precisamos primeiro despertar o interesse, a curiosidade, para depois “desvendarmos o mistério”. Se não for assim, é como oferecer comida a quem não tem fome.

Tenho sido repetitivo nessa questão. Alunos não querem, não têm interesse em aprender coisas e até complexas, apenas para cumprir um “protocolo”, que é “aprender” um conteúdo para tirar uma nota e evoluir para a próxima fase. Aluno quer explicação de como acontece. O processo consiste em levantar a questão, provocar o interesse e explicar como funciona. Daí o conteúdo faz sentido e o aluno irá aprender. Uma aula será tanto mais encantadora, quanto mais se fizer isso bem feito. Além disso, atualmente, temos à disposição recursos de sobra para ilustrarmos o que chamo de “levantar a questão”. Só vamos encantar e prender a atenção do aluno, ou de qualquer expectador, se apresentarmos algo que despertar interesse, curiosidade e até necessidade. Interesse, curiosidade e necessidade, são pontos fundamentais para cativarmos alguém para aprender.

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Sidney Farina é Professor de Física e fundador da Escola do Farina

 

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