CUIABÁ
“Graças ao bom tratamento e rapidez, eu estou viva e sem sequelas”, diz dona de casa atendida pela rede S.O.S AVC
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“Graças ao bom tratamento e rapidez, eu estou viva e sem sequelas”, esse é o depoimento da dona de casa Vilma da Paixão, 46 anos, que foi uma das primeiras pacientes a receber atendimento pela rede S.O.S AVC, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral – AVC, no dia 16 de novembro do ano de 2019. Ela mora no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá.
A dona de casa conta que, estava jantando quando, ao levantar, sentiu formigamento na mão e no pé e, então, o prato que ela segurava caiu. “Na seqüência, eu tive um ‘apagão’, foi tudo muito rápido. Meu esposo pediu ajuda para minha filha que mora próximo de nós. Ela me levou para a Unidade de Pronto Atendimento – UPA, e posteriormente de lá fui encaminhada ao Hospital Municipal São Benedito – HMSB”, relata.
Segundo a dona de casa, o diagnóstico de que seria um Acidente Vascular Cerebral –AVC, e a agilidade no socorro e encaminhamento ao serviço especializado, para esse tipo de atendimento, foram fundamentais para a sua saúde. “Fui muito bem atendida durante a minha hospitalização. Fiquei internada por dez dias na Unidade de Terapia Intensiva – UTI, e depois eu recebi alta médica. Nesse período de internação só tenho lembranças boas por parte de toda a equipe, que prestou atendimento excelente. Eu considero que minha recuperação foi de 99,9%,” completa.
A coordenadora da rede S.O.S AVC, Andrea Bianchi, informa que a dona de casa, Vilma da Paixão, passou por procedimento de remédios trombolíticos diretamente na veia, que são medicamentos que tornam o sangue mais fino e ajudam a eliminar o coágulo que está causando o bloqueio no vaso.
O Programa S.O.S AVC foi implantado no Hospital Municipal São Benedito – HMSB, pela gestão Emanuel Pinheiro, no ano de 2019. Desde o mês de março do ano de 2021, passou a funcionar no Hospital Municipal de Cuiabá “Dr. Leony Palma de Carvalho” – HMC, onde dispõe de equipamentos de última geração e equipe especializada em neurocirurgia para procedimentos de tomografia e hemodinâmica, além de uma equipe de intervencionistas.
De acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro, são poucas as capitais do país que têm atendimento AVC para rede pública na fase aguda. “A rede S.O.S AVC implantada na minha gestão, foi inspirada nos serviços de neurocirurgia intervencionista do Estado da Geórgia, em Atlanta. O cuidado da saúde da nossa gente, que tanto luta e labuta para viver dignamente, precisa de toda atenção necessária. Nossa capital oferece tratamento de última geração para casos de AVC, nossa população merece”, destaca o prefeito.
O gestor do Hospital Municipal de Cuiabá e Hospital Municipal São Benedito, Paulo Rós, ressalta que o AVC é uma das maiores causas de morte e de seqüelas neurológicas no mundo moderno. “A gestão Emanuel Pinheiro, tem como meta principal, por meio da rede S.O.S. AVC oferecer atendimento integrado, com foco no paciente, priorizando diagnóstico imediato e a rapidez na intervenção”, pontua.
Desde a criação da Rede S.O.S AVC até dezembro de 2021, foram 1.471 pessoas atendidas pelo programa, sendo 96 somente no ano de 2022, considerando os meses de janeiro a março deste ano. Dentre os benefícios de um tratamento adequado na fase precoce estão à redução da mortalidade, da incapacidade, da hospitalização e do custo previdência social, além de outros benefícios.
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Prefeitura de Cuiabá envia à Câmara projeto que endurece punições por danos à arborização pública
A Prefeitura de Cuiabá encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei Complementar que cria um novo regime de penalidades para infrações contra a arborização pública. A proposta estabelece critérios objetivos para a aplicação de multas, amplia a responsabilização por danos às árvores e institui regras específicas para concessionárias e permissionárias de serviços públicos que realizam intervenções na vegetação urbana. O envio ocorreu na segunda-feira (3).
O projeto atualiza a legislação municipal ao graduar as penalidades conforme a gravidade da infração e o porte da árvore atingida. Pela proposta, o valor das multas passa a considerar a Circunferência à Altura do Peito (CAP) do indivíduo arbóreo, além de prever agravantes para espécies protegidas, raras, ameaçadas de extinção ou localizadas em áreas ambientalmente sensíveis.
Penalidades mais rigorosas
Entre as mudanças, o texto estabelece multas específicas para poda sem autorização, poda drástica, mutilação, corte, derrubada, sacrifício, destruição e remoção irregular de árvores. As penalidades deixam de ser padronizadas e passam a variar conforme o porte da árvore e a gravidade da infração. Nos casos que envolvem árvores protegidas, o projeto prevê multas significativamente maiores, além de acréscimos calculados de acordo com o tamanho do indivíduo arbóreo.
Além da multa, o responsável pelo dano deverá promover a reparação ambiental. O projeto determina o replantio de duas a dez mudas por árvore atingida, podendo haver aumento dessa quantidade quando a infração envolver espécies protegidas, árvores de maior porte ou áreas ambientalmente sensíveis. O descumprimento da obrigação poderá resultar em multa diária e em outras medidas previstas na legislação.
A proposta também cria um regime específico para concessionárias e permissionárias de serviços públicos. As empresas passam a ser obrigadas a solicitar autorização para podas, comunicar intervenções emergenciais em até 24 horas, realizar o manejo preventivo da arborização, substituir árvores removidas e fornecer informações técnicas quando solicitado pelo Município. O descumprimento dessas obrigações também estará sujeito à aplicação de penalidades.
Principais mudanças previstas no projeto
Multas proporcionais ao porte da árvore e à gravidade da infração.
Penalidades mais severas para danos a árvores protegidas, raras ou ameaçadas.
Obrigação de reparação ambiental com replantio de mudas.
Possibilidade de multa diária em caso de descumprimento da reparação.
Regras específicas e penalidades para concessionárias de energia, telecomunicações e iluminação pública.
Maior segurança jurídica e critérios objetivos para a fiscalização ambiental.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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