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MARCELO NEVES

O Fim de uma Era!

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MARCELO NEVES

Roger Federer anunciou sua aposentadoria. Créditos: Getty Images

Em vários esportes tem sempre aquele do qual admiramos e mesmo sendo de um time ou nacionalidade que não torcemos, passamos a acompanhar e a torcer por ele. Tivemos no atletismo o jamaicano Usain Bolt, na natação o americano Michael Phelps, nomes do basquete como Oscar, Jordan, Magic, Kobe e outros que nos encantaram.

No futebol nomes como Pelé, Zico, Maradona, Romário, Crujff e Zidane fizeram com que lamentássemos suas aposentadorias. No automobilismo Senna, Schumacher, Prost, Fangio. Nomes que continuam figurando nossos imaginários e entram naquele seleto grupo de lendas.

Hoje é mais um desses dias, um dia que vamos nos despedir de uma lenda chamada Roger Federer. O suíço de 41 anos anunciou a sua retirada das quadras e o último torneio a ser disputado será a Laver Cup, torneio que é uma espécie de duelo entre europeus e o resto do mundo, na semana que vem, em Londres, entre os dias 23 e 25 de setembro.

Nomes como Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray, adversários ao longo de sua brilhante e vitoriosa carreira, estarão no torneio. E os quatro estarão ao mesmo lado enfrentando tenistas do restante do planeta.

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Federer poderia ser muito bem chamado de o Pelé do tênis, jogadas geniais, lances de fazer qualquer um parar no tempo, vitórias épicas e duelos de tirar o fôlego de qualquer expectador, que mesmo não sendo um amante do esporte, tenha se rendido à genialidade de Roger Federer.

Sua última aparição nas quadras foi no torneio de Wimbledon no ano passado, aliás, este é o torneio do qual Federer mais levantou troféus, e é o maior vencedor de todos os tempos.

“Como muitos sabem, nos últimos três anos eu enfrentei muitas lesões e cirurgias. Trabalhei duro para voltar em um nível totalmente competitivo. Mas eu conheço meu corpo e seus limites, e os sinais que ele vem me dando são claros. Estou com 41 anos, joguei mais de 1.500 partidas em 24 anos. O tênis foi mais generoso comigo e tenho que reconhecer que é a hora de encerrar minha carreira competitiva.”. Disse em sua carta de despedida.

Federer deixa o mundo do tênis com 20 títulos de Grand Slam, sendo 31 finais, e diversos outros torneios da ATP, o segundo da história a ficar mais tempo no topo do ranking mundial, sendo 310 semanas entre 2004 e 2008, 102 títulos, 1200 vitórias e o atleta mais premiado na história do Prêmio Laureus do Esporte Mundial.

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Obrigado por tudo Roger Federer

 

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MARCELO NEVES

Uma Copa do Mundo de contradições

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A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.

Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.

Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.

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Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.

Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.

É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.

Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.

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Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.

Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?

A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.

Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.

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