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Simonetti participa da posse do novo presidente do TST

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O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, participou na noite desta quinta-feira (13/10) da solenidade de posse da nova direção para o biênio 2022/2024 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foram empossados Lelio Bentes Corrêa, para a presidência do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Aloysio Corrêa da Veiga, como vice-presidente, e Dora Maria da Costa, no cargo de corregedora-geral da Justiça do Trabalho. Simonetti rendeu homenagens aos empossandos e destacou suas competências para o desafio de gerir o TST nos próximos anos.

“Bentes possui a grandeza necessária para a atribuição que assume hoje. Sua atuação no campo dos direitos humanos, do combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil é reconhecida nacional e internacionalmente. A sua capacidade de gestão e habilidade multidisciplinar estarão para sempre inscritas na memória institucional da Justiça do Trabalho. Congratulo, ainda, o competente ministro Aloysio Corrêa da Veiga que, a partir de hoje, ocupará a vaga de vice-presidente, e a estimada ministra Dora Maria, de corregedora-geral. Estou certo de que, juntos, os senhores conduzirão esta Corte com a maestria de suas experiências e com a eficiência jurídica tão peculiar à Justiça do Trabalho”, disse Simonetti em seu discurso durante a solenidade.

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Simonetti salientou também a disposição da Ordem em cooperar com os tribunais pelo constante aprimoramento das relações jurídicas. “A Justiça do Trabalho e a Ordem dos Advogados do Brasil são instituições que convergem em prol da cidadania, da democracia e do acesso à Justiça. Não por acaso, a Constituição Federal de 1988 explicita a indispensabilidade do advogado para administração da Justiça. Assim, estamos sempre à disposição, nos termos da lei, para assegurar os anseios da sociedade em suas demandas por justiça”, declarou o presidente da OAB.

Homenagem

Em seu discurso, Simonetti prestou homenagem ao ex-presidente Emmanoel Pereira “pelo valoroso legado construído” à frente do TST. “Vossa Excelência deixa a presidência deste Tribunal Superior do Trabalho com uma marca de grandeza – característica dos memoráveis – para ingressar na história”, resumiu ele. 

“Sua gestão foi guiada pelo espírito da serenidade e da sensibilidade. Prezando sempre pela inclusão e cidadania dos mais vulneráveis, demonstrou o compromisso com o efetivo acesso à Justiça. Aproveito para trazer um recado da advocacia brasileira: em breve, queremos nos aproximar de seu cantar por justiça novamente. A Ordem dos Advogados do Brasil é, sempre foi e sempre será a sua casa”, completou o presidente da Ordem.

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Entre outras autoridades, participaram da solenidade a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, o ministro João Otávio de Noronha, representando do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente do Superior Tribunal Militar, Lúcio Mário de Barros Góes, e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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