JURÍDICO
Simonetti exalta defesa da liberdade em evento alusivo aos 30 anos da Advocacia-Geral da União
JURÍDICO
O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, participou, nesta terça-feira (7/3), da abertura do evento que celebra os 30 anos da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília. Primeiro a falar na programação, ele destacou a evolução do órgão ao longo das últimas décadas e exaltou a atuação pautada pela busca da liberdade e pelo Estado Democrático de Direito.
“A Advocacia-Geral da União nasce na alvorada da redemocratização, como função essencial à Justiça, cujo objetivo principal é representar a União e garantir segurança jurídica na execução de políticas públicas fundamentais ao bom funcionamento da sociedade”, disse Simonetti. “As virtudes caracterizadoras da entidade são exercidas com vigor e combatividade, com a preservação dos direitos e garantias fundamentais do cidadão, bem como das prerrogativas do Estado brasileiro”, concluiu.
Simonetti citou a “indispensabilidade da AGU” ao lembrar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e “a habilidade e a presteza” com que respondeu, no campo jurídico, ao ataque aos prédios dos Três Poderes.
Com o mote “AGU – A serviço da democracia e das políticas públicas”, a celebração reúne autoridades ligadas ao serviço público e à Justiça para debaterem a evolução da advocacia pública federal no país e os desafios para a posteridade. Nessa linha, o advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu todos os integrantes e servidores que passaram pelo órgão e projetou a atuação para os próximos anos.
“A AGU que queremos deverá avançar sempre, de maneira a superar os desafios contemporâneos na realização de um projeto de desenvolvimento que não abra mão do ideário social previsto na Constituição de 1988. Algo que também dialogue com os poderes e com a sociedade civil. Na celebração dos seus 30 anos, a Casa também se abre para, com a participação de todos os poderes da República e da sociedade civil, refletir sobre os próximos 30 anos”, pontuou.
Messias ainda apresentou um levantamento das realizações da AGU em 2023, citando as ações pedindo reparação após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, e a criação de novos setores na estrutura do órgão, como a Procuradoria do Clima e do Meio Ambiente e a Assessoria Especial de Diversidade e Inclusão.
Advogado-Geral da União entre 2000 e 2002, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes lembrou que participou da elaboração de muitas práticas hoje amplamente utilizadas pela AGU. Citou também a criação dos juizados especiais federais no período e a ampliação da busca por conciliação. “Como isso é uma corrida de revezamento, temos que notar todo o trabalho que foi feito e também o que se seguiu. Deixo a todos um abraço, dizendo que vivi os melhores tempos da minha vida na AGU”, salientou Mendes.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do STF, Alexandre de Moraes, fez discurso firme em defesa das instituições. Recordou que, na era democrática, o Brasil passa por seu maior período de estabilidade, ao destacar que, neste ano, também são celebrados os 35 anos da Constituição Federal de 1988.
“Um país só evolui quando suas instituições são fortes. Um país só sobrevive a crises quando suas instituições são maiores que as pessoas que ocupam os cargos. Por melhores que sejam as pessoas, as instituições sempre devem ser maiores. E a Advocacia-Geral da União mostrou e vem mostrando nesses 30 anos que é maior do que o conjunto de todos os seus integrantes. É uma instituição absolutamente essencial ao Estado brasileiro”, disse Moraes.
Atualmente, a AGU conta com quase oito mil advogados e mais de quatro mil servidores e tem, como função principal, a responsabilidade de representar a União judicial e extrajudicialmente. A programação do evento alusivo aos 30 anos seguirá com painéis nesta terça (7/3) e quarta-feira (8/3).
Também participaram da cerimônia de abertura o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo; o ministro do Tribunal de Contas da União Benjamin Zymler; o subprocurador-geral da República, Luiz Augusto Santos Lima; e a secretária-geral de Contencioso da AGU, Isadora Cartaxo.
Fonte: OAB Nacional
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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