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Polícia Civil apreende adolescentes autores de latrocínio contra idoso em Comodoro

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MATO GROSSO


Três adolescentes autores do latrocínio contra um idoso, ocorrido na zona rural do município de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá), foram apreendidos pela Polícia Civil na terça-feira (12.04), poucas horas depois de cometerem o ato infracional. Os menores de 14, 15 e 16 anos responderão ato infracional de roubo seguido de morte e furto do veículo subtraído por eles para praticarem a ação criminosa.

As diligências iniciaram na manhã de terça-feira, quando a Delegacia de Comodoro foi acionada para atender uma ocorrência na Gleba Noroagro, onde um sitiante de 79 anos havia sido encontrado morto na sua residência. No endereço, os policiais encontraram o corpo da vítima com lesões na região do crânio. O filho do idoso contou que alguns pertences do seu pai haviam sumido, como três espingardas, uma caixa de sol e o aparelho celular.

Imediatamente, os investigadores passaram a apurar os fatos, e descobriram que, no dia anterior, segunda-feira, havia um Gol de cor vermelha estacionado na propriedade, e três jovens estiveram com a vítima no local.

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Com base nas informações, a equipe conseguiu identificar os três envolvidos, os quais foram localizados no perímetro urbano de Comodoro. Durante a abordagem foi constatado se tratar de menores de idade.

Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia para esclarecimentos, onde foram ouvidos pelo delegado Eduardo Ribeiro Machado Ferreira. Em depoimento os adolescentes confessaram a autoria do latrocínio cometido por meio de pauladas que atingiram a cabeça do idoso.

De acordo com delegado, o automóvel utilizado pelos infratores para deslocamento até a Gleba havia sido furtado por eles um dia antes do roubo seguido de morte. “Os indícios apontam que o crime foi planejamento pelo trio, na intenção de roubar as armas de fogo que haviam no sítio, pois um dos apreendidos já tinha morado na região e conhecia a vítima”, disse o delegado.

O Gol vermelho foi encontrado próximo ao bairro Reserva Parque. No interior do carro estavam as três espingardas roubadas da vítima. Já a caixa de som foi recuperada na casa de um dos adolescentes.

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Após os depoimentos, os conduzidos foram autuados em ato infracional análogo aos crimes de roubo seguido de morte e furto, sendo posteriormente colocados à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: GOV MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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