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Rede Cidadã abre novo laboratório no interior e soma quatro cidades com oferta de ensino de informática

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O Programa Rede Cidadã, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), inaugurou um laboratório de informática no Núcleo de Nova Olímpia (a 207 km de Cuiabá). O curso na área começou a ser ofertado nesta semana.

As aulas tiveram início na segunda-feira (09.09), mas ainda há vagas disponíveis para crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos. Alunos de escolas públicas e da comunidade ainda podem se matricular de forma presencial na sede do núcleo, na rua Antônio Raimundo dos Santos, no bairro Santa Rosa.

O Rede Cidadã já possui laboratórios que oferecem capacitações em informática em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres.

A coordenadora do programa, Wilma Wellen Camilo Fernandes, avaliou o conhecimento em informática como caminho às oportunidades de emprego e sucesso profissional de crianças, jovens e adultos.

“O objetivo desses cursos é ensinar os alunos a terem habilidades fundamentais relacionadas ao uso de computadores e tecnologias digitais de forma interativa. Alguns têm como meta prepará-los para o mercado de trabalho e também melhorar o desenvolvimento escolar deles, auxiliando-os no uso de plataformas, programas, produção e organização de tarefas que vão ajuda-los na sua vida estudantil”, salienta.

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A coordenadora avalia que toda a comunidade ganha com a implementação de cursos como estes. “Além da oportunidade de ampliar seus horizontes para a realidade atual, da modernização cultural e educacional, aprimoram a conexão de toda uma sociedade com o mundo e, com toda certeza, afastam as crianças e jovens de locais inapropriados, os colocando em espaço de cuidado, longe das organizações criminosas”, finalizou Vilma Fernandes.

As capacitações em informática do Rede Cidadã têm duração de seis meses, com carga horária de 120 horas.

Rede Cidadã

A Rede Cidadã é um programa do Governo do Estado, desenvolvido por meio da Sesp-MT, que atende crianças e adolescentes entre oito e 18 anos em situação de vulnerabilidade, que apresentam algum fator de risco social, como evasão escolar, violência doméstica nos lares e pais cumprindo pena de privação de liberdade. O projeto atende em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Nova Olímpia e Rondonópolis.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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