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Sayury recebe visita de apoio de dirigentes da Associação Nacional dos Procuradores Municipais

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A presidente em exercício da OAB Nacional, Sayury Otoni, recebeu, na tarde desta segunda-feira (11/07), a visita da presidente em exercício da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM), Lilian Azevedo, e da presidente da Associação dos Procuradores do Município do Salvador (APMS), Maria Amélia Maciel Machado. Sayury saudou a presença das dirigentes na sede do Conselho Federal. Durante a visita, foram debatidas pautas de fomento e apoio às mulheres e possíveis parcerias para atuação nessas questões.

Sayury assinalou a importância da visita das procuradoras e destacou pontos de convergência entre as entidades. “A Ordem tem total identidade com as causas que elas representam, dentro dessa perspectiva da gestão OAB de portas abertas. Nossa intenção é firmar parcerias com as pessoas que representam os anseios das advogadas e advogados do país. Principalmente, na causa feminina. Pessoas que têm atuação, representatividade e liderança”, disse a presidente em exercício da OAB Nacional.

Lilian explicou que o presidente da ANPM, Gustavo Machado Tavares, transmitiu a função de presidente da entidade a ela até o dia 31. “O presidente se afastou como simbolismo para a questão que envolve a luta das mulheres e do Julho das Pretas”, disse ela. O Julho das Pretas é uma ação para fomentar reflexões e atitudes que contribuem para combater o racismo e a discriminação de gênero.

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“Recebi a notícia de que Sayury também estava exercendo a Presidência aqui do Conselho Federal e vim trazer um pouco das pautas da ANPM, principalmente com o recorte em relação às questões que envolvem as mulheres”, acrescentou a presidente da ANPM. Ela citou algumas iniciativas da entidade voltadas para pautas e demandas femininas, como o lançamento do Espaço ANPM Mulher e a promoção, por meio da Comissão Antirracismo, da edição 2022 do “Prêmio Esperança Garcia”. A iniciativa tem como objetivo divulgar projetos de sucesso na adoção de boas práticas relativas à promoção da igualdade racial nas instituições municipais que envolvam a participação das procuradorias.

“Temos uma gestão feminina na APMS, então a pauta das mulheres nos é muito cara”, salientou Maria Amélia. A presidente da APMS reforçou a motivação que a presidente em exercício da OAB representou. “Quando vimos a notícia sobre o exercício interino da presidência da OAB pela Sayury, achamos que era importante vir até aqui e manifestar nosso apoio e nos colocar à disposição. Acho que juntas somos sempre mais fortes”, declarou ela.

Lideranças femininas

A presidente em exercício da OAB aproveitou o encontro para convidar as dirigentes da ANPM para o I Colégio de Lideranças Femininas da OAB, que será realizado em formato híbrido, com a parte presencial promovida na sede do Conselho Federal, nesta terça-feira (12/07), a partir das 9h30. A programação terá o painel “Palavra das Presidentes”, com as presenças das presidentes seccionais Daniela Borges (BA), Gisela Alves Cardoso (MT), Marilena Indira Winter (PR) – virtual -, Cláudia Prudêncio (SC), Daniela Freitas (PI) – em exercício -, e Vera Lúcia Paixão (RO) – em exercício e que participará de maneira virtual.

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Haverá ainda o painel “Palavra das Vice-Presidentes”, com a participação das vice-presidentes seccionais Socorro Rodrigues (AC), Natália França (AL), Patrícia de Almeida Barbosa (AP), Aldenize Aufiero (AM), Christianne Gurgel (BA), Christiane Leitão (CE), Lenda Tariana (DF), Anabela Galvão (ES), Tatiana Costa (MA), Camila Batoni (MS) – virtual -, Ângela Botelho (MG), Luciana Neves (PA), Rafaella Brandão (PB) – virtual -, Ingrid Zanella (PE), Ana Tereza Basílio (RJ), Maria Lidiana Dias de Sousa (RN), Neusa Bastos (RS) – virtual -, Caroline Cattaneo (RR) – virtual -, Letícia Mothe Barreto (SE), e Priscila Madruga (TO) – virtual.

O colégio terá ainda fala de Marina Gadelha, representando as conselheiras federais da OAB; da procuradora-geral de Registro (SP), Gabriela Samadello; que foi vítima de espancamento por um colega procurador na sede da prefeitura; e da gestora de negócios do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES) Giselle Madeira Bittencourt.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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