POLITÍCA NACIONAL
Com proibição suspensa pelo TSE, presos provisórios votarão em 2026
POLITÍCA NACIONAL
Os brasileiros que cumprem prisão provisória poderão votar nas Eleições 2026, mas pode ser a última vez. Desde 1988, a Constituição proíbe o voto dos presos condenados de forma definitiva (transitada em julgado), não dos presos provisórios ou de adolescentes menores de idade que cumprem medidas judiciais restritivas. Mas as iniciativas para viabilizar o exercício do voto por esses eleitores só começaram em 2002.
No entanto, a Lei Antifacção (ou Lei Raul Jungmann) entrou em vigor em março de 2026, proibindo o alistamento eleitoral e o voto de todo e qualquer preso, definitivo ou provisório. A mudança foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu por suspender este trecho da lei e manter o direito de voto, nas próximas eleições de outubro, dos presos provisórios e adolescentes recolhidos.
O TSE entendeu que a determinação da Lei Antifacção viola o princípio da anualidade eleitoral, que impede mudanças a menos de um ano do pleito, ou seja, não pode ser aplicada agora. Das mais de 700 mil pessoas encarceradas no Brasil, cerca de 200 mil estão em prisão provisória. Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral instalou cabines de votação em alguns estabelecimentos penais para garantir o direito dos presos sem condenação definitiva. Também são feitas operações de alistamento e transferência de inscrição eleitoral em alguns estados.
Poucos pedem para votar
Mesmo assim, poucos presos provisórios e adolescentes internados pedem para votar. Segundo o TSE, apenas 3% (12,9 mil) votaram nas eleições de 2022 porque há poucas seções eleitorais instaladas em estabelecimentos prisionais e socioeducativos. Além disso, é minoritário o número de pessoas em confinamento temporário que têm documentação completa para o alistamento eleitoral. Em 2026, só poderá votar o preso que já está com o título eleitoral em dia e que pediu para votar este ano; o prazo para o pedido terminou em maio.
De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, nas eleições de 2022, havia pelo menos 13 mil presos aptos a participar do pleito entre os 200 mil presos provisórios, mas o número caiu para 6,3 mil em 2024, mesmo sem mundança no total de presos. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente há também no Brasil pouco mais de 11 mil adolescentes em meio fechado (internação e semiliberdade) no Brasil.
O preso provisório é a pessoa que não foi condenada, mas que responde a processo ciminal que ainda foi julgado. Acontece geralmente com detidos em flagrante ou com quem cumpre prisão temporária ou preventiva para assegurar o andamento de investigações ou processos. No estabelecimento penal, os presos provisórios não podem ficar junto com presos já condenados.
E depois?
A partir de 2027, a proibição total da Lei Antifacção passará a vigorar plenamente para todos os pleitos seguintes, ou seja, o direito ao alistamento e voto do preso provisório não existirá mais. Entretanto, o tema deve acabar sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) — já há ações no tribunal questionando partes da lei — que poderá manter ou anular em definitivo a proibição após analisar sua constitucionalidade.
Com informações da Agência Brasil
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Filmes do DF disputam Troféu Câmara Legislativa no Festival de Brasília, que começa hoje (11)
O Troféu Câmara Legislativa chega à 28ª edição e, mais uma vez, premiará a produção cinematográfica do Distrito Federal durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa nesta sexta-feira (11). Este ano, foram selecionados quatro filmes de longa-metragem e onze curtas-metragens, que serão exibidos na Mostra Brasília (confira a programação), parte do festival exclusiva para títulos locais que disputam o prêmio da CLDF: um total de R$ 298 mil.
Os filmes serão apresentados a partir de segunda-feira, às 18h, na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, endereço tradicional do Festival; e às 19h45, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G, em Taguatinga. No dia seguinte, haverá reprise dos filmes a partir das 15h, na sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall. Em todos os locais, a entrada será gratuita.
Diariamente, após as exibições, os títulos serão debatidos no auditório do Cine Brasília, a partir das 21h15. A ideia é estabelecer um espaço de reflexão e diálogo entre os realizadores, críticos e o público. Os mediadores dos debates dos filmes do DF que compõem a Mostra Brasília serão o jornalista Ulisses de Freitas e a cineasta Erika Bauer – vencedora do 9º Troféu Câmara Legislativa com o documentário “Dom Helder Camara — O Santo Rebelde”.
“Ao chegar à 28ª edição, o Troféu Câmara Legislativa consolida o seu papel fomentador da nossa produção cinematográfica e ratifica a parceria com o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, observa Claudinei Pirelli, em nome do Comitê Gestor que coordena a premiação da CLDF.
Os filmes da Mostra Brasília foram escolhidos, entre mais de 130 inscritos, por uma comissão de seleção formada por profissionais da área cinematográfica: Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes.
O júri oficial, que escolherá os melhores filmes de curta e longa-metragem, além de categorias técnicas, é composto pelos cineastas brasilienses Lila Foster e Santiago Dellape, além do crítico Fabrício Duque. Enquanto o júri popular será constituído pela plateia que acompanhar a disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa. Nesse caso, os votos serão para melhor curta e melhor longa-metragem.
Mais Brasília
Duas produções relacionadas a Brasília abrem, na noite de hoje, o Festival de Brasília. O curta-metragem Brasília – Planejamento Urbano é um documentário de 1964, dirigido por Fernando Coni Campos (1933-1988), que tem como corroteirista a arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa, falecida em 25 de agosto último.
Já o longa inédito A Pele Morta é codirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A dupla assumiu o projeto após a morte do cineasta Geraldo Moraes, pai de ambos e importante nome do cinema do Distrito Federal. Em 2009, Geraldo Moraes venceu o Troféu Câmara Legislativa com o filme “O Homem Mau Dorme Bem”. Por sua vez, Bruno Torres recebeu o prêmio em 2004, na categoria melhor curta-metragem, com “O Último Raio de Sol”.
A programação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro prossegue neste final de semana com várias atividades: competições nacionais, mostras de filmes, debates, oficinas, sessões especiais e atrações musicais.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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