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Encontro Nacional de Secretariado Geral debate uso de tecnologia para maior eficiência de serviços

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A OAB Nacional sediou, na tarde desta segunda-feira (19/9), o 2º Encontro Nacional de Secretariado Geral dos Conselhos Seccionais da OAB. A pauta incluiu o uso de tecnologia da informação para atendimento a advogados nas seccionais e subseções e adaptações às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de assuntos gerais. 

Sayuri Otoni, secretária-geral do Conselho Federal, afirmou, na abertura da reunião, que uma das intenções de fazer novo encontro entre os estados é “levar a estrutura que o Conselho Federal pode propiciar às seccionais”. Ela também incentivou a troca de experiências entre os presentes para que as práticas e vivências de uma localidade possam ajudar na construção e reflexão das possibilidades aplicáveis para outras. 

Daniela Magalhães falou sobre a inteligência artificial em São Paulo e, na sequência, se comprometeu a compartilhar as experiências, dados e informações com os secretários-gerais. A OAB-SP implementou o uso do chatbot para contribuir no atendimento à advocacia, além de salas de autoatendimento nas subseções do estado. 

“São Paulo tem as suas especificidades, porque temos 2,1 mil funcionários e  251 subseções que se transformam em 930 pontos de atendimento. O desafio sobre esse ângulo é gigantesco. E a gente adotou duas posturas: uma é investir no nosso chatbot, o atendimento da advocacia por meio de inteligência artificial. Ele existia, mas fazia duas perguntas: você é advogado e qual é a sua OAB? e aí encaminhava para um telemarketing, que tinha 21 pessoas para atendimento. O maior atendimento é por questões financeiras e inscrições”, contou.

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Ela enfatizou que, “sem tecnologia, a seccional de SP não vai mais conseguir ter sustentação”. E, por isso, o investimento no chatbot. 

Estiveram presentes os secretários-gerais Paulo Maurício Braz Siqueira (DF), Talita Silvério Hayasaki (GO), Gustavo Mamede Lopes de Souza (MA), Sanders Alves Augusto (MG),  Daniela Marchi Magalhães (SP) e Nilton Lacerda da Silva Filho (SE). De forma virtual, marcaram presença as secretárias-gerais Omara Oliveira de Gusmão (AM), Esmeralda Maria de Oliveira (BA), David Sombra Peixoto (CE), Fernando Augusto Vieira de Figueiredo (MT), Henrique Gaede (PR), Ivo Tinô do Amaral Junior (PE), Raylena Vieira Alencar Soares (PI), Gustavo Juchem (RS), Maria Teresinha Erbs (SC), e Jandra Pereira de Paula (TO). As secretárias-gerais adjuntas Any Caroline Ayres da Costa Lopes (AL) e Cassia Marize Guimarães (MG) também acompanharam a reunião, presencial e virtualmente, respectivamente. A corregedora da OAB-PA, Claudiovany Teixeira também entrou na sala virtual.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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