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Rádio e TV Justiça promovem audiência pública a fim de definir modelo sustentável para as emissoras do Poder Judiciário

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Estão abertas a partir de hoje (23) as inscrições para participação na audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de colher informações da sociedade civil sobre novas soluções e modelos de negócio da TV e da Rádio Justiça. Os procedimentos para participação estão descritos no Edital 1/2022/SCO, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

A ideia é definir, em 2022, uma solução que permita, a médio e longo prazo, a continuidade sustentável das emissoras e também os avanços e atualizações necessários. Atualmente, a TV e Rádio Justiça integram a estrutura administrativo-financeira do Supremo e, por isso, sujeitam-se a todas as exigências e limitações atinentes à Corte nessas áreas.

Consulta à sociedade

Estudos realizados desde 2021, por uma comissão interdisciplinar instituída no âmbito do STF, indicaram a necessidade de consultar a sociedade, por meio da realização de audiência pública, para que opine sobre a construção de um novo modelo de negócio para as emissoras do Poder Judiciário. Na avaliação dessa comissão, críticas, sugestões e questionamentos apresentados na audiência, seja por cidadãos ou empresas, contribuirão de forma relevante para o futuro sustentável das emissoras do Poder Judiciário e subsidiarão trabalhos técnicos já em andamento.

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Modelo sustentável das emissoras

De acordo com a comissão interdisciplinar, o futuro aponta para a necessidade de uma estrutura menos burocrática, com condições de buscar fontes de financiamento para o desenvolvimento dos atuais e potenciais produtos e serviços da TV e Rádio Justiça. As mudanças são necessárias para oferecer a sustentabilidade econômica e manutenção da credibilidade conquistada pelas emissoras ao longo das últimas duas décadas, com atenção para premissas de governança, transparência, accountability e, em especial, com o intuito de fortalecer a disseminação de comunicação isenta e de qualidade para a sociedade.

Inscrições

A audiência será realizada no dia 9/6, das 11h às 18h, na sala de sessões da Primeira Turma do STF. As contribuições podem ser apresentadas por escrito ou mediante exposição oral. Para a apresentação de manifestação na audiência, de forma presencial ou remota, a inscrição deve ser feita até o dia 7/6. Já para as contribuições por escrito sobre o tema, o prazo de inscrição e envio vai até o dia 17/6.

Os interessados em participar devem enviar email para [email protected], com o assunto “INSCRIÇÃO”, e informar os dados solicitados no edital. As contribuições por escrito devem ser enviadas, preferencialmente, no formato PDF e anexas à mensagem com as informações de inscrição. Eventuais dúvidas sobre o edital e seus anexos poderão ser encaminhadas ao mesmo email, contendo no assunto “PEDIDO DE ESCLARECIMENTO”.

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EC/EH

01/09/2021 – STF e BNDES firmam parceria para planejar autonomia orçamentária da TV e Rádio Justiça

Fonte: STF

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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