MARCELO NEVES
O Garoto Dinamite
MARCELO NEVES
Carlos Roberto de Oliveira, ou simplesmente Roberto Dinamite. O maior ídolo, o maior jogador da história do Vasco da Gama se foi neste último domingo (08) deixando um legado de ser o maior artilheiro da história do Vasco (708), jogador com mais gols na história do Campeonato Brasileiro (190), maior artilheiro de São Januário (184) e maior artilheiro da história do Campeonato Carioca (284).
Não são apenas os gols as grandes marcas de Dinamite, os braços abertos voltados aos céus eram marcas registradas daquele garoto cabeludo que explodiu pela primeira vez em 1971 contra o Internacional. Ter o Roberto do outro lado era algo assustador, e falo isso com propriedade por ser flamenguista. O duelo entre Zico e Dinamite era algo que fazia o Maracanã pulsar forte no clássico dos milhões.
Roberto fazia gol com o pé esquerdo, fazia gol com o pé direito, fazia gol de cabeça, fazia gol de falta, fazia gol de pênalti, fazia gol driblando, dando lençol, com apenas um toque, ou seja, era um centroavante completo, talvez o mais completo que eu tenha visto jogar.
Vestiu a camisa do Gigante da Colina por mais de mil vezes, um dos poucos a fazer isso pelo mesmo clube. Pelo clube de seu coração ele foi campeão carioca, brasileiro e tantos outros títulos. Jogou duas Copas do Mundo também e marcou 26 gols com a amarelinha.
Ver Dinamite em campo era algo de se admirar, aquele cara alto, magrelo e que demonstrava força, habilidade e uma técnica que poucos apresentam nos dias atuais. Roberto foi aquele jogador que eu sempre imaginava como seria ver vestindo a camisa do meu time. Aquele ídolo do rival que não era apenas do rival, mas de todos os seus adversários, e isso torna o Roberto gigante. Gigante ao fato de fazer o maior rival em campo sair do Japão para vestir a sua camisa em seu jogo de despedida. E eu pude ver os dois atuando com a camisa vascaína.
Perder o Roberto é perder a magia do Clássico dos Milhões, é perder aquele jogador que você torcia para que não chegasse perto de seu gol, é perder o grande adversário que não terá mais e que você respeitava e onde ele, acima de tudo, também respeitava os torcedores rivais.
Um dia ele foi se aventurar em Barcelona, quis o destino que não desse certo e e seu retorno ao Brasil o destino seria justamente o Flamengo, ainda bem que os deuses do futebol não permitiram que isso viesse a acontecer, pois o Vasco precisava do Zico, assim como o Flamengo precisava do Roberto Dinamite. O antagonismo era muito maior do que uma possível parceria no Flamengo.
Obrigado Roberto Dinamite! Casaca, Casaca, a turma é boa, é mesmo da fuzarca, Roberto! Roberto!
Uma homenagem do Maracanã a um de seus maiores artilheiros, Roberto Dinamite. Obrigado por tudo, Bob! Foi uma honra dividir tantos grandes momentos com você! #DinamiteEterno pic.twitter.com/0XANOBzGXa
— Maracanã (@maracana) January 9, 2023
MARCELO NEVES
Uma Copa do Mundo de contradições
A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.
Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.
Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.
Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.
Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.
É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.
Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.
Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.
Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?
A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.
Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.
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