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PM prende homem por tráfico de drogas e apreende tabletes e porções de maconha

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MATO GROSSO

Ação da Polícia Militar resultou na prisão de um homem de 36 anos por tráfico de drogas, na noite desta segunda-feira (5.1), em Nova Mutum. Durante a ocorrência, policiais do 26º Batalhão apreenderam tabletes e porções de maconha e cocaína, além de 18 munições de diferentes calibres, retirando de circulação drogas e armamento.

Os militares foram acionados após denúncia indicando que o suspeito teria recebido uma remessa de entorpecentes em sua residência e que, além das drogas, estaria em posse de uma arma de fogo

Com apoio dos policiais militares da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio), a equipe se deslocou até o endereço informado e flagrou o suspeito saindo do imóvel em direção a uma motocicleta. Durante a abordagem, foram encontradas duas porções de maconha com ele.

Questionado sobre as drogas, o suspeito confirmou a propriedade das substâncias e informou que possuía mais entorpecentes no interior da residência. No imóvel, os policiais localizaram uma porção de pasta base de cocaína, dois tabletes e duas porções de maconha, além de três porções de cocaína. Também foram apreendidas 18 munições de diversos calibres.

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Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado à delegacia, juntamente com o material apreendido, para as providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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