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Com apoio da Secel, Instituto Ciranda inicia aulas presenciais do programa de capacitação e implantação de fanfarras

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MATO GROSSO

O Instituto Ciranda inaugura neste domingo (20.7), a partir das 8h, na Escola Adventista de Sinop, as aulas presenciais do Giro Pedagógico, que tem como principal objetivo desenvolver competências musicais, com a capacitação de professores e implantação de fanfarras.

O programa conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar.

A ação pretende promover a educação musical inclusiva, fomentando o acesso das comunidades escolares com estratégias pedagógicas inovadoras para a multiplicação do ensino musical, estimulando a criatividade e a expressão musical. Cerca de 38 municípios do Estado participam do programa.

“As aulas teóricas já estão ocorrendo semanalmente em plataformas online e têm sido muito produtivas. Agora, chegamos a uma nova etapa, a fase de oficinas práticas”, explica o presidente do Instituto Ciranda, maestro Murilo Alves.

Ao todo, 50 kits de instrumentos de percussão para fanfarra foram entregues aos participantes. Cada kit contém entre 12 e 24 itens (taróis, surdos, bumbos e pratos).

O curso de capacitação e implantação de fanfarras tem duração de dez meses, com encontros online todas as segundas-feiras e oficinas práticas a cada semestre.

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“Para esse primeiro encontro presencial, participantes de outras cidades contempladas no programa estão se deslocando até Sinop, e cada qual com seu instrumento garantido. Vai ser muito satisfatório aplicar na prática o que estamos teorizando há meses”, ressalta Murilo. “Depois disso, cada participante se torna um multiplicador do programa, levando conhecimento e a cultura das fanfarras até seus municípios de origem”.

Além de Sinop, os encontros presenciais com oficinas práticas estão previstos para ocorrer em Água Boa, com oficina programada para quarta (23) Várzea Grande na sexta-feira (25), domingo (27) em Cuiabá e, em Tangará da Serra na sexta-feira (1.8).

Serviço

Programa de capacitação e implantação de fanfarras do Instituto Ciranda
Data: Domingo (20.7)
Local: No Colégio Adventista (Av. das Acácias, 465 – Centro- Sinop)
Horário: Das 8h às 11h e das 13h às 16h

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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