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MATO GROSSO

Integrantes do Comitê da Saúde participam da V Jornada Nacional de Direito da Saúde

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MATO GROSSO

A coordenadora do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, e os juízes Gerardo Humberto Alves da Silva Junior e Pierro de Faria Mendes participaram na última semana da “V Jornada Nacional de Direito da Saúde”.
 
Realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos dias 18 e 19 de agosto e sediado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o encontro buscou aprimorar o conhecimento técnico dos participantes sobre a saúde pública e suplementar, discutindo os desafios da judicialização e encontrando soluções para o problema.
 
“Nós apresentamos para o CNJ e para os demais 26 comitês de saúde formados no Brasil a nossa experiência, o que temos feito em Mato Grosso. Muitos elogiaram, agradeceram e disseram que vão aplicar algumas técnicas que nós fazemos aqui lá em seus estados. Essa troca de experiência foi muito boa, porque nós também ouvimos os demais comitês. Todos apresentaram sua experiência e nós aprendemos muito com isso”, destacou a desembargadora Helena Maria.
 
“Vimos como eles estão atuando, ajudando os juízes, promovendo melhorias nesses processos de saúde, como estão melhorando o decidir dos juízes no seu dia a dia. Então, foi muito importante participar desse evento. Também conhecemos experiências que não deram certo, e eles explicaram o porquê, então foi gratificante para melhorar o trabalho do nosso comitê aqui no Estado.”
 
Segundo o juiz Gerardo Humberto, integrante do Comitê Estadual, essa jornada tratou de alguns temas relacionado à judicialização do direito da saúde, tanto da saúde pública quanto da suplementar. “Foram apresentados alguns sistemas para controle das demandas e nós tivemos uma reunião dos comitês de saúde. Mato Grosso, sob coordenação da desembargadora Helena Bezerra, fez a apresentação das ações desenvolvidas aqui pelo Comitê”, explicou.
 
Conforme o magistrado, Mato Grosso apresentou suas ações, a exemplo das reuniões mensais, do webinário acerca da saúde pública, da portaria que trata do informativo de saúde, além da Recomendação n. 1, que trata da judicialização do atendimento do sistema de home care e da proposta de nota técnica que foi encaminhada ao centro de inteligência. Gerardo salientou ainda que a jornada foi um evento preparatório para um encontro maior que será realizado em São Paulo, em novembro.
 
A V Jornada integrou as ações do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, criado em 2010 pelo CNJ para o monitoramento e a resolução das demandas de assistência à saúde. No primeiro dia do evento, foi apresentado o Painel da Judicialização da Saúde, que apresenta dados dos processos novos, pendentes, julgados e baixados desde 2020, com informações de indicadores de desempenho e produtividade, tais como taxa de congestionamento, índice de atendimento à demanda e tempo de duração dos processos.
 
O evento reuniu membros da magistratura, do Ministério da Saúde e da Agência Nacional da Saúde (ANS), além de representantes de hospitais particulares de grande porte, médicos e cientistas. O desafio proposto aos participantes foi a promoção de maior e melhor sinergia entre Judiciário, Executivo e Legislativo para o melhor tratamento das demandas judiciais na área da saúde pública e suplementar, com o aperfeiçoamento de procedimentos judiciais e soluções adequadas de conflito.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Fotografia colorida onde aparecem três pessoas. À esquerda, um homem de veste terno e gravata escuros. Ao lado dele, uma mulher com vestido longo preto e branco. Ela usa cabelos longos e óculos de grau. À direita, outro homem vestido de terno escuro e gravata vinho. Ao fundo, um banner colorido azul com o texto 5ª Jornada de Direito da Saúde.
 
Lígia Saito (com informações do CNJ)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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MP MT

 MP recomenda investigação no DAE após vídeo envolvendo presidente 

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações.
A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades.
De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso.
O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos.
Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou.
Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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