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Simonetti é agraciado com Medalha do Mérito Judiciário do Amazonas

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O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, foi agraciado com a “Medalha do Mérito Judiciário do Amazonas” durante sessão solene do Tribunal de Justiça do Amazonas, nesta quinta-feira (9/6). Ele recebeu a honraria na categoria “Grande Mérito”.

A sessão de outorga foi presidida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Domingos Chalub. Em seu discurso, Simonetti relembrou sua trajetória profissional na advocacia amazonense e os desafios comuns a todo o sistema de Justiça. “A minha alegria é, primeiro, por ter a honra de receber esta medalha Ordem do Mérito Judiciário, que consagra uma história e toda uma linhagem familiar dedicada à advocacia amazonense. Segundo, porque congrega diversas instituições pátrias centrais para a efetivação do acesso à Justiça no Brasil”, agradeceu.

Instituída pela Resolução n.º 49, de 21 de outubro de 1982, a Medalha da Ordem do Mérito Judiciário – que completa 40 anos de existência neste ano – é a mais elevada distinção do Tribunal de Justiça do Amazonas. A honraria tem a finalidade de reconhecer chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União e dos Estados; ministros; desembargadores; juízes; procuradores de Justiça; juristas eminentes; além de servidores e serventuários de Justiça que se destacaram no exercício de suas funções.

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A medalha é conferida em três categorias: “Grande Mérito”, “Mérito Especial” e “Mérito”, após proposição formalizada dos nomes e aprovação do Conselho da Ordem do Mérito Judiciário. “Esse momento festivo representa a proximidade entre instituições de todos os Poderes, entre órgãos da Segurança Pública, entre as repartições diplomáticas e cartorárias, cujo fio condutor que nos une é a cidadania”, ressaltou Simonetti.

Ao todo, 52 personalidades – juízes (as), procuradores (as) e promotores (as) de justiça, servidores (as), parlamentares, dentre outras autoridades –,  receberam a medalha como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Justiça Estadual. Entre os homenageados da edição 2021, estão o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil.

Com informações do TJ-AM

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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