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ESTEATOSE HEPÁTICA

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A esteatose (gordura no fígado) vem se tornando uma doença do fígado cada vez mais conhecida da população em geral. Esse fato se deve, principalmente, a crescente prevalência da obesidade em todo o mundo, que é uma das suas principais causas.

A esteatose hepática é classificada em dois grandes grupos: causada pelo consumo excessivo e crônico de bebidas alcoólicas; e a causada por outros fatores de risco e denominada Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), que será o objetivo principal dessa abordagem.

 

O que é a esteatose hepática e o que significa a DHGNA?

Esteatose caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de gordura (lipidios) nas células do fígado denominadas hepatócitos. Essa pode permanecer estável por muitos anos e até regredir, se suas causas forem controladas. Se não o forem, a doença pode evoluir para a esteatoepatite. Nessa fase a esteatose se associa a inflamação e morte celular, fibrose (cicatrização) e tem maior potencial de progressão, ao longo dos anos, para cirrose e para o carcinoma hepatocelular (CHC) ou câncer de fígado.

A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) inclui todo espectro: esteatose, esteatoepatite, cirrose e CHC.

 

Fatores de risco para DHGNA

Obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides) são os fatores de risco mais frequentes. Esses se associam à hipertensão arterial e a síndrome metabólica, que é caracterizada pela presença de três ou mais das seguintes condições: obesidade central (aumento da gordura no abdômen), hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes.

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A DHGNA é considerada o componente hepático da síndrome metabólica e é a mais frequente doença de fígado da atualidade. Estima-se que entre 20 a 30% da população em todo o mundo seja portadora da DHGNA. Essa pode ocorrer em homens e mulheres, em todas as idades, incluindo as crianças e adolescentes. Está associada com o maior risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral – AVC).

 

Como identificar a DHGNA ou como diagnostica-la.

A grande maioria dos pacientes não apresentam sinais ou sintomas, pois esta é uma doença silenciosa.

Para o diagnóstico é importante que os pacientes sejam avaliados através de uma consulta médica periódica, com parte do check-up. A esteatose é identificada através de uma ultrassonografia de abdômen. Em casos selecionados, realiza-se a biópsia do fígado.

 

Qual o tratamento para o paciente com DHGNA?

A avaliação diagnóstica do paciente deve determinar em que fase da DHGNA o paciente se encontra: esteatose, esteatoepatite ou cirrose e deve também determinar os fatores de risco envolvidos.

O controle da obesidade, diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia é fundamental no tratamento da DHGNA. Medicamentos específicos para cada uma dessas condições clínicas pode ser utilizada. Atenção também deve ser dada ao diagnóstico de alterações cardiovasculares, causa importante de mortalidade nos pacientes com DHGNA.

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Mudanças no estilo de vida, com alimentação equilibrada e atividade física regular são recomendadas para todos os pacientes. Alguns medicamentos podem ajudar no tratamento, entretanto esses devem ser orientados pelo médico.

 

Qual o prognóstico da DHGNA?

O prognóstico pode ser bom, mas depende da fase em que a doença for diagnosticada e principalmente da aderência dos pacientes às condutas clínicas e tratamentos recomendados.

Desde que controlado os fatores que causaram a doença, a esteatose pode permanecer estável em torno de 70 a 80% dos pacientes. Em 20 a 30% dos casos a esteatose pode evoluir para esteatoepatite, que pode ser controlada com o tratamento adequado. Entretanto essa forma da doença tem maior potencial de progressão ao longo dos anos para cirrose e carcinoma hepatocelular, se não for devidamente orientada.

 

Dr. Fábio Argenta / CRM MT 4194

Especialista em Cardiologia – RQE 2859

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia MT

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Transformando dor em propósito

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A trajetória de Leda Alves e sua luta por inclusão de pessoas com Alergias Alimentares

Aos quatro meses de vida, Joaquim, filho de Leda Alves, recebeu o diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A partir daí, sua mãe enfrentou uma verdadeira batalha: restrição alimentar para seguir amamentando, em seguida, por falta de orientação adequada, vieram as crises (reações alérgicas) constantes, por ingestão inadvertida de leite por parte do Joaquim, que resultaram em idas quase diárias ao pronto atendimento e diagnósticos equivocados.

Somente aos 4 anos, Joaquim recebeu atendimento médico adequado, e Leda mergulhou em estudos científicos internacionais, construiu uma rede de apoio com profissionais da saúde e mães de crianças alérgicas e transformou sua dor em ação.

Em 2019, organizou uma audiência pública em Mato Grosso, que resultou em duas leis pioneiras:

  • Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar.
  • Direito à alimentação inclusiva em escolas públicas e privadas.

Após mais de 20 anos desde sua primeira graduação em Letras, Leda voltou à universidade, concluiu Nutrição em 2024 e hoje atua como nutricionista clínica com foco em alergias e intolerâncias alimentares.

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Ela também criou dois programas exclusivos de atendimento em nutrição:

Livre Alimentar – da Alergia à Alegria, é um programa de acompanhamento personalizado para identificar, controlar e prevenir reações alérgicas, promovendo uma alimentação segura, nutritiva e prazerosa.

NuTrìade – nutrindo corpo, mente e espírito, é um programa para quem busca melhor qualidade de vida para a vida toda, por meio de mudança de mente, que por sua vez, promove mudança de comportamento alimentar sem radicalismos nem restrições sem critérios, mas com muita inclusão, consciência e propósito.

Agora, além dos atendimentos na Clínica Centro de Alergia em Mato Grosso (CAMT), em Cuiabá, Leda abre agenda presencial em Jundiaí-SP, na clínica Lótus, nos dias 05, 06 e 07 de maio de 2026.

📍 Agendamentos

Cuiabá-MT – WhatsApp: 65 99215 5545

Jundiaí-SP – WhatsApp: 65 99975 3126

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