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MATO GROSSO

“Empresa que trabalha de forma errada vai estar fora do mercado com novo sistema”, avalia presidente do Cipem

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MATO GROSSO

O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Rafael Masson, avalia que o novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0) do Governo de Mato Grosso é um avanço para a rastreabilidade da madeira e, consequentemente, para o setor madeireiro e consumidores de produtos florestais.

O sistema foi disponibilizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no último dia 16 de fevereiro, e  implementa de forma efetiva o rastreamento do produto florestal desde a extração da madeira, até a destinação final.

“Automaticamente a empresa que trabalha de forma errada vai estar fora do mercado. Vai ter uma fiscalização maior que vai beneficiar muito o cidadão. Essa empresa que trabalha de forma errada prejudica as que estão trabalhando corretamente, porque além de fazer mal ao meio ambiente, também prejudica a parte tributária do Estado”, destaca.

A segurança do novo sistema vai impedir o que ele chama de “contaminação” da madeira, que seria a inserção de madeira não legal junto a outras toras legais. Isso será possível pela rastreabilidade desde a floresta, na indústria, até chegar ao consumidor final.

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“Hoje pra gente fazer uma venda é exigido o rastreamento, a cadeia de custódia, principalmente para exportação. O cliente quer saber se a gente não está fazendo nada contra a nossa legislação ambiental. Isso dá uma segurança para o comprador, mas também para o industrial e para o órgão ambiental dentro do estado”, relata.

Com o novo sistema, Mato Grosso fica equiparado às exigências nacionais e internacionais de rastreabilidade, mas conforme o presidente, se destaca nos procedimentos de licenciamento da exploração da madeira.

“Nós temos um grande diferencial que é o licenciamento que a Sema faz, pois a gente consegue uma transparência muito maior, uma segurança para os nossos consumidores. A Sema sempre faz um trabalho à frente dos outros órgãos ambientais buscando a melhor  tecnologia”.

Ele avalia ainda que o produto florestal, com a chancela do Estado de que é de origem legal, vai ser mais valorizado no mercado, e trará um incremento ao faturamento do setor. Atualmente há mais de seis mil empreendimentos que são a base da economia de 44 municípios de Mato Grosso.   

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O governo incentiva a prática do manejo florestal sustentável, com a meta de alcançar seis milhões de hectares até 2030. Esta modalidade preserva a floresta nativa em pé, e gera renda retirando alguns exemplares para comercialização, com a devida autorização.  

Novo Sisflora 2.0

O sistema está em fase final de implementação. Todos os empreendimentos, pessoas físicas e jurídicas do setor florestal de Mato Grosso devem fazer o recadastramento extraordinário no novo Sisflora 2.0 até o dia 12 de março, para realizar a migração do saldo para o novo sistema. Para saber mais acesse www.sema.mt.gov.br.

Fonte: GOV MT

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MP MT

MPMT acompanha audiência pública sobre Plano de Saneamento de VG

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou, na noite de terça-feira (12), da audiência pública promovida pela Prefeitura de Várzea Grande para apresentar a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Realizada no Ginásio Poliesportivo Fiotão, a consulta reuniu representantes do poder público, da sociedade civil e da população para discutir as diretrizes que nortearão os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e manejo de resíduos sólidos nas próximas décadas.Representaram o MPMT as promotoras de Justiça Taiana Castrillon Dionello, da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, e Michelle de Miranda Rezende Villela, da 4ª Promotoria de Justiça Cível da comarca. A audiência faz parte do Programa Acelera VG Água, iniciativa da Prefeitura voltada à atualização do PMSB e à elaboração de estudos técnicos que subsidiarão a definição do modelo de prestação dos serviços públicos de água e esgoto no município.Durante o evento, foram apresentados os resultados dos estudos elaborados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelo diagnóstico e pela formulação de propostas técnicas que servirão de base para o planejamento do saneamento municipal. A revisão do plano busca adequá-lo às exigências do Novo Marco Legal do Saneamento, além de ampliar seu horizonte de planejamento até 2060.A promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello destacou a importância da consulta. “A audiência pública é um instrumento muito importante para garantir a participação popular e a transparência das ações da administração pública, especialmente em um tema tão relevante quanto o saneamento básico. Houve a apresentação do diagnóstico da realidade de Várzea Grande, a oitiva da população e a prestação de informações de forma transparente. Isso é fundamental para o exercício de uma cidadania ativa”, afirmou.Segundo a promotora, o envolvimento da sociedade é essencial para a construção de políticas públicas mais eficazes. “É muito importante que a população participe desse processo de atualização do plano, contribuindo com sugestões e acompanhando as discussões. O saneamento básico está diretamente ligado à qualidade de vida da população e à solução de desafios históricos enfrentados pelo município”, acrescentou.A promotora de Justiça Michelle de Miranda Rezende Villela destacou a importância da atualização do PMSB para o fortalecimento da política pública de saneamento em Várzea Grande. “Com a realização desta audiência pública, busca-se aprovar um novo Plano Municipal de Saneamento Básico, elaborado a partir de estudos técnicos de diagnóstico e prognóstico, adequando as diretrizes necessárias ao município. O trabalho contempla os quatro eixos do saneamento básico: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais, além da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos”, explicou.Michelle Villela também enfatizou o papel institucional do Ministério Público no acompanhamento do processo. “O Ministério Público atua para analisar o que está sendo apresentado pelo poder público, observando a publicidade, a transparência e a participação da população. Como fiscal da ordem jurídica, acompanha todos os atos previstos na legislação para a aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico”, afirmou.A atualização do PMSB constitui uma etapa obrigatória para o planejamento dos serviços de saneamento e servirá de base para futuras decisões relacionadas à gestão dos sistemas de água e esgoto em Várzea Grande. Após a consolidação das contribuições apresentadas durante a audiência e no período de consulta pública, o documento será encaminhado à Câmara Municipal para análise e deliberação.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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