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Calleri faz 2 gols mas São Paulo e Atlético-MG ficam só no empate, pelo Brasileirão

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O São Paulo empatou com o Atlético-MG em 2 a 2 na noite desta terça-feira (01.11), no Morumbi, em duelo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2022.

Os gols da partida foram marcados por Calleri (2) e Vargas (2). Com o resultado, o Tricolor se manteve na oitava colocação, agora com 51 pontos.

No próximo sábado (5), às 16h30, no Maracanã, a equipe são-paulina visitará o Fluminense na sequência do torneio nacional.

Para encarar os mineiros, o time não contou com Caio (cirurgia no joelho direito), Gabriel (transição física após lesão no ligamento colateral medial do joelho direito), Diego Costa (aprimora a forma após tendinite no joelho direito), Alisson (dores na coxa direita), Miranda (lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo), Igor Vinícius (pubalgia), Nikão (desconforto na região do adutor esquerdo), Moreira (lesão ligamentar no joelho esquerdo) e Arboleda (seleção equatoriana).

Com a volta de Pablo Maia, que cumpriu suspensão diante do Atlético-GO (2 x 1), o técnico Rogério Ceni escalou a equipe com Felipe Alves; Rafinha, Ferraresi e Léo; Reinaldo, Pablo Maia, Nestor e Welington; Patrick, Luciano e Calleri.

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O primeiro tempo foi bem disputado, movimentado e com reviravolta no placar. Aos 24 minutos, os visitantes largaram na frente com gol de Vargas, em cobrança de pênalti após bola na mão de Pablo Maia.

Antes mesmo do intervalo, o Tricolor contou com a pontaria afiada de Calleri para virar o marcador. Aos 39 minutos, após cobrança de escanteio e rebote em chute de Ferraresi, o camisa 9 acertou um belo chute para empatar! 1 a 1.

Dez minutos depois, já nos acréscimos, o centroavante argentino demonstrou oportunismo para balançar as redes novamente: Léo recebeu inversão de jogo de Reinaldo e bateu cruzado. Calleri desviou, o goleiro espalmou e o atacante apareceu para aproveitar o rebote e marcar! 2 a 1.

Na etapa complementar, o Atlético-MG empatou aos 35 minutos, com Vargas. O São Paulo tentou reagir de novo, porém, não conseguiu derrotar o adversário: 2 a 2.

SÃO PAULO 2 x 2 ATLÉTICO-MG

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 01/11/2022 (terça-feira)
Público: 23.835 torcedores
Renda: R$ 1.066.087,00

Gols: Vargas (24/1T), Calleri (39/1T), Calleri (49/1T) e Vargas (35/2T)

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Cartões amarelos: Pablo Maia (22/1T), Welington (24/1T), Guga (26/1T), Nestor (33/1T), Jair (40/1T), Jemerson (15/2T), Pavón (16/2T), Cuca (48/2T) e Everson (49/2T)

SÃO PAULO: Felipe Alves; Rafinha (Bustos, 40/2T), Ferraresi e Léo; Reinaldo (Luizão, 30/2T), Pablo Maia, Nestor (Igor Gomes, 36/2T) e Welington; Patrick (Luan, 30/2T), Luciano (Marcos Guilherme, 36/2T) e Calleri. Técnico: Rogério Ceni.

Atlético-MG: Everson; Guga (Mariano, intervalo), Jemerson, Junior Alonso (Réver, intervalo) e Dodô (Rubens, 26/2T); Allan, Jair (Sasha, 33/2T) e Zaracho; Ademir (Pavón intervalo), Vargas e Keno. Técnico: Cuca.

Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Alex dos Santos (SC)
Quarto Árbitro: Douglas Marques das Flores (SP)
Analista de Campo: Celso Barbosa de Oliveira (SP)
Árbitro de Vídeo: Wagner Reway (PB)
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Observador de VAR: Italo Medeiros de Azevedo (RN)

Fonte: Agência Esporte

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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