MATO GROSSO
MT Hemocentro faz campanha itinerante para coleta de doação de sangue; confira
MATO GROSSO
Campo Novo do Parecis inaugurou o ciclo de ações deste mês, oferecendo aos residentes a chance de doar sangue e se cadastrar como doadores de medula óssea.
As iniciativas ‘MT Hemocentro Itinerante’ e ‘Ir para Incluir’ ainda serão realizadas com a seguinte programação:
- Campos de Júlio: Coletas programadas de 15 a 19 de abril;
- Pontes e Lacerda: Coletas agendadas de 22 a 26 de abril;
- Cuiabá (Assembleia Legislativa): Coletas com unidade móvel em 24, 25 e 26 de abril;
- Cuiabá (MT Hemocentro): Sede aberta para coleta em 27 de abril, das 7h às 12h.
A programação inclui coletas em Campos de Júlio de 15 a 19 de abril, e em Pontes e Lacerda de 22 a 26 de abril.
“Além da nossa sede, onde os atendimentos não param, nós realizamos campanhas em cidades estratégicas do interior para conseguir realizar as coletas e suprir a manutenção do estoque de sangue. Na semana dos dias 15 a 19 de abril, a nossa equipe estará no município de Campos de Júlio, recebendo os doadores que estejam dispostos a contribuir com a ação. Já na semana do dia 22 ao dia 26, será a vez de Pontes e Lacerda, que também poderá ajudar através da nossa unidade móvel e outros serviços das unidades especializadas da SES”, completou.
As atividades em Cuiabá terão apoio da unidade móvel no estacionamento da Assembleia Legislativa entre os dias 24 a 26. No sábado, 27 de abril, o Hemocentro estará de portas abertas das 7h às 12h para aqueles que não conseguirem participar durante a semana.
Segundo a diretora, essas ações são extremamente importantes, pois aproximam o MT Hemocentro da população e demais unidades da rede. Para ela, as campanhas destacam o trabalho intenso realizado e reforça a importância do gesto, que possibilita salvar até quatro vidas por bolsa doada.
Critérios para doação
O Ministério da Saúde orienta que doadores devem apresentar um documento oficial com foto, pesar mais de 51 kg, estar em bom estado de saúde, e ter feito uma refeição equilibrada. A faixa etária para doação é dos 16 aos 69 anos, 11 meses e 29 dias, evitando-se o jejum prévio.
Homens podem doar até quatro vezes ao ano, com intervalo de dois meses entre as doações. Mulheres são limitadas a três doações anuais, respeitando-se um intervalo de três meses.
Até 450 ml de sangue são coletados por sessão. Recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool pós-doação.
As doações podem ser agendadas pelos telefones (65) 3623-0044 (Ramal 221 e 222) ou WhatsApp (65) 9 8433-0624. O MT Hemocentro fica na Rua 13 de Junho, nº 1.055, Centro Sul, Cuiabá, aberto de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena quatro réus por execução ligada a facção
O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nesta terça-feira (1º), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também foram condenados por integrarem organização criminosa. As penas aplicadas aos quatro réus somam 110 anos de prisão.Segundo a investigação, o crime ocorreu em contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) e foi motivado pela suspeita de que Maurício pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu a partir de uma tatuagem no peito da vítima, interpretada pelos envolvidos como indicativo de ligação ao grupo adversário.A partir dessa suspeita, Max, Willian e um adolescente conduziram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi dominada e amarrada, passando a ser interrogada e agredida. Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício sobre a suposta ligação com a facção rival e ajudou nas agressões.Na sequência, o grupo levou Maurício para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto a vítima continuava sendo interrogada sobre sua suposta vinculação ao PCC. Ainda amarrado os faccionados bateram com pedaço de madeira na cabeça de Maurício que veio a óbito. O exame pericial apontou traumatismo craniano provocado por ação contundente como causa da morte.Após o homicídio, o corpo foi transportado e lançado no Rio Lira, em Sorriso, com a finalidade de ocultá-lo. Na manhã seguinte, o cadáver foi localizado preso a galhadas. Maurício estava amordaçado e com os pés amarrados. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival. O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo.Os jurados também reconheceram os crimes de ocultação de cadáver, pelo lançamento do corpo no Rio Lira após o homicídio, e de corrupção de menores, em razão da participação de um adolescente na ação criminosa.Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão.Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas. “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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