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Coordenação Nacional de Interiorização define metas para o segundo semestre

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Foi realizada, na tarde desta terça-feira (9/8), reunião da Coordenação Nacional de Interiorização da Advocacia do Conselho Federal da OAB. O advogado paraibano João de Deus Quirino Filho está à frente do projeto que é tratado pela direção como “menina dos olhos” da atual gestão. A reunião foi realizada no formato híbrido, com a presença dos coordenadores adjuntos, cada um de uma parte do país.

“A ideia de ter 27 coordenadores é para identificar sugestões e ideias, pois sozinhos não conseguiremos construir este sonho de interiorização”, afirmou João de Deus. Durante a reunião, cada um dos coordenadores adjuntos se apresentou e relatou as dificuldades de sua subseção, ou das subseções vizinhas. Carlos Medauar, de Ilhéus (BA), comentou que há municípios no seu estado que estão “há cinco anos sem juiz titular ou substituto”. As diferenças são enormes entre as regiões, lembrou João de Deus. “No Acre, por exemplo, há uma subseção; já em São Paulo, são ao todo 260.”

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“Precisamos correr e já adianto que temos calendário intenso para agosto”, afirmou João de Deus. A gestão, na figura do seu presidente, Beto Simonetti, pretende fazer visitas mensais a diversas localidades, para conhecer de perto as dificuldades de cada advogada e advogado que trabalha pelo Brasil afora. 

Estavam presentes nas reuniões a maioria dos membros recém-empossados das coordenadorias de Interiorização pelo Brasil todo. São eles Claudia Pereira Braga Negrão (MT), André Campos de Medeiros Lima (RN), Maria Edênia Passos Mendonça (SE), Ivo Tinô do Amaral Junior (PE), Jorge Luiz Dias Fara (RS), Felipe Abranes, Yuri Brito Corrêa (MA), Bernardo Carvalho Brant Maia (MG), Tereza Cristina Ibiapina da Rocha Araujo (TO), Francivaldo de Lemos Pereira (CE), Eduardo Imbiriba (PA), Daniela Marchi Magalhães (SP), Isaac Mascena Leandro (AL), Carlos Alberto Medauar Reis (BA), José dos Santos Pereira Neto (AP), Cassiano Ricardo Starck (SC), Gustavo Torres Cardoso (MT), Paulo Maurício Braz Siqueira (DF) e  Marco Aurélio Basso de Matos Azevedo (GO).

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Ficou deliberado que até próxima quarta-feira (17/8) os coordenadores apresentarão demandas e sugestões mais urgentes e já foram liberados 12 cursos online gratuitos pela ESA (Escola Superior da Advocacia) Nacional, para que os coordenadores divulguem em suas regiões.

Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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