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Parque Estadual da Serra Azul instala academia ao ar livre para visitantes

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MATO GROSSO

O Parque Estadual da Serra Azul, em Barra do Garças (515 km de Cuiabá), instalou uma academia ao ar livre que irá contribuir para o bem estar e a saúde da população. Os aparelhos foram montados no Mirante do Cristo e já estão disponíveis para uso.

A Gerente do Parque Estadual da Serra Azul, Cristiane Schnepflteiner, destaca que a academia ao ar livre contribui para melhorias da qualidade de vida da população local. “O exercício melhora a coordenação motora, saúde, condicionamento físico e proporciona momentos de lazer para os frequentadores do parque. O equipamento não tem peso e usam apenas a força do corpo para exercícios e alongamento”.

Segundo Cristiane, os aparelhos são permitidos para uso a partir dos 12 anos de idade. “A academia ao ar livre não atende apenas a terceira idade, como é comumente confundido pela população. A utilização deve ser feita com os cuidados necessários, como a prática de qualquer atividade física”.

O Mirante, localizado dentro da Unidade de Conservação, que é gerenciado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT), pode ser acessado pelos visitantes por meio da Escadaria da Fé, que possui 1.204 degraus, ou por carro. A entrada de veículos para subir até o local está liberada de quinta-feira à domingo.

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Fonte: GOV MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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