CUIABÁ
CEIC Nasla Joaquim Aschar realiza formação em noções básicas de primeiros socorros
CUIABÁ
A equipe gestora do Centro Educacional Infantil Cuiabano (CEIC) Nasla Joaquim Aschar, localizado no CPA I, Regional Norte, promoveu na segunda-feira (8), formação sobre a Lei Lucas – Primeiros Socorros. O encontro contou com a participação do Núcleo de Educação em Urgência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e reuniu 46 profissionais da unidade, pais e responsáveis dos alunos.
Cuiabá foi uma das primeiras capitais brasileiras a implementar em 2019, a Lei 13.277 de 2018, também conhecida como Lei Lucas. A legislação torna obrigatória a capacitação de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino público ou privado e de recreação infantil em noções básicas de primeiros socorros.
A diretora da unidade, Andrea Bezerra Novaes, agradeceu a parceria e o empenho dos profissionais do SAMU. “Com essa formação, a equipe gestora objetivou trazer para os servidores e pais orientações importantes para o dia a dia da unidade, oferecendo um serviço humanizado, para fazermos o melhor para as nossas crianças”, destacou Andrea Novaes.
Marcelo Coelho, pai de uma das crianças atendidas na unidade, elogiou a iniciativa. “Essa é uma formação muito importante para qualificação dos profissionais que trabalham na unidade e, uma tranquilidade a mais para os pais, porque teremos servidores habilitados para prestar os primeiros socorros. Essa é uma iniciativa muito boa da gestão”, disse ele.
Marco Nasser, um dos profissionais do SAMU falou sobre o projeto que o Núcleo de Educação de Urgência está desenvolvendo nas escolas da rede pública. “Por meio dessa parceria, estamos orientando os profissionais da educação para prestarem os primeiros socorros em casos de acidentes. Com os professores treinados, 50% do atendimento pode ser realizado de forma rápida e eficaz”, explicou o profissional. Nasser destacou que grande parte dos acidentes nas escolas estão relacionados a quedas de altura e engasgos. “Aqui orientamos sobre vários procedimentos como massagem cardíaca, ventilação e o que fazer quando a criança engasga com pequenos objetos”, disse Marco Nasser.
A técnica em Desenvolvimento Infantil, Catarina Paula disse que para os profissionais é fundamental saber lidar com pequenos acidentes. “É importante porque lidamos com bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Aprendendo as noções básicas de primeiros socorros poderemos atender em eventuais acidentes dentro da unidade”, disse Catarina Paula.
Lei 13.277
A Lei 13.722 de 2018 foi criada em homenagem a Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, morto em setembro de 2017 depois de engasgar com um pedaço de cachorro-quente, durante um passeio escolar em Campinas (SP). Na ocasião não havia ninguém preparado para socorrê-lo e assim evitar a tragédia.
De acordo com os especialistas, no convívio escolar os acidentes podem envolver moedas, tampas de caneta, peças pequenas de brinquedos e outros objetos, ou até mesmo alimentos podem causar engasgo ou sufocação em crianças pequenas, sendo essas, algumas das principais causas de morte acidental de bebês de até um ano e meio de idade, segundo o Ministério da Saúde.A correta atitude do socorrista pode oferecer melhores condições de suporte aos acidentados. Além disso, manter a calma e saber exatamente o que, quando e como fazer em momento de estresse, reduz os riscos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).
De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.
Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.
Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.
O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.
As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.
O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.
Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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