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Curitiba sediará a 4ª Conferência Nacional da Mulher Advogada

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O Conselho Pleno da OAB Nacional, reunido em caráter ordinário nesta segunda-feira (8/8), aprovou à unanimidade a cidade de Curitiba (PR) como sede da 4ª Conferência Nacional da Mulher Advogada. A data do evento será definida nos próximos meses, com probabilidade de que aconteça no primeiro semestre de 2023. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.

A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), Cristiane Damasceno, prometeu a maior conferência para mulheres que o mundo já viu. “Não pouparemos esforços para levar as mulheres do interior para o evento, não somente as que estão nas capitais. É direito das mulheres se capacitarem, se prepararem, evoluírem, e o Paraná é simbólico para esse momento por ter uma mulher à frente da seccional”, apontou Damasceno.

Marilena Winter, presidente da OAB-PR, ressaltou a responsabilidade em sediar o evento. “É também uma imensa honra para o Paraná e para Curitiba. Minha palavra é de gratidão, um registro público de que estaremos ao lado da Cristiane para todos os preparativos. A advocacia brasileira será muito recebida na capital paranaense”, disse.

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Em nome da bancada paranaense, falou o conselheiro federal e ex-diretor nacional da  OAB, José Augusto Noronha. “Em 90 anos de história, temos agora no Paraná a primeira mulher presidente, uma advogada de fibra e garra à frente da seccional. Foi de uma sensibilidade e uma inteligência muito grandes do Conselho Federal da OAB prestigiar o nosso estado como sede deste evento. É um momento histórico e todos se orgulharão do que verão em Curitiba”, afirmou Noronha. 

Em seguida, foi exibido um vídeo sobre a infraestrutura da cidade-sede, destacando aspectos como rede hoteleira, pontos turísticos, mobilidade urbana, centros de cultura e inovação, gastronomia e localização estratégica que favorece, inclusive, o trânsito de palestrantes e participantes de outros países da América do Sul.

As mulheres são maioria na advocacia brasileira: 657.401 profissionais do sexo feminino; são ao todo 636.398 profissionais do sexo masculino. Logo, a Ordem compreende que é essencial conferir ao público feminino, nas instâncias decisórias, a representatividade que os números expressam.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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