MATO GROSSO
Sema articula parcerias para viabilizar regularização ambiental em oito assentamentos
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e os municípios de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Nova Olímpia articulam a efetivação de Acordo de Cooperação Técnica para promover a regularização ambiental de oito assentamentos localizados na região.
Nesta quinta-feira (26.2), as instituições envolvidas no processo de regularização promoveram duas reuniões com moradores dos assentamentos para explicar como o projeto será executado. O primeiro encontro ocorreu em Barra do Bugres, na Gleba Jatobá, com moradores do Assentamento Antônio Conselheiro.
Na sequência, a equipe foi até a zona rural do município de Nova Olímpia, para conversar com os representantes dos assentamentos Oziel Alves Pereira I e II, Jatobá, Paloma, Rio Branco e Nova Conquista.
“A Sema está sendo a propulsora dessa regularização, mobilizando as entidades para que juntos possamos ajudar na regularização das pequenas propriedades. Com a viabilização do acordo de cooperação técnica, teremos condições de fazer um diagnóstico da situação e encontrar a solução individual para cada município na regularização da reserva legal coletiva”, destacou a secretária-adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto.
O assentamento Antônio Conselheiro é considerado um dos maiores de Mato Grosso, possuindo 37 mil hectares, com uma área de reserva legal de aproximadamente 11 mil hectares. Criado há mais de 20 anos, o assentamento abrange os municípios de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Nova Olímpia.
Morador do Antônio Conselheiro, Odair José de Oliveira vive em uma área localizada no município de Barra do Bugres. Ele revela que há quase três décadas aguarda a organização do assentamento.
“Nós chegamos aqui no ano de 1996. Quando conseguimos a terra, a gente plantava banana, arroz, aqui era tudo mata, não tinha nada aberto. O assentamento foi se desenvolvendo, mas os problemas não foram resolvidos. Como vai ser firmado esse termo de cooperação, a gente acredita que pode sim resolver a situação de muita gente”, afirmou.
Segundo o chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra em Mato Grosso, Daniel Araújo, parte da reserva legal do assentamento Antônio Conselheiro foi invadida e está degradada.
“A titulação pressupõe a regularização ambiental, aí que entra a Sema e os municípios para nos ajudar justamente a enfrentar esse gargalo. É muito positivo o envolvimento do estado de Mato Grosso, por meio da Sema, e das prefeituras para que a gente consiga concretizar essa solução”, disse.
O deputado estadual Chico Guarnieri participou das discussões e adiantou que existe a possibilidade de destinação de emenda parlamentar para custear parte dos serviços que serão necessários no decorrer do processo de regularização.
“O Governo de Mato Grosso tem realizado vários investimentos na nossa região, com melhorias significativas na logística, o que tem contribuído para o escoamento da produção. Com a regularização ambiental dos assentamentos, os pequenos produtores terão melhores condições de comercializar os seus produtos”, enfatizou.
Simcar Assentamento
Em novembro do ano passado, o Governo de Mato Grosso lançou o módulo Simcar Assentamento no Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural.
Desde então, o novo módulo está disponível para que o profissional credenciado pelo órgão fundiário realize o cadastramento do projeto de assentamento e a posterior inclusão das informações da malha de lotes, com a individualização de cada beneficiário da reforma agrária.
Após a inclusão das informações e documentos, a Sema efetua a análise ambiental do assentamento como um todo e, após a aprovação, a emissão do CAR do lote individual ocorre de forma automática pelo sistema.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT
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