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Leonardo Campos representa CFOAB na abertura da 50ª Edição do Fonaje

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O diretor-tesoureiro do Conselho Federal da OAB, Leonardo Campos, representou a entidade na noite de quarta-feira (30/11), na abertura da 50ª Edição do Fórum Nacional de Juizados Especiais – Fonaje e a 12ª Edição do Fórum Nacional de Mediação e Conciliação – Fonamec. O evento ocorreu no Hotel Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR), e vai até o dia dois de dezembro. 

“É de fundamental importância ter a OAB Nacional representada neste evento. Eu diria que hoje as pautas que a OAB Nacional, OAB-MT e OAB-PR – representando as outras seccionais – trazem para o Fonaje, visando a proposição de honorários advocatícios, é uma das maiores bandeiras da Ordem de Advogados do Brasil. A primeira das nossas prerrogativas é um honorário digno e um profissional bem remunerado”, afirmou Campos.

A cerimônia de abertura reforçou a importância da junção dos dois eventos para a para o aprimoramento de magistrados, servidores e auxiliares da Justiça nas áreas de autocomposição e prestação jurisdicional dos Juizados Especiais.

A 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), desembargadora Joeci Machado Camargo, abriu a solenidade de abertura falando sobre a inovação da junção dos eventos. “De forma inovadora, e na busca pela integração e interação entre as instituições, buscamos, junto aos presidentes do Fonaje e do Fonamec, realizar estes fóruns em um único evento para falarmos sobre as mudanças trazidas pela criação dos juizados especiais – que demos nosso sangue e nosso suor para conquistar no nosso estado – e também para trazermos em discussão a mediação e conciliação, para melhorarmos cada vez mais o atendimento para os nossos cidadãos paranaenses”, disse. 

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“É uma honra estar presente neste evento como presidente da seccional paranaense da OAB. Para a advocacia é fundamental a realização de um evento desse porte. O Fonaje tem um papel importantíssimo para a classe, que é a produção dos enunciados, tanto é que a OAB – de uma forma bastante pioneira – está apresentando enunciados para esta edição”, afirmou Marilena Winter.

O evento é realizado pela Escola da Magistratura do Paraná e pela 2ª vice-presidência do TJ-PR, contando com apoio da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR), Colégio Notarial do Brasil – Seção Paraná (CNB-PR), Instituto do Registro Civil das Pessoas Naturais do Estado do Paraná (Irpen), Associação dos Notários e Registradores de Imóveis de Paraná (Aripar), Instituto de Protesto do Paraná (IEPTB-PR), Governo do Paraná e Fecomércio-PR.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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