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90 anos da Justiça Eleitoral: trabalhadores são parte da história do país

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Para celebrar os 90 anos da Justiça Eleitoral e reconhecer a importância da instituição para a consolidação da democracia, é preciso falar sobre os milhares de servidores, servidoras, colaboradores e colaboradoras que trabalham diariamente para que o processo eleitoral seja cada vez mais transparente, legítimo e eficiente.

Distribuídos entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e os cartórios eleitorais, existem 15.533 servidores, além dos magistrados e milhares de colaboradores em todo o país.

Orgulho de pertencer

“Sou muito feliz por servir à Justiça Eleitoral”, afirma o servidor da Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (Sedap) do TSE, Wilton Freire. Desde que tomou posse, há 26 anos, ele desenvolve as atividades na mesma Coordenadoria, vinculada à Secretaria Judiciária (SDJ).

“Além de ser o local onde obtenho retorno financeiro para minha manutenção, sinto que contribuo com o fortalecimento da democracia. Isto é muito gratificante: trabalhar em uma atividade que impacta diretamente na vida de tantas pessoas e me coloca num patamar que me proporciona participar do desenvolvimento do país”, afirma.

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Maria das Graças Alves de Lima, da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do TSE, declara que “trabalhar na Justiça Eleitoral é uma honra. Foi aqui que construí tudo o que tenho e quem eu sou, conheci pessoas brilhantes e de um profissionalismo que eu não sou capaz de descrever, e que se tornaram minhas amigas eternas. Aqui, aprendi tudo que sei”, declara.

A história de Maria das Graças na Justiça Eleitoral começou há 28 anos. “Participei dos momentos de evolução da urna, começando pela de urna de lona até o momento atual, com a eletrônica. Que momento mágico pelo qual passei. Nunca imaginei que faria parte da história de um lugar onde plantamos semente e colhemos frutos lindos”, conta.

Aniversário

Os 90 anos da Justiça Eleitoral serão comemorados no próximo dia 24 de fevereiro, e a contagem regressiva para a data pode ser acompanhada no Portal da JE na internet, onde há um contador localizado no alto da página inicial.

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Fonte: TSE

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ARTIGOS

Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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