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Filmes do DF disputam Troféu Câmara Legislativa no Festival de Brasília, que começa hoje (11)

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O Troféu Câmara Legislativa chega à 28ª edição e, mais uma vez, premiará a produção cinematográfica do Distrito Federal durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa nesta sexta-feira (11). Este ano, foram selecionados quatro filmes de longa-metragem e onze curtas-metragens, que serão exibidos na Mostra Brasília (confira a programação), parte do festival exclusiva para títulos locais que disputam o prêmio da CLDF: um total de R$ 298 mil.

Os filmes serão apresentados a partir de segunda-feira, às 18h, na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, endereço tradicional do Festival; e às 19h45, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G, em Taguatinga. No dia seguinte, haverá reprise dos filmes a partir das 15h, na sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall. Em todos os locais, a entrada será gratuita.

Diariamente, após as exibições, os títulos serão debatidos no auditório do Cine Brasília, a partir das 21h15. A ideia é estabelecer um espaço de reflexão e diálogo entre os realizadores, críticos e o público. Os mediadores dos debates dos filmes do DF que compõem a Mostra Brasília serão o jornalista Ulisses de Freitas e a cineasta Erika Bauer – vencedora do 9º Troféu Câmara Legislativa com o documentário “Dom Helder Camara — O Santo Rebelde”.

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“Ao chegar à 28ª edição, o Troféu Câmara Legislativa consolida o seu papel fomentador da nossa produção cinematográfica e ratifica a parceria com o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, observa Claudinei Pirelli, em nome do Comitê Gestor que coordena a premiação da CLDF.

Os filmes da Mostra Brasília foram escolhidos, entre mais de 130 inscritos, por uma comissão de seleção formada por profissionais da área cinematográfica: Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes.

O júri oficial, que escolherá os melhores filmes de curta e longa-metragem, além de categorias técnicas, é composto pelos cineastas brasilienses Lila Foster e Santiago Dellape, além do crítico Fabrício Duque. Enquanto o júri popular será constituído pela plateia que acompanhar a disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa. Nesse caso, os votos serão para melhor curta e melhor longa-metragem.

Mais Brasília

Duas produções relacionadas a Brasília abrem, na noite de hoje, o Festival de Brasília. O curta-metragem Brasília – Planejamento Urbano é um documentário de 1964, dirigido por Fernando Coni Campos (1933-1988), que tem como corroteirista a arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa, falecida em 25 de agosto último.

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Já o longa inédito A Pele Morta é codirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A dupla assumiu o projeto após a morte do cineasta Geraldo Moraes, pai de ambos e importante nome do cinema do Distrito Federal. Em 2009, Geraldo Moraes venceu o Troféu Câmara Legislativa com o filme “O Homem Mau Dorme Bem”. Por sua vez, Bruno Torres recebeu o prêmio em 2004, na categoria melhor curta-metragem, com “O Último Raio de Sol”.

A programação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro prossegue neste final de semana com várias atividades: competições nacionais, mostras de filmes, debates, oficinas, sessões especiais e atrações musicais.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

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Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

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CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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