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Polícia Civil apreende armas de fogo em paiol de organização criminosa em Arenápolis

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MATO GROSSO

Em uma ação de combate à atuação de facções criminosas, policiais da Delegacia de Arenápolis e Nortelândia cumpriram na manhã desta segunda-feira (01.07), mandado de busca e apreensão domiciliar e descobriram o paiol de uma organização criminosa. Paiol na terminologia policial é o nome do local destinado para guardar armas e munições.

A ação resultou na apreensão de armas de fogo, simulacros e na prisão em flagrante de dois integrantes do grupo criminoso.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil na região de Arenápolis e Nortelândia monitoram continuamente as atividades de suspeitos de integrar facções criminosas. O objetivo dos trabalhos é atuar de forma preventiva, antes que os investigados pratiquem crimes violentos como roubos, torturas e homicídios.

Com base nos levantamentos, o delegado Hugo Abdon representou pelo mandado de busca e apreensão domiciliar em uma residência no bairro Bela Vista, em Arenápolis, sendo a ordem judicial deferida pela Justiça e cumprida na manhã desta segunda-feira (01).

Durante as buscas, foram encontrados dois simulacros de arma de fogo e dois revólveres calibre .38, sendo um deles, com numeração raspada. Dois homens foram autuados em flagrante por associação criminosa qualificada e posse ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.

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Um dos suspeitos, de 19 anos, é investigado por integrar a facção criminosa e ocupar a função de disciplina. Além disso, ele é apontado como o responsável por ser o paiol da facção, mantendo as armas de fogo em sua posse.

“Trata-se de mais uma atuação precisa da Polícia Civil de Arenápolis, cuja equipe está empenhada em manter a ordem e a paz social em toda a região. Temos nos empenhado para apreender as armas de fogo dos integrantes de facções criminosas e assim evitar que pratiquem crimes graves, tais como homicídios, roubos e extorsões”, destacou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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