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Lideranças nacionais participam de dia dedicado às prerrogativas na OAB-RJ

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A defesa das prerrogativas foi tema de duas atividades que movimentaram a sede da OABRJ na última sexta-feira (10/6). A primeira foi o evento “Mais Prerrogativas pelo Brasil”, que trouxe à Seccional as maiores lideranças nacionais da pauta dentro do sistema OAB: o presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Ricardo Breier, e o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da Advocacia, Alex Sarkis. A segunda, o Colégio de Presidentes de Prerrogativas, encontro que reuniu representantes desta comissão de todas as subseções do estado.

Conduzido pelo presidente da Comissão de Prerrogativas da OABRJ, Marcello Oliveira, o evento da manhã teve a participação de diversos presidentes de subseção e dos responsáveis pelas respectivas comissões voltadas para a garantia dos direitos profissionais da classe. A ideia, explicou Breier, foi apresentar o trabalho neste sentido da gestão Beto Simonetti, empossada há poucos meses, e integrar a atuação da entidade.

“A comissão nacional de prerrogativas vem visitando as 27 seccionais para entender como a defesa das prerrogativas é estruturada, para que possamos criar um sistema nacional unificado de prerrogativas, que absorva as melhores práticas de cada localidade para que as seccionais mais carentes se beneficiem desse ‘know-how’. Prerrogativas são o lema da gestão Beto Simonetti à frente do Conselho Federal”, disse Breier.

Dentro da ideia de intercâmbio constante entre as unidades da Ordem, Breier contou que um dos grandes projetos do grupo que lidera neste triênio é a criação de um cadastro nacional de violadores de prerrogativas, que listará nomes que ficariam impedidos de pedir inscrição na OAB. O ex-presidente da OABRS e conselheiro federal contou sobre a elaboração do mote que norteará seus trabalhos: “Argumentar não é desacatar”. O sentido é esvaziar a justificativa muitas vezes usada por agentes públicos para imputar a advogadas e advogados a acusação de desacato a autoridade. Como inspiração ao projeto está um caso grave de um advogado que foi vítima de prisão abusiva e teve sua carteira da OAB quebrada por um agente público que não aceitou o documento como identificação.

Marcello expôs o método de trabalho da comissão da Seccional, cuja atuação é fatiada em coordenadorias especializadas: Mulher Advogada; Pessoas com Deficiência; Prerrogativas junto às Delegacias de Polícia Estaduais; junto à Polícia Militar; ao Ministério Público Estadual; à Justiça do Trabalho; às entidades de trânsito; à Justiça Desportiva; à Justiça Militar;  às Secretarias de Fazenda e Conselhos de Contribuintes; ao Corpo de Bombeiros; aos Juizados Especiais Cíveis; ao Ministério Público Federal; Prerrogativas para Varas de Família do TJRJ e Conselhos Tutelares; para Assuntos Criminais da Justiça Estadual; para Assuntos Previdenciários; para a Polícia Federal; Prerrogativas nas Unidades Prisionais; Acompanhamento Legislativo; Prerrogativas de Processo Eletrônico e Inteligência Artificial; e para Agilização Processual.

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“A criação dos subgrupos confere mais qualidade e quantidade de delegados dedicados à causa. O eixo central é uma procuradoria de prerrogativas forte e valorizada, disponível 24 horas por dia para socorrer a classe”, disse Marcello.

O presidente do grupo da Seccional contou da criação da Escola de Prerrogativas, mirando a excelência na formação desses defensores e a formação de agentes públicos com a finalidade de cortar o mal do abuso de autoridade pela raiz. A experiência piloto foi uma parceria com a Guarda Municipal da capital. Breier manifestou o desejo de reproduzir o exemplo para o restante do sistema OAB.

Sarkis reiterou a urgência de se unificar os protocolos de reação a violações de prerrogativas país afora e da dedicação que movem os advogados que se engajam na Ordem. 

“Não dá para viver da forma romântica como vivíamos anos atrás. Novas variantes de violações de prerrogativas surgem a cada momento, e precisamos aprimorar nossas vacinas. Isso impõe a necessidade de especialização. A Seccional do Rio de Janeiro está muito bem servida no campo das prerrogativas, com procuradores especializados e valorizados, como deve ser”, elogiou o conselheiro federal por Rondônia.

Atualização do Estatuto é mais um escudo para classe

Pontos recorrentes nas falas foram a importância de os colegas se informarem sobre seus direitos profissionais e saberem como acionar o plantão de prerrogativas das unidades da Ordem; a bem-vinda atualização do Estatuto da Advocacia proporcionada pelo sancionamento da Lei 14.365/2022 e a vedação recente do STJ à fixação de honorários por equidade.

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Presidente da Caarj, Marisa Gaudio narrou a luta da OABRJ para coibir a prática de uma juíza de vara única em Iguaba Grande de medir a saia das mulheres à porta do fórum, um caso que ganhou repercussão nacional. À época, Marisa era diretora de Mulheres da Seccional. 

À mesa estiveram ainda o presidente do IAB, Sydney Sanches, a ex-presidente do IAB, Rita Cortez, a secretaria-adjunta da OABRJ, Monica Alexandre Santos, a 1ª vice-presidente da Comissão de Prerrogativas, Leila Pose, o 2º vice-presidente, Leonardo da Luz, a procuradora-geral da comissão, Sheila Mafra, a presidente da Associação Fluminense dos Advogados Trabalhistas (Afat), Cristina Targino; o diretor de Comunicação da Seccional, Marcus Vinicius Cordeiro; o diretor de Valorização da Advocacia da OABRJ, Paulo Grossi; a secretária-adjunta da Comissão de Prerrogativas, Andreia Tinoco; o secretário-geral da comissão, Waltenir Costa; o diretor-geral da Escola de Prerrogativas, Wanderley Rebello; e o coordenador academico, Paulo Machado. 

O presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – Rio de Janeiro, Thiago Minagé, o advogado inscrito na OAB/Paraná Claudio Caledônio, que teve a palavra cassada por uma magistrada e ouviu dela uma ordem para deixar a sala de audiência; e o presidente da OAB/Piraí, Luiz Augusto da Costa, também tiveram fala.  

Costa contou do caso que vem escandalizando a advocacia fluminense: o da advogada que sofre um processo penal movido por uma magistrada da Vara Única de Piraí, que busca suspender-lhe o direito de advogar. A juíza remeteu a Costa a ordem para o impedimento, que só pode se dar após processo no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. Diante da manifestação de impossibilidade do presidente da subseção, a juíza abriu inquérito contra ele por crime de desobediência e instituiu multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento. 

Marcello afirmou que a Procuradoria-geral da OABRJ impetrou mandato de segurança e acompanha o habeas corpus da colega. A atuação já rendeu uma declaração de suspeição desta juíza.

Os presentes fizeram um minuto de silêncio pelo assassinato do procurador da Comissão de Prerrogativas da OABRJ Carlos Daniel Dias.

Com informações da OAB-RJ

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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