MARCELO NEVES
Até quando?
MARCELO NEVES
O final de semana da rodada do Campeonato Brasileiro foi muito movimentada, erros de arbitragem de lado a lado, um Botafogo disparando na liderança, mas nada disso será assunto hoje. Infelizmente mais uma vida é perdida nos estádios de futebol do país.
Mais uma vez em uma praça esportiva de São Paulo foi palco para a morte de uma torcedora com a conivência e total despreparo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sim, eles são os maiores responsáveis por todas as brigas, confusões e mortes que acontecem naquele estado.
Quantas torcidas organizadas existem apenas na cidade de São Paulo? Quantos monitoramentos existem em dias de jogos na cidade de São Paulo? Qual o efetivo de policiais são destacados para dias de jogos? Qual o preparo tem cada policial militar de São Paulo para trabalhar em dia de jogos?
No caso da morte da torcedora do Palmeiras e membro de uma torcida organizada, uma viatura e 4 policiais eram os responsáveis por fazer a segurança de uma portão dividindo a área da torcida visitante. E aí surgem duas perguntas: por que segurar a entrada da torcida visitante até o início da partida? Por que não aumentar a área de isolamento de torcida local e torcida visitante?
A torcida local foi até onde estariam a torcida do Flamengo para um confronto, e foi o que aconteceu. Abriram o portão, tentaram invadir a zona da torcida visitante e infelizmente estilhaços de uma garrafa acertaram de forma fatal a Gabriela. Muitos podem se perguntar o que estaria ela fazendo naquele local, mas não vou entrar nesse debate.
O que precisa ser debatido é a falta de preparo da Polícia Militar que não sabe como agir em grandes eventos. Quantas vezes vemos torcida organizada em São Paulo invadir CT de clubes para cobrar jogador e a polícia nada faz? Quantos torcedores foram presos na depredação da Vila Belmiro coma permissão dos policiais que ali estavam?
Em clássicos paulistas o Ministério Público, a Secretaria de Segurança Pública e os clubes implantaram a torcida única, a maior aberração que possa existir. É a mesma coisa que o cidadão chegar em casa, ver sua mulher com outro no sofá e vender o sofá, o problema continua.
Agora querem que em clássicos nacionais também seja implantada a torcida única. Isso não vai resolver nada, como não resolveu até hoje. O que eles querem é ter menos trabalho, tirar o direito do torcedor comum poder visitar o estádio do seu time rival. Quantos corintianos conhecem o Allianz Parque? Quantos palmeirenses conhecem a Neo Química Arena? Quantos não gostariam de conhecer? O Estado tem por obrigação garantir a minha segurança de andar com a camisa do meu time, de poder ir à uma partida de futebol e voltar para casa em segurança.
Que a polícia monitore membros de torcida organizada, que tenha em mãos o nome de todos os filiados destas torcidas, que se tenha o número exato de ingressos que estas torcidas tem em mãos antes das partidas e quantos deles estarão nos estádios. Que seja feita o reconhecimento facial de todos os membros de torcida organizada e que em caso de confusão, as câmeras de segurança pública possam identificar cada um deles, inclusive dentro dos estádios.
Não é difícil e nem muito caro fazer isso, basta ter um pouco de disposição, inteligência e competência para evitar todo o tipo de briga, confusão ou morte em praças esportivas. Não queira apenas vender o sofá.
MARCELO NEVES
Uma Copa do Mundo de contradições
A Copa do Mundo de Clubes entra na última rodada da fase de grupos, e assim como na Copa do Mundo de seleções, surpresas e favoritos mostram sua cara em vários jogos, assim como algumas zebras. E isso tem sido evidente até aqui. Exemplos como empate de um Al-Hilal contra o Real Madrid, vitória do Inter Miami diante do Porto e atuações de equipes periféricas que chamam a atenção.
Com as vitórias de Botafogo diante do PSG, a vitória do Flamengo diante do Chelsea e os empates de Fluminense e Palmeiras frente à Borussia Dortmund e Porto respectivamente, aqueles vira-latas da imprensa brasileira sempre puxam as famosas cartas do “europeu joga sem interesse”, “eles não ligam para o torneio”, “é uma pré-temporada de luxo”, e coisas assim.
Agora esse mesmo vira-latismo (termo muito utilizado por Nélson Rodrigues) começou a usar a desculpa do cansaço e do calor enfrentado pelos times europeus. Mas será mesmo que esses aspectos afetam apenas os times europeus? Em um balanço feito pelo site Sofascore em partidas realizadas nos últimos 12 meses, nenhum time europeu jogou mais de 60 jogos no período, vejam na imagem abaixo:

Ou seja, antes da Copa do Mundo iniciar, o Flamengo foi quem mais atuou no período com 77 jogos disputados, enquanto o time europeu com mais jogos disputados foi o Real Madrid com 62 jogos. Mas aí você pode dizer que os times brasileiros tiveram férias no período enquanto os europeus continuaram atuando.
Então vamos fazer um balanço de fevereiro até o início da Copa do Mundo (entre 1º/02 até 31/05), lembrando que em janeiro as equipes brasileiras já estavam jogando os estaduais em pleno verão. Neste período entre fevereiro e maio quem mais jogou foram Fluminense e Palmeiras, 30 jogos cada um. A equipe europeia que mais atuou no período foi o PSG com 28 jogos.
Ainda em comparação, o Flamengo também fez 28 jogos enquanto o Chelsea entrou em campo 23 vezes. O Botafogo entrou em campo 26 vezes, o Real Madrid jogou 27 jogos, assim como a Inter de Milão. Já o Bayern entrou em campo 21 vezes e o Porto apenas 17 jogos.
É óbvio que são momentos distintos, enquanto as partidas dos europeus é na fase final da temporada, os times brasileiros estão na fase inicial. E ainda assim, o número de lesões musculares nos times brasileiros foi superior ao dos times europeus no mesmo período.
Quando a disputa é do Mundial de Clubes, realizado em dezembro, os europeus estão no meio da temporada, enquanto os brasileiros estão realizando mais de 70 partidas, e não vemos as desculpas de cansaço por aqui. O Botafogo no ano passado, venceu a Libertadores, três dias depois entrava em campo contra o Palmeiras pelo título brasileiro e no dia seguinte viajou para encarar o Pachuca do México dois dias depois e foi derrotado. Mas a nossa imprensa vira-lata preferiu diminuir o futebol brasileiro o relegando como uma força periférica e enfraquecida diante de continentes como asiático, africano e da América do Norte.
Mas diante dos desempenhos das equipes europeias na Copa do Mundo de Clubes, onde os brasileiros estão fazendo frente e colocando dificuldades nos times de lá, os especialistas brasileiros preferem alegar cansaço, forte calor e desinteresse por parte dos jogadores europeus.
Vamos lembrar que a Copa do Mundo de seleções no ano que vem será disputada no mesmo período de agora e no mesmo país, ou seja, forte calor e final de temporada europeia, será que em caso de fracasso europeu, nossos vira-latas irão alegar as mesmas desculpas atuais?
A verdade é que o futebol brasileiro, especificamente de clubes, tem evoluído muito dentro de campo. Temos visto variações táticas, intensidade alta, aplicação tática dos jogadores, e em várias partidas do campeonato brasileiro o que se vê quando elogiam as partidas é: “parece um jogo da Premier League”.
Vejo nessa Copa do Mundo alguns times da elite mundial, e sim, eles são europeus. Bayer, Real Madrid, PSG, Manchester City, Juventus e Inter continuam sendo favoritos ao título, mas não irei me surpreender caso um time brasileiro vença a competição. A distância não é tão grande assim como querem fazer você pensar.
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