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Ministro Alexandre de Moraes reafirma segurança e liberdade nas eleições de domingo

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“Todos os eleitores e todas as eleitoras podem ter certeza de que poderão se dirigir às sessões eleitorais tranquilamente e expor sua posição ideológica votando nos candidatos que escolherem”. A afirmação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes ao final da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (29). Segundo o ministro, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores terão “total segurança e liberdade” para participar das eleições gerais que serão realizadas no próximo domingo (2).

O ministro ressaltou a importância de evitar, a três dias das eleições, o discurso de ódio e de violência, que, segundo ele, é feito apenas por alguns radicais. “A imensa maioria do povo brasileiro quer tranquilidade e segurança”, disse.

Celulares

Segundo o ministro, para evitar risco de violência e desrespeito ao sigilo do voto, o TSE, além de todas as medidas de segurança normais em uma eleição, tomou outras providências importantes, como a proibição de celulares no momento do voto, para evitar que o eleitor seja coagido a filmar seu voto.

Armas

Para garantir a segurança dos eleitores, dos servidores e de mais de 1,8 milhão de mesários, o TSE também proibiu o porte de armas num raio de 100 metros das seções eleitorais, exceto para as forças de segurança. “Dia de votação não é dia de andar armado. A arma do eleitor é o voto, e é com essa arma que ele pode melhorar sua vida e os destinos do país”, frisou.

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Outra providência foi a suspensão das licenças de transporte e posse de armas de caçadores, colecionadores e atiradores no sábado (1), no domingo (2) e na segunda-feira (3). Com isso, se alguém nessa situação for encontrado transportando arma será preso em flagrante por porte ilegal e por crime eleitoral.

Camisas

Ele também desmentiu as notícias falsas (fake news) de que a Justiça Eleitoral teria proibido que os eleitores fossem votar com camisas de determinadas cores, como a da seleção brasileira de futebol. O ministro ressaltou a importância de que, independentemente da cor da camisa, os eleitores compareçam no domingo para exercer o direito de voto e manter uma tradição democrática construída desde a Constituição de 1988.

“Dia de eleição é dia de festa, é a grande festa da democracia”, afirmou. “Não é dia de ódio, não é dia de violência, não é dia de agressão, não é dia de xingamento, é dia de festa. Cada um vai com a camisa do time que quiser, trajado como quiser. O que importa é que os brasileiros e as brasileiras depositem seus votos na urna eletrônica com a certeza de que, poucas horas depois, o TSE estará proclamando os resultados”.

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Democracia

Segundo o presidente do TSE, o caminho da democracia no Brasil foi alcançado pela luta de gerações passadas, está sendo fortalecido pelas atuais e será aperfeiçoado pelas gerações futuras. “A democracia não é um caminho fácil, não é um caminho exato, não é um caminho previsível, mas é o único caminho”, afirmou.

Transparência

O ministro destacou que o Brasil é uma das quatro maiores democracias do mundo, mas a única que proclama o resultado das eleições gerais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência, transparência e que esse fato é motivo de orgulho nacional e elogios internacionais.

PGR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que o Ministério Público Eleitoral trabalha em conjunto com a Justiça Eleitoral para assegurar a lisura das eleições e que o resultado, qualquer que seja, deverá ser respeitado pelas instituições públicas e privadas, pelos poderes e pelo povo brasileiro.

PR//CF

Fonte: STF

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ARTIGOS

Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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