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OAB Nacional participa de homenagem a ministro Jorge Mussi, do STJ

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A diretoria da OAB Nacional participou da sessão em homenagem ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Jorge Mussi, realizada nesta segunda-feira (19/12). O magistrado, que ocupa vaga destinada à advocacia na Corte desde 2007, participou de sua última sessão no colegiado, após anunciar, recentemente, que iria antecipar sua aposentadoria.

Em sua manifestação, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, destacou momentos da atuação do ministro em prol da advocacia. Lembrou do julgamento recente em que Mussi determinou aos tribunais regionais federais a suspensão dos pagamentos de precatórios da Justiça Federal relativos ao exercício de 2022, o que possibilitou, posteriormente, a uniformização do tratamento da verba honorária destacada nos precatórios federais.

“Diante disso, só me resta referendar os três pilares de sua trajetória, que são a responsabilidade ética, a sofisticação jurídica e o compromisso com a Justiça. Tais singularidades são, permanentemente, educativas para o direito brasileiro”, pontuou Simonetti. “Para finalizar, venho aqui, em nome de 1,3 milhão de advogados e advogadas, prestar o devido reconhecimento a uma vida inteira dedicada à preservação do estado democrático de direito”, concluiu.

Representando a advocacia catarinense, em que Mussi teve destacada atuação antes de entrar para a magistratura, o vice-presidente da OAB Nacional, Rafael Horn, registrou na sessão a alegria em tê-lo novamente atuando na advocacia. Ao mencionar que o trabalho de Mussi orgulha os brasileiros, em especial, os catarinenses, lembrou de posicionamentos importantes do magistrado em defesa da democracia e do acesso à Justiça.

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“Destacou-se por ações de vanguarda que fortaleceram o Poder Judiciário brasileiro, com a consciência de que a modernidade caminha junto com a humanização do Sistema de Justiça. E vossa excelência, mesmo em tempos digitais, em que o uso da tecnologia se demonstrou essencial, sempre defendeu a imprescindibilidade da presença física da magistratura nas unidades jurisdicionais, sabedor de que um Poder Judiciário fortalecido se faz com rosto, alma e sensível aos dramas dos jurisdicionados”, salientou Horn, que falou em nome dos cerca de 50 mil advogados catarinenses.

Emocionado, Mussi dedicou parte de sua manifestação para exaltar sua terra natal, Florianópolis, e, com bom humor, projetar um futuro mais tranquilo, retomando práticas como a pescaria com amigos e o jogo de dominó com colegas da Corte. Em seguida, separou seu discurso em blocos, agradecendo os demais ministros do STJ, a família, autoridades, e ainda fez especial menção à OAB.

“Quero me dirigir à nobre classe dos advogados nas pessoas de Beto Simonetti e Rafael Horn. Esta instituição vigilante e vanguardeira do estado democrático de direito. Esta instituição onde começou a minha viagem. Agora, dois ou três meses atrás, na presença de Beto Simonetti, a OAB-SC me prestou uma homenagem, e lá se encontrava a minha filha, acadêmica de direito. Eu disse a ela: ‘Roberta, quando entrares nesta casa para receber tua cédula de identidade, faça desta casa a extensão da nossa, porque foi aqui que o teu pai aprendeu a amar a liberdade e a advocacia’”, disse.

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Em nome do STJ, o ministro Luis Felipe Salomão registrou que “o ministro Jorge Mussi atuou com plenitude, reparou iniquidades, assegurou direitos fundamentais do cidadão, contribuindo para uma sociedade melhor”. A presidente da Corte, ministra Maria Tereza de Assis Moura, destacou que “apesar da tristeza de perder o agradável convívio, é momento de parabenizar a firmeza de seus passos dados, sempre nutridos pelo compromisso com que exerceu a profissão que a vida lhe predestinou”.

Jorge Mussi tem 70 anos e atuou como diretor tesoureiro e conselheiro estadual da OAB-SC. Na magistratura, chegou ao cargo de vice-presidente do STJ e corregedor-geral do Conselho da Justiça Federal.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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