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Reforma Tributária reacende guerra fiscal no futebol: clubes associativos alertam para “efeito dominó” sobre esportes olímpicos
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O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trechos da Reforma Tributária reacendeu uma disputa nos bastidores de Brasília e reabriu um tema sensível no futebol: a diferença de tributação entre clubes associativos e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A mudança, segundo o InfoMoney, deve fazer clubes associativos pagarem 15,5% sobre a receita bruta, enquanto SAFs ficam com 6%, a partir de 1º de janeiro de 2027, com transição até 2032.
O que muda na prática: 15,5% x 6% — e por que isso vira “vantagem competitiva”
O desenho descrito pelo InfoMoney cria um diferencial de quase dez pontos percentuais entre modelos. O economista César Grafietti classifica como um benefício evidente para SAFs, já que a carga seria menos da metade da aplicada às associações, com potencial de gerar desequilíbrio esportivo e financeiro.
Hoje, o contraste é outro: a reportagem lembra que clubes associativos são majoritariamente isentos, pagando em geral 5% ao INSS em receitas como bilheteria, enquanto SAFs têm regime próprio: 5% nos primeiros cinco anos e 4% nos anos seguintes.
A reação do Flamengo: estudo aponta “risco real” e impacto direto no olímpico
Na linha de frente contra o veto, o Flamengo formalizou um posicionamento público em um documento interno (“A reforma tributária traz um risco real…”), com uma tese central: o modelo associativo, sem fins lucrativos e formador do esporte olímpico, não pode ser mais onerado do que a SAF.
O material do clube reforça três pontos que ajudam a “encher” a discussão:
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Pressão financeira acumulada
O Flamengo afirma que pagará “quase meio bilhão a mais” de imposto nos próximos anos se permanecer como clube associativo, e apresenta uma tabela de “diferença em relação ao imposto pago pelo modelo SAF” ao longo do período de implementação. -
Efeito colateral nos esportes olímpicos e projetos sociais
O documento é explícito ao afirmar que, se não houver mudança, clubes terão de reduzir fortemente apoio ao esporte olímpico e iniciativas sociais, pois SAFs usariam o benefício fiscal exclusivamente para aumentar gastos no futebol. -
Déficit anual do olímpico
O Flamengo registra que hoje suporta quase R$ 50 milhões/ano de prejuízo do olímpico “via futebol e benefícios fiscais” e diz que esse modelo se tornaria inviável com a reforma no formato atual.
Brasília: derrubada de veto, “bancada do Flamengo” e o argumento da Fazenda
Segundo o InfoMoney, dirigentes e parlamentares ligados a clubes já se mobilizam para tentar equiparar novamente as alíquotas. A reportagem cita conversas e articulações envolvendo o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello, o deputado Julio Lopes e o senador Carlos Portinho (autor da lei das SAFs), defendendo derrubada dos vetos.
Do outro lado, o Ministério da Fazenda sustenta que a equiparação por lei complementar seria inconstitucional e argumenta que, embora associativos tenham alíquota maior, podem ter mais créditos tributários, o que pode reduzir o imposto efetivo “caso a caso”.
O que pode acontecer com o esporte brasileiro
Se o diferencial 15,5% x 6% for mantido como regra de largada em 2027, o cenário tende a produzir três efeitos imediatos:
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Incentivo econômico para “virar SAF” (não por vocação, mas por sobrevivência fiscal);
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Compressão do orçamento do poliesportivo (modalidades olímpicas e base viram a primeira “linha de corte” quando o futebol precisa competir);
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Aumento da assimetria competitiva: SAFs ganham margem para reforçar folha, contratações e estrutura com menor peso tributário.
O ponto central, agora, é político: a disputa saiu do campo técnico e virou batalha de modelo — se o Brasil vai privilegiar um ecossistema em que clubes associativos sustentam formação olímpica e projetos sociais, ou se a lógica empresarial da SAF, com tributação menor, vai se tornar o caminho dominante do futebol nacional.
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Ancelotti convoca Brasil para a Copa de 2026 e Neymar volta à Seleção após quase três anos
Carlo Ancelotti oficializou nesta segunda-feira a lista dos 26 jogadores que defenderão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A convocação confirma a presença de Neymar, principal novidade entre os nomes escolhidos para a disputa do Mundial, em que o Brasil tentará conquistar o sexto título da história.
O retorno do atacante ocorre após um longo período afastado da equipe nacional. Neymar não vestia a camisa da Seleção desde outubro de 2023, quando começou como titular na derrota por 2 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias. Naquela partida, o camisa 10 atuou por 45 minutos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e deixou o gramado chorando.
Antes do anúncio oficial, Ancelotti reconheceu o grau de dificuldade para fechar a convocação. Segundo o treinador, a disputa por vagas foi intensa e inevitavelmente deixaria jogadores insatisfeitos. Ele afirmou que a comissão técnica trabalhou com o máximo de informações possível para montar um grupo capaz de jogar com qualidade e espírito coletivo.
O técnico também destacou que não busca uma seleção idealizada, mas sim uma equipe competitiva e forte emocionalmente. Na avaliação de Ancelotti, a conquista de uma Copa do Mundo não depende de um elenco perfeito, mas de um time resiliente, capaz de suportar a pressão e responder nos momentos decisivos. O comandante ainda afirmou que não tem receio de dizer que o Brasil pode lutar pelo título, embora reconheça o peso da expectativa em torno da equipe.
Alguns nomes importantes, porém, ficaram fora da relação final por questões físicas. Os atacantes Estêvão, com lesão muscular de grau 4 na coxa direita, e Rodrygo, que se recupera de rompimentos do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho direito, não reuniram condições de ser convocados. O mesmo aconteceu com o zagueiro Éder Militão, afastado após ruptura do tendão do bíceps femoral na coxa direita.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O torneio começará em 11 de junho e terá a final marcada para 19 de julho. Na fase de grupos, o Brasil integra a chave C, ao lado de Escócia, Marrocos e Haiti.
Pelo regulamento, os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a fase eliminatória, assim como os oito melhores terceiros colocados no geral. Com o elenco agora definido, a Seleção inicia a contagem regressiva para a estreia no torneio e para mais uma tentativa de voltar ao topo do futebol mundial.
Veja a convocação da Seleção Brasileira para a Copa:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
LATERAIS
Wesley (Roma)
Danilo (Flamengo)
Alex Sandro (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
ZAGUEIROS
Marquinhos (PSG)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Bremer (Juventus)
Ibañez (Ah-Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
MEIO-CAMPISTAS
Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Fabinho (Al-Ittihad)
Danilo Santos (Botafogo)
Lucas Paquetá (Flamengo)
ATACANTES
Neymar (Santos)
Vinícius Júnior (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Luiz Henrique (Zenit)
Endrick (Lyon)
Matheus Cunha (Manchester United)
Igor Thiago (Brentford)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Rayan (Bournemouth)
Fonte: Esportes
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